Marcus Vinicius Gravina é advogado, RS.
OAB-RS 4.949
O voto, ainda, é obrigatório. Deixou de ser para os maiores de 70 anos. Em compensação, passou a admitir aos de 16 e 17 anos e aos analfabetos de qualquer idade.
Trata-se, de uma equação resultante de alguma esperteza política de ocasião. Facilitar ou estimular a exclusão das pessoas maduras dos pleitos eleitorais - mais difíceis de serem cooptadas, de mente conservadora. Ou será para usar a gurizada de passeatas e pichações de prédios universitários, na abertura de novos horizontes prometidos pelo sistema global socialista.
Veremos em matérias pagas na TV e ouviremos nas rádios, com cobertura em todo o país, conclamações para menores e analfabetos se alistarem. Sem alistamento não haverá possibilidade de votar.
O TSE já desempenhou este papel no passado recente, em nome da “democracia” do STF, que alterou todos os conceitos válidos do Devido Processo Legal, em manifesto desprezo aos arts. 144 a 148 do novo Código de Processo Civil. Caso mais recente, o do Banco Master com evidências sólidas de conflito de interesse de um ministro relator da Suprema Corte, que não se dá por suspeito.
A última eleição de escolha de presidente da República passou a ser um marco divisor. A crença nos resultados das urnas eletrônicas, sem comprovação de votos deixou de existir. E, continuou até hoje sob suspeitas.
Este fator decepcionante, nota-se, que irá influir na ida às mesas eleitorais pelos maiores de 70 anos. Não haverá ânimo. A revolta contra o sistema dirigido e corrupto das eleições acabará favorecendo a quem não quer deixar de compartilhar a picanha e cervejinha com os milhares de “simpatizantes” aboletados em ministérios, aumentados para 40 e empresas estatais.
Isto rende milhões aos cofres do partido, conforme os percentuais recolhidos obrigatoriamente, dos salários, jetons ou proventos dos seus sócios e dos nomeados para cargos públicos.
Se duvidarem, leiam o Estatuto do PT. O partido instituiu o seu modelo de “rachadinha”: uma espécie de dízimo escalonado de percentuais
Não é hora dos idosos deporem ou ensarilharem as suas armas. O voto é a mais poderosa das armas que temos. As outras nos foram tiradas. Desarmaram, covardemente o povo, prevendo a facilitação da ditadura que nos foi imposta.
O TSE deve ser vigiado e cobrado antes das eleições deste ano. Ele tem o dever de combater o voto comprado.
Esta prática se dá, predominantemente, com os eleitores nordestinos, aos milhares, que não transferiram seus títulos eleitorais para onde moram e trabalham no sudeste do Brasil.
De São Paulo. Minas Gerais e Rio de Janeiros caravanas de ônibus fretados por políticos e partidos do Nordeste conduzem os eleitores, gratuitamente com alimentação, presumivelmente de pão e mortadela, para no cabresto votarem nos candidatos indicados, pela maioria dos partidos de esquerda. Os da direita, pelo mesmo DNA, dominante naquela região, agem igual, com menos dinheiro.
Há várias maneiras de comprar votos, mesmo sendo prática ilegal.
Na data das eleições a contratação de ônibus é uma delas. E, quem tem o dever de coibir isto são os Tribunais eleitorais dos Estado e com todo o rigor, o TSE para todo o país.
Destaquei este item, porque o Diretor Geral da Polícia Rodoviária Federal foi condenado nas eleições de 2022 por cumprir o dever de fiscalizar o licenciamento irregular de ônibus para fins eleitorais além das condições de rodagem do próprio veículo.
O TSE irá - liberar geral - esta ilegalidade? As policias Rodoviárias Federal e Estaduais serão impedidas de fiscalizarem ônibus compradores de votos? Quem irá fiscalizar a contratação de ônibus, pagos por cabos eleitorais, candidatos e partidos políticos neste ano?
Caxias do Sul, 17.01.2026
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