Zucco é ameçado de morte por ativista lulopetista

 No termo do do interrogatório que vai no link a seguir, o ativista político gaúcho Cleomar dos Santos, 47 anos, confirma que foi ele quem mandou as mensagens com ameaças de morte contra o deputado Luciano Zucco, candidato a governador do RS.

Entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, Cleomar registrou tudo no seu perfil de internet.

Na mensagem mais ameaçador, o ativista, que é eleitor de Lula, acha que Bolsonaro é pedófilo, abomina Zucco e durante muito tempo foi filiado ao PT, ameaçou dar um tiro na cabeça do deputado. Ao se referir ao desfile Farroupilha, do qual Zucco participou, ele escreveu:

- "Perdi a oportunidade de estourar a cabeça desse defensor de pedófilo, bolsonarista, safado". 

Ele também afirmou que garantiria a ida do deputado para o inferno.

No interrogatório, o ativista lulopetista se disse arrependido e pediu perdão a Zucco.

O interrogatório foi realizado na 3a. DP em Novo Hamburgo, onde mora o ativista lulopetista, inclusive com a presença de agentes da Polícia Legislativa Federal.

O inquérito aberto resultará no indiciamento do acusado, que será processado criminalmente.

CLIQUE AQUI para examinar o fac simile do interrogatório.

USAID

 Escritório do Inspetor-Geral da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) apontou que cerca de 101 funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) ajudaram o Hamas a executar o ataque terrorista contra Israel em 7 de outubro de 2023, que assassinou mais de 1200 civis, incluindo cinco brasileiros, além de crianças e idosos, e sequestrou 251 pessoas .


A informação foi divulgada no jornal New York Post, apontando investigação do Inspetor-Geral, que é órgão de fiscalização federal. Com base na investigação, o jornal citou nominalmente os funcionários da ONU que se tornaram cúmplices dos terroristas, incluindo diretores de escolas da agência da ONU, professores, seguranças, atendentes, conselheiros psicossociais e profissionais médicos.


Um total de 1.500 funcionários da UNRWA estão sendo investigados, de acordo com o Washington Free Beacon . Um alto funcionário do Departamento de Estado confirmou ao The Post que o número estava correto. Inquéritos anteriores do inspetor-geral constataram que os fundos destinados à agência da ONU podem ter sido desviados para os terroristas em Gaza.



Com isso, a agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina ficará sem qualquer financiamento de ajuda externa dos EUA nos próximos 10 anos. 


O relatório do Escritório do Inspetor-Geral da Usaid revela que um vice-diretor de escola atuava também como vice-comandante das Brigas al-Qassam, o braço armado do Hamas, enquanto outro era líder de um esquadrão em uma brigada de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.


Mísseis antitanque

Cinco professores eram militares ou oficiais de inteligência do Hamas e de grupos terroristas aliados, de acordo com as investigações. O documento revela que um deles chegou a levar mísseis antitanque para ajudar o grupo terrorista no atentado.



Neste momento, a “investigação ativa e em curso” do Inspetor Geral da USAID suspendeu ou proibiu 108 indivíduos de participarem dos ataques de 7 de outubro e/ou de terem ligação com o Hamas.


O gabinete do inspetor-geral ampliou sua investigação em março, conforme noticiado inicialmente pelo Post. Fontes já haviam revelado que a investigação do gabinete do inspetor-geral da USAID estava sendo conduzida em paralelo a uma investigação criminal federal sobre os laços do Hamas com a UNRWA.


Financiamento americano

“A prioridade investigativa do Inspetor-Geral da USAID continua sendo garantir que a assistência humanitária financiada pelos EUA em Gaza não caia nas mãos do Hamas e de outras organizações terroristas estrangeiras, impedindo que a ajuda chegue aos civis não combatentes necessitados”, concluiu o resumo da investigação.



“Em apoio a esse esforço, o Escritório do Inspetor Geral da USAID mantém um trabalho investigativo adicional em andamento, com o objetivo de impedir a recirculação de atores ligados ao terrorismo em organizações de ajuda financiadas pelos EUA que operam em Gaza.”


O senador Tom Cotton (republicano do Arkansas), que preside o Comitê de Inteligência na câmara alta, e 24 senadores republicanos pediram ao governo Trump no mês passado que ” desmantelasse completamente a UNRWA ” e a eliminasse do orçamento das Nações Unidas.


