Transtornos psiquiátricos

A ciência demonstra que transtornos psiquiátricos diferentes podem compartilhar a mesma causa raiz ou mecanismos subjacentes, em vez de cada transtorno ter uma causa única e isolada. A compreensão atual sugere uma origem multifatorial, com interações complexas entre genética e fatores ambientais. 

Pontos-chave:

Bases Genéticas Compartilhadas: Pesquisas genômicas identificaram que certas variações genéticas comuns podem aumentar a suscetibilidade a vários transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão e transtorno do espectro autista.

Mecanismos Neurais Comuns: Alterações nos mesmos circuitos neurais e desequilíbrios em neurotransmissores específicos (como serotonina, dopamina e noradrenalina) podem contribuir para o surgimento de diferentes condições mentais.

Fatores Ambientais Desencadeantes: Eventos adversos na infância, estresse emocional e uso de substâncias, por exemplo, podem interagir com a predisposição genética e desencadear uma variedade de transtornos, dependendo de outros fatores individuais.

Sintomas Compartilhados: Diferentes transtornos podem apresentar sintomas semelhantes (alta comorbidade), o que reflete a sobreposição de seus mecanismos biológicos e psicológicos subjacentes. 

Essa perspectiva transdiagnóstica é um avanço na psiquiatria, afastando-se de um modelo de "uma doença, uma causa" para uma compreensão mais integrada das doenças mentais. 

Artigo, especial - O bolsonarismo nãoquer um tecnocrata

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

Um episódio nas redes sociais expôs uma tensão latente na direita brasileira. Ou melhor, em uma parte que se diz à direita. Um vídeo crítico ao PT, postado pelo governador de São Paulo, recebeu um co mentário de sua esposa: “Nosso país precisa de um novo CEO, meu marido!”. A curtida pública do governador transformou o que poderia ser um gesto familiar em um sinal político imediato. Foi mais um teste coordenado, com aparência de engajamento orgânico, mas guiado pelo mesmo componente de sempre: o cálculo político. Em poucas horas, pesquisas foram amplificadas, narrativas circularam e o debate se infla mou. Os argumentos que surgiram foram quase infantis: “A rejeição ao nome de Flávio é alta”. Ora, e a rejeição ao principal adversário, que é ainda maior? O pré-candidato lançado há apenas dois meses já aparece nas pesquisas colado no candidato petista. Se o objetivo fosse fortalecer um projeto de direita, o foco estaria na consolidação desse nome, não em desqualificá-lo. Nesse caso, o problema vai muito além de nomes. A ideia de “CEO para o Brasil” carrega uma visão antiga e limitada: o país como empresa deficitária, o povo como quadro funcional, as decisões reduzidas a indicadores de desempenho, cortes de custo e eficiência técnica. Basta trocar o gestor, ajustar a planilha e tudo “vai funcionar”. É a ilusão tecnocrática de que a política pode ser substi tuída por administração fria, acima dos conflitos reais, tutelando permanente mente uma sociedade que não sabe se governar sozinha. Mas parte significativa dela sabe exatamente o que não quer. O bolsonarismo surgiu também como reação a essa visão, contra a pretensão de que a nação é uma corporação mal gerida e que um executivo pode consertá-la sem envolver e respeitar o povo em seus valores, soberania e identidade. O Brasil não pode ser reduzido a uma pla nilha. Os conflitos não se resolvem com pitch de investidor: esse já é o Brasil que não funciona, que teve apenas um intervalo de 4 anos com Jair Bolsonaro. O sistema se reorganizou e o resto da história todos conhecem. O movimento de 2018 foi popular e visceral. Nesse contexto, o cálculo político f ica evidente. O apoio ao nome escolhido pelo líder permanece tímido, a defesa do ex-presidente tem espasmos pontuais — pedidos isolados de anistia, notas esporádicas afirmando que “está ajudando” —, mas sem continuidade contra a perseguição que se arrasta. A planilha de quem ainda espalha por aí que a candidatura presidencial cairá no colo, não tem uma coluna fundamental: gratidão e memória. Sem o movimento que projetou o governador do anonimato para comandar o estado mais impor tante do país, ele permaneceria em cargos secundários, servindo a governos, inclusive, de espectros opostos. Após o episódio do “CEO”, Tarcísio teve mais um choque de realidade, a reação da base bolsonarista foi forte. Não adianta jogar para diluir um movimento legítimo. A direita venceu em 2018 por ser autêntica e conectada ao povo, logo não aceita o establishment que sem pre a desprezou. O bolsonarismo segue mais vivo do que nunca. O governador teve mais uma prova da força do movimento. Assim como em to das as vezes que enviou sinais trocados, Tarcísio se viu obrigado a afirmar, mais uma vez timidamente, que o seu nome para 2026 é Flávio. Será que essa cons • Ilusão tecnocrática: Brasil tratado como planilha, política substituída por gestão fria, conflitos reais ignorados em nome de eficiência e métricas. • Cálculo e oportunismo: Movimentações artificiais, pesquisas instrumentalizadas e apoio protocolar para manter opções abertas, enfraquecendo um projeto legítimo. • Base e memória: Força política nasce do povo; sem gratidão ao movimento que construiu lideranças, não há legitimidade nem sustentação de poder. Pág. 1 ciência veio para ficar?

 offoli deve se afastar do caso Master, defende editorial da Folha

Jornal afirma que ministro perdeu condições de imparcialidade e critica sigilo, decisões “abstrusas” e a ida do inquérito ao STF

16 de janeiro de 2026, 04:59 h

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Presidente do STF, Dias Toffoli

Presidente do STF, Dias Toffoli (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

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247 – O jornal Folha de S.Paulo publicou um editorial afirmando que o ministro Dias Toffoli “perdeu todas as condições necessárias para arbitrar com imparcialidade e diligência técnica” o escândalo envolvendo o banco Master e, por essa razão, deveria se afastar do caso.



Segundo o texto, não haveria razão para a investigação ter sido deslocada ao Supremo Tribunal Federal (STF). O editorial aponta que o argumento usado para justificar a subida do inquérito — o fato de um deputado federal ter realizado uma negociação imobiliária com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — teria funcionado como “pretexto para um desaforamento” que, na visão do jornal, interessaria apenas a uma “máfia” instalada na organização financeira.


Sigilo, decisões contestadas e bastidores do caso

A Folha argumenta que os investigados teriam sido beneficiados com a decretação de sigilo sobre o inquérito — descrita como um dos primeiros atos de Toffoli. O editorial menciona ainda que, poucos dias antes, o ministro teria viajado em um jato particular com o advogado de um diretor do Master investigado no caso.


O texto também critica a “acareação” determinada por Toffoli “ao arrepio dos protocolos” entre suspeitos de orquestrar “uma fraude bancária de proporções inauditas” e um diretor do Banco Central, órgão responsável por investigar irregularidades no sistema financeiro.



Na avaliação do jornal, mesmo após um “recuo parcial” e a revelação — “por esta Folha” — de conexões de negócios envolvendo irmãos e primo do ministro com um fundo ligado aos desvios, Toffoli não teria deixado de adotar medidas classificadas como “abstrusas”.


Polícia Federal, PGR e o controle das provas

O editorial sustenta que o ministro demorou a aceitar um pedido da Polícia Federal, apoiado pela Procuradoria, para realização de novas diligências. Em seguida, segundo o texto, Toffoli teria proferido uma decisão considerada incomum ao ordenar que a polícia depositasse as provas colhidas no próprio STF.


Contrariado, diz o editorial, o ministro recuou novamente de forma parcial e determinou que o material fosse encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), quando, segundo o jornal, deveria seguir diretamente para as perícias da PF.


O texto afirma que o “resultado visível” do comportamento de Toffoli seria “tão somente” o de abafar notícias incômodas, controlar as informações disponíveis ao público e “prejudicar e intimidar” os agentes do Estado encarregados da investigação.



Para a Folha, a consequência política e institucional desse movimento seria grave: “A República ganharia com o seu afastamento do inquérito”, conclui o editorial.


Moraes e a abertura de apuração sigilosa de ofício

O editorial também traz críticas ao ministro Alexandre de Moraes, mencionando a abertura de “mais uma apuração sigilosa de ofício”, desta vez contra a Receita Federal e o Coaf, órgão responsável por monitorar transações financeiras.


Segundo o texto, Moraes estaria contrariado com um suposto vazamento de dados pessoais de integrantes da Corte. A Folha sustenta que, com essa atitude, o ministro reincidiria na prática “heterodoxa” de colocar-se simultaneamente na posição de investigador e de potencial vítima.


Para o jornal, as movimentações de Moraes e Toffoli, no contexto do caso Master, indicariam uma resposta considerada inadequada diante do noticiário sobre supostas fraudes bilionárias e redes de corrupção que teriam se formado em torno do banco

Peritos federais criticam Toffoli por esconder provas do Banco Master

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgou nota nesta quinta-feira afirmando que acompanha com atenção os desdobramentos das decisões proferidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no inquérito do Banco Master. O ministro determinou o lacre e o acautelamento de bens, documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos pela Polícia Federal na nova fase da Operação Compliance Zero. 

Ao autorizar a operação, realizada na quarta-feira (14), o ministro, que é relator do caso, determinou que todo o material apreendido na nova fase da operação sobre o caso do Banco Master, fosse encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), para extração e análise do conjunto probatório. 

A associação dos peritos argumenta que os peritos criminais federais possuem autonomia técnico-científica e funcional assegurada para realizar os exames periciais e zelar pelos protocolos técnicos e pela rigorosa preservação da cadeia de custódia, garantindo a produção de provas científicas válidas para o devido processo legal, a ampla defesa e a correta elucidação dos fatos.

“A APCF vê com preocupação os riscos operacionais e técnicos envolvidos na ausência do envio dos materiais à perícia criminal. A postergação do envio ou a realização dos exames fora das unidades oficiais de criminalística, sobretudo em relação a dispositivos eletrônicos, pode levar a perda de vestígios relevantes para a persecução penal, ou mesmo à perda de oportunidades técnicas, por vezes irrepetíveis, como a análise de aparelhos ainda ativos ou recentemente desbloqueados, além de possibilitar eventuais modificações automáticas inerentes ao próprio funcionamento dos sistemas operacionais”, alerta a nota.

Na manifestação, a APCF disse reconhecer a importância da atuação do Ministério Público “na formação da opinião jurídica sobre a materialidade e a autoria dos delitos investigados”, mas ressaltou que não compete ao órgão acusador a elaboração de provas a partir da análise dos vestígios. 

“As unidades de criminalística da Polícia Federal, em especial o Instituto Nacional de Criminalística (INC), além da competência legal, detêm os atributos técnicos, científicos e estruturais necessários à adequada produção da prova pericial, inclusive no que se refere a dispositivos eletrônicos e mídias digitais”, diz a nota.

A associação diz que é importante que o material apreendido seja destinado à perícia oficial, responsável legal pela produção da prova científica, “assegurando a integridade dos vestígios e a confiabilidade da prova material gerada, em consonância com a legislação processual penal e as boas práticas da ciência forense.”