Em fevereiro de 2025, o presidente Trump assinou uma ordem executiva retirando o financiamento dos EUA  para a UNRWA, embora  mais de US$ 839 milhões  tenham sido destinados à agência por contribuintes internacionais naquele ano.



O orçamento anual da ONU também destina cerca de 70 milhões de dólares para a agência de ajuda palestina.

ncionários demitidos da USAID sorriem enquanto carregam seus pertences pessoais — com mensagens para Trump — para fora do escritório em Washington. 

PorVictor Nava

Publicado em 21 de fevereiro de 2025, às 21h21 (horário do leste dos EUA).

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Na sexta-feira, funcionários recentemente demitidos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) escreveram mensagens em caixas cheias de seus pertences pessoais — e vários ex-funcionários foram vistos radiantes enquanto eram aplaudidos por apoiadores em seu último dia de trabalho. 


"Você pode tirar os humanitários da USAID, mas não pode tirar a humanidade dos humanitários", dizia uma mensagem otimista na caixa de um ex-funcionário, que continha uma grande planta entre outros itens. 


“Estamos abandonando o mundo”, dizia outro bilhete no contêiner com os pertences de um ex-funcionário federal. 


Ex-funcionários da USAID

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Ex-funcionários da USAID deixaram o escritório pela última vez na sexta-feira.

Reuters

Funcionário da USAID

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Os funcionários demitidos foram recebidos por apoiadores em frente ao escritório em Washington, DC.

AP


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Os funcionários demitidos foram aplaudidos por ex-funcionários e apoiadores da USAID durante uma cerimônia de despedida em frente aos escritórios praticamente fechados da agência em Washington, DC. 


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Mais quatro funcionários da UNRWA — incluindo professores — foram considerados culpados de sequestrar israelenses em 7 de outubro, enquanto as autoridades federais avaliam a possibilidade de acusações criminais.

Vista geral do edifício do Secretariado das Nações Unidas e do selo das Nações Unidas em Nova Iorque, NY, em 10 de julho de 2025. (Foto/Christopher Sadowski)

Expulsar da ONU todos os seus funcionários terroristas E seus apoiadores.


Órgão de fiscalização dos EUA 'amplia' investigação sobre a UNRWA por ligações com o Hamas e atos assassinos em 7 de outubro.

A força de trabalho da USAID, que atualmente conta com 10.000 funcionários, deverá ser reduzida para cerca de 300 após o presidente Trump ter tomado medidas para desmantelar a agência, depois de impor uma pausa de 90 dias na ajuda externa. 


A redução de pessoal ocorreu após descobertas chocantes de desperdício da USAID pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) de Elon Musk. 


Ex-funcionários da USAID

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Vários ex-funcionários foram vistos sorrindo durante a despedida.

AP

Elon Musk

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A equipe DOGE de Elon Musk encontrou diversos casos de desperdício de dinheiro público na USAID.

AFP via Getty Images

No início deste mês, Trump anunciou que o secretário de Estado Marco Rubio atuaria como diretor interino da USAID, com o objetivo final de integrar as operações restantes da agência ao Departamento de Estado. 


Na sexta-feira, um juiz federal abriu caminho para o desmantelamento da USAID pelo governo Trump, após se recusar a estender uma liminar que impedia o plano do governo de remover quase todos os funcionários da USAID de seus cargos nos EUA e em todo o mundo.

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Não há comprovação oficial de que a USAID tenha agido para derrubar o governo de Jair Bolsonaro. As alegações ganharam força após declarações de Mike Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, e comentários de Elon Musk, que acusaram a agência de financiar iniciativas de combate à desinformação para desestabilizar o ex-presidente. Por outro lado, agências de checagem de fatos e relatórios oficiais apontam que os recursos foram aplicados em áreas sociais, como saúde, educação e meio ambiente. [1, 2, 3, 4]

Origem das Alegações
  • Declarações de Mike Benz: O ativista afirmou publicamente que, se a USAID não existisse, Jair Bolsonaro ainda seria o presidente do Brasil. Segundo Benz, a agência financiou ONGs e advogados para pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a restringir publicações de redes sociais ligadas ao movimento bolsonarista sob o pretexto de combater a desinformação. [1, 2, 3]
  • Apoio de Elon Musk: Musk utilizou suas redes sociais para sugerir que o aparato estatal norte-americano ("deep state") atuou contra Bolsonaro nas eleições de 2022, alinhando-se à narrativa de parlamentares da oposição brasileira. [1]
  • Reação no Congresso Nacional: Diante das acusações, deputados e senadores da oposição ao governo atual iniciaram movimentos para coletar assinaturas e propor uma CPI ou CPMI com o objetivo de investigar a destinação e o impacto político desses fundos estrangeiros no Brasil. [1, 2]
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  • Ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, Mike Benz reafirma, em audiência pública, denúncias de que o governo norte-americano interferiu no processo eleitoral brasileiro.

    Alan Santos

    Mike Benz reitera denúncia de interferência dos EUA nas eleições do Brasil

    Mike Benz

    Brasília – O ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, Mike Benz, reiterou denúncia de interferência do governo norte-americano nas eleições do Brasil de 2022. Nesta quarta-feira, 6, em depoimento à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), Benz expôs uma série de documentos, inclusive com valores pagos em dólares para uma rede que envolveu 11 agências governamentais.

    De acordo com ele, esta rede tinha como principais atores a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), a Agência Central de Inteligência (CIA), o Pentágono, sede do Departamento de Defesa, e a Casa Branca. “Não há dúvidas de que esse aparato inclinou a balança para um dos lados”, afirmou.

    Mike Benz explicou, ainda, que esta rede abastecia Organizações Não Governamentais (ONGs) e agências de checagem com milhões de dólares para “instrumentalizá-las no controle da informação”. Segundo ele, “durante o governo Bolsonaro, o governo dos EUA despejaram mais de US$ 90 milhões nas operações da USAID e seus parceiros no Brasil”.

    Um dos parceiros da USAID nesta operação foi o Atlantic Council que teve como dirigentes sete ex-diretores da CIA. O Wilson Center é outro ator que deu treinamento para entidades brasileiras sobre censura, com o pretexto de combate à desinformação. “O objetivo era fortalecer a oposição e censurar os conservadores, principalmente nas redes sociais”, assegurou.

    Na avaliação de Marcel van Hattem (NOVO/RS), “toda a narrativa de golpe já estava prevista antes da eleição”. Para Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP) “ficou claro que houve um conluio dos democratas com a esquerda brasileira e as agências de checagem, que interferiram no fluxo de informações. É extremamente grave tudo isso”, pontuou.

    Filipe Barros (PL/PR), presidente da CREDN, explicou que, “ainda em agosto, votaremos o Projeto de Lei que proíbe dinheiro estrangeiro em ONGs brasileiras. Além disso, vamos trabalhar por uma CPMI para investigar o dinheiro da USAID no Brasil e estudar, também, a possível cassação do registro do Partido dos Trabalhadores, pois a Lei Eleitoral não permite que partidos políticos recebam direta ou indiretamente recursos do exterior”.

Artigo, Felipe Vieira - Paulo Rabello de Castro vê risco crescente para a economia brasileira

Felipe Vieira é jornalista e principal âncora da BandNews. Ele é gaúcho e edita newsleter diária.

Este material é da newsleter do jornalista.

A RC Consultores, empresa comandada pelo economista e ex-presidente do IBGE e do BNDES Paulo Rabello de Castro, divulgou nesta segunda-feira (15) uma análise contundente sobre o cenário econômico brasileiro. Com o título "O Abismo Está Mais Perto", o relatório avalia que as expectativas para inflação, juros e crescimento vêm se deteriorando rapidamente, aumentando os riscos para a economia nos próximos anos.


A divulgação do mais recente Boletim Focus do Banco Central provocou o alerta da consultoria sobre os rumos da economia brasileira. Em análise distribuída ao mercado, a RC Consultores afirma que o cenário econômico apresenta sinais de deterioração acelerada e defende que o espaço para uma redução consistente dos juros está se tornando cada vez mais limitado.


No relatório, os economistas destacam a sequência de revisões para cima das projeções de inflação e o impacto desse movimento sobre as expectativas de mercado. Segundo a avaliação, a inflação projetada para o fim de 2026 alcançou 5,35%, avanço significativo em relação aos 3,87% estimados em fevereiro deste ano.


De acordo com a consultoria, a mudança ocorreu em um período relativamente curto. Em apenas quatro meses, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou quase um ponto e meio percentual, refletindo uma percepção crescente de dificuldade para o controle da inflação.


A análise aponta que o efeito dessa deterioração também aparece nas projeções para a taxa básica de juros. Em março, o mercado trabalhava com a expectativa de que a Selic encerraria 2026 em torno de 12% ao ano. Agora, segundo o levantamento citado pela RC Consultores, a previsão já se aproxima de 14%.


Outro ponto destacado é o comportamento dos juros reais, considerados um dos mais elevados do mundo. Segundo o relatório, o juro real implícito para 2026 ultrapassa 8,6% ao ano, patamar que, na avaliação da consultoria, dificulta investimentos de longo prazo, reduz a expansão do crédito e aumenta os custos para empresas e famílias.


Embora as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) tenham apresentado leve melhora, com expectativa próxima de 2% para 2026, a RC Consultores considera que esse desempenho é sustentado principalmente pela expansão dos gastos públicos. Na avaliação da empresa, esse impulso pode não ser suficiente para garantir crescimento sustentável nos anos seguintes.


A preocupação maior está concentrada em 2027. O relatório observa que as projeções já apontam desaceleração da atividade econômica, com crescimento estimado em torno de 1,66%, cenário que refletiria os efeitos prolongados de juros elevados e de um ambiente econômico menos favorável para investimentos privados.


Os economistas da consultoria atribuem parte desse quadro à política fiscal do governo federal. Segundo a análise, o aumento das despesas públicas teria contribuído para elevar a percepção de risco dos investidores, pressionando as expectativas de inflação e reduzindo a eficácia da política monetária conduzida pelo Banco Central.


O documento conclui defendendo uma mudança de rumo na condução econômica do país. Para a RC Consultores, sem medidas capazes de recuperar a confiança fiscal e reduzir as incertezas sobre as contas públicas, o Brasil poderá enfrentar um período mais prolongado de crescimento baixo, juros elevados e inflação resistente.


A avaliação da consultoria reforça um debate que vem ganhando espaço entre economistas, investidores e agentes do mercado financeiro: o desafio de equilibrar crescimento econômico, controle da inflação e sustentabilidade das contas públicas em um cenário marcado por incertezas internas e externas.


Jornalista Felipe Vieira

Artigo, Charlene de Ávila e Néri Perin -O PL 5.122/2023 e a Crise do Endividamento Rural: Alívio Necessário ou Solução Temporária?

Por muitos anos, a narrativa predominante no crédito rural brasileiro sustentou que a inadimplência do produtor era consequência de falhas individuais de gestão, planejamento inadequado ou excesso de endividamento. Entretanto, o aumento das recuperações judiciais rurais, das renegociações de crédito e a própria tramitação do PL 5.122/2023 revelam uma realidade distinta: o Brasil enfrenta uma crise sistêmica de endividamento rural.


O texto final do Projeto de Lei 5.122/2023, que criou um programa de renegociação de dívidas rurais, incluiu algumas mudanças solicitadas pelo sistema financeiro e pelo governo, por meio de emendas elaboradas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin). Mesmo assim, o Ministério da Fazenda estima impacto para o Tesouro Nacional de R$ 140 bilhões ao longo de dez anos.


A aprovação do projeto pelo Senado Federal, ao prever uma linha especial de refinanciamento de dívidas rurais com juros subsidiados e prazos estendidos, representa o reconhecimento institucional de que milhares de agricultores e pecuaristas foram atingidos por circunstâncias extraordinárias que escapam ao seu controle.


A questão central não é apenas saber se o refinanciamento é justo ou necessário, mas compreender por que o setor chegou a essa situação.


A crise atual resulta da combinação de diversos fatores acumulados ao longo dos últimos anos. Eventos climáticos extremos, como secas, geadas e enchentes, comprometeram sucessivas safras em diversas regiões do país.


Ao mesmo tempo, houve forte aumento dos custos de produção, especialmente de fertilizantes, defensivos, combustíveis e máquinas, aliado à volatilidade dos preços das commodities agrícolas, à elevação das taxas de juros e à insuficiência do seguro rural.


Em muitos casos, a capacidade de pagamento do produtor foi comprometida não por erro de gestão, mas por circunstâncias externas e extraordinárias.


A agricultura possui uma característica econômica singular: os custos são assumidos antes da colheita, enquanto a receita depende de fatores futuros e incertos. O financiamento é contratado previamente, mas o retorno econômico depende das condições climáticas, da produtividade obtida e dos preços praticados no mercado.


Quando uma quebra de safra ocorre, a dívida permanece integralmente exigível, ainda que a produção tenha sido drasticamente reduzida. O sistema de crédito rural frequentemente opera como se o risco climático fosse uma exceção, quando, na realidade, ele constitui um dos elementos centrais da atividade agrícola.


Além disso, o produtor rural enfrenta uma relação econômica particularmente desfavorável. Compra seus insumos em mercados altamente concentrados, pagando preços elevados, mas vende sua produção em mercados globais sobre os quais não possui qualquer influência. Os preços agrícolas são determinados por fatores internacionais, como oferta e demanda mundial, câmbio, conflitos geopolíticos e políticas comerciais de grandes economias.


Assim, mesmo diante de uma boa produtividade, a queda dos preços das commodities pode comprometer completamente a rentabilidade da atividade.


Um dos aspectos mais relevantes do PL 5.122/2023 é que o refinanciamento não será automático para todos os produtores endividados. O acesso ao programa dependerá do preenchimento de requisitos específicos, especialmente da comprovação de perdas produtivas relevantes decorrentes de eventos climáticos ou circunstâncias extraordinárias ocorridas entre 2020 e 2025, além do enquadramento do município nos critérios definidos pela legislação.


É justamente nesse ponto que surge um dos principais debates jurídicos do projeto.

Por um lado, o Estado reconhece a existência de uma crise rural ampla e generalizada. Por outro, exige que cada produtor demonstre individualmente os prejuízos sofridos para ter acesso aos benefícios da política pública. Essa tensão entre reconhecimento coletivo da crise e comprovação individual do dano talvez seja a principal fragilidade jurídica e política do texto aprovado.


Forma-se, assim, um paradoxo evidente: o mesmo Poder Público que admite a excepcionalidade da situação transfere ao agricultor o ônus de comprovar que foi atingido por ela.


Na prática, cria-se uma segunda penalidade ao agricultor: primeiro ele suporta os efeitos da crise; depois, precisa provar que foi vítima dela. O resultado é a burocratização de uma política que nasceu para enfrentar uma emergência setorial, transformando um problema reconhecidamente sistêmico em uma sucessão de disputas individuais.


A discussão torna-se ainda mais relevante quando comparada às experiências internacionais. Nos países com agricultura altamente desenvolvida, a gestão dos riscos não recai exclusivamente sobre o produtor. Sistemas robustos de seguro agrícola, programas de estabilização de renda e instrumentos permanentes de mitigação de riscos reduzem a vulnerabilidade econômica do setor.


No Brasil, apesar dos avanços observados nos últimos anos, o seguro rural ainda é insuficiente para atender à demanda existente. Muitos produtores não conseguem contratar cobertura adequada e, quando conseguem, frequentemente recebem indenizações incapazes de recompor integralmente os prejuízos sofridos.


Na prática, a quebra de safra acaba se convertendo em endividamento. O risco climático, que deveria ser compartilhado por instrumentos de proteção econômica, permanece concentrado quase exclusivamente sobre o agricultor.


Sob a perspectiva jurídica, o PL 5.122/2023 não promove perdão de dívidas. O produtor continuará responsável pelos compromissos assumidos. O projeto apenas reconhece que determinadas obrigações se tornaram economicamente inexequíveis diante das circunstâncias enfrentadas por parcela significativa do setor.


O refinanciamento busca restabelecer a capacidade de pagamento sem inviabilizar a continuidade da atividade produtiva. Em termos práticos, procura transformar uma dívida impossível de ser quitada em uma obrigação potencialmente administrável.


Em última análise, o debate não deveria se concentrar apenas no impacto fiscal de R$ 140 bilhões projetado para a renegociação das dívidas rurais, mas no fracasso de um modelo que insiste em tratar as consequências em vez de enfrentar as causas dos problemas.


O produtor rural brasileiro encontra-se preso em uma engrenagem na qual assume os riscos da produção, suporta os efeitos das adversidades climáticas, das oscilações de mercado e do aumento dos custos, mas não dispõe de uma rede de proteção compatível com a importância estratégica da atividade que exerce.


O paradoxo é evidente: reduzem-se os investimentos em instrumentos preventivos, como o seguro rural, enquanto se ampliam os gastos com programas emergenciais de renegociação.


O custo hoje apontado pelo governo não é apenas o custo das dívidas rurais; é o custo acumulado de anos de insuficiência na gestão pública do risco agrícola.


Se o Brasil pretende consolidar-se como potência agroalimentar, precisará abandonar a lógica da reação permanente e construir uma política agrícola baseada na prevenção, na previsibilidade e na segurança econômica do produtor.


Do contrário, continuará transformando crises anunciadas em passivos cada vez maiores, transferindo para toda a sociedade o preço da ausência de planejamento estatal.



Charlene de Ávila


Advogada. Mestre em Direito Empresarial. Consultora Jurídica em propriedade intelectual na agricultura do Escritório Néri Perin Advogados Associados. Atua na análise jurídica das relações entre patentes de invenção, proteção de cultivares, biotecnologia agrícola e direitos dos agricultores, com especial atenção aos impactos institucionais, legais e econômicos do sistema de propriedade intelectual no agronegócio.



Néri Perin


Advogado agrarista, especialista em Direito Tributário e em Direito Processual Civil pela UFP. Diretor Administrativo do Escritório Néri Perin Advogados Associados.

Artigo, Eugênio Esber, Zero Hora - Eduardo Bolsonaro, o Pix e a notícia que não parou em pé

Eugênio Esber é jornalista, escreve em Zero Hora e na Revista Oeste.

A cobertura sobre o Zelle expôs como manchetes alarmistas podem sobreviver mesmo quando a entrevista desmente a tese

Na semana passada, as redes digitais foram tomadas pela notícia de que Eduardo Bolsonaro propunha a substituição do Pix por um sistema de pagamentos chamado Zelle, que opera nos Estados Unidos. A rajada de alertas nos telefones celulares conduzia a textos publicados por diferentes veículos - de jornais, como Correio Braziliense e O Globo (edição digital), a portais de informação como Metrópoles, Infomoney e Exame, os dois últimos especializados em assuntos de economia e finanças. Logo, um vídeo publicado por Eduardo Bolsonaro condenava o que chamou de "patifaria" da imprensa a partir de notícia falsa de O Globo replicada por outros veículos.

De imediato, eu já havia notado, na cobertura, o tom alarmista típico de conteúdos que se tornam ou pretendem se tornar virais na internet. E em um ou outro texto que acessei era patente que os elementos trazidos não sustentavam, objetivamente, a carga de assertividade propagada nos títulos e chamadas que, por natureza, buscam fisgar a atenção do público. Mas diante do termo "patifaria" decidi ver, por mim mesmo, quem falava a verdade. Em favor de Eduardo, um dos perseguidos pelo regime STF-PT, e hoje exilado nos EUA, contava o fato de que, em seu vídeo, ele desafiara a imprensa a publicar a íntegra do vídeo da entrevista que concedera à TMC News.

Em meu artigo na revista Oeste, relato, palavra por palavra, a pergunta que o apresentador do "TMC 360" fez ("O Pix está ameaçado?") e a resposta de Eduardo, que durou dois minutos. E, sim, o membro do clã Bolsonaro mais próximo de Donald Trump tem todas as razões para reclamar da cobertura dada às suas declarações. Ele não "propôs", "defendeu" ou "sugeriu" a "troca" ou "substituição" do Pix pelo Zelle, nem deu margem para esta conclusão. Sua citação ao Zelle, até então desconhecido para muitos, ilustra o que verdadeiramente está em questão. Os EUA não são contra um método de pagamento instantâneo como o Pix, até porque também têm o seu. O que o Escritório de Comércio dos EUA critica em seu relatório é o fato de o Banco Central ser, ao mesmo tempo, operador e regulador do sistema de pagamento instantâneo brasileiro, o que tornaria o Pix um "campeão nacional" privilegiado perante concorrência.

Eduardo disse esperar dos jornais e portais envolvidos na celeuma uma retratação. Que não veio - com a honrosa exceção do Poder360, que no dia 4 de junho publicou uma "Correção". Outros veículos modificaram suas notas sem admitir o erro. O Globo, nem isso: manteve a afirmação de que Eduardo havia sugerido a substituição do Pix pelo Zelle. Tampouco as agências de checagem se moveram para apontar o caráter enganoso das manchetes construídas sobre a entrevista do dia 3 de junho.

O jornalismo profissional e seu discurso de virtuosismo saem amesquinhados deste episódio.


Análise, Amir Segal - Rendição total

CLIQUE AQUI para sager quem é Amir Segal.

Este artigo foi replicado na manhã de hoje pela principal publicação do Likud Brasil. Os materiais de hoje demonstram a enorme conttariedade de Israel em relação aos termos do acordo em curso entre EUA Irã. O governo de Israel considesra-se traído, protesta publicamente e Trump reage com críticas desaforadas.

O acordo com o Irã está avançando rapidamente para ser assinado, deixando o futuro político de Netanyahu sem fôlego pelo caminho.


15 de junho de 2026


É segunda-feira, 15 de junho, e depois que Donald Trump declarou o acordo finalizado ontem à noite, lembrei-me de uma frase de Henry Kissinger:


“Pode ser perigoso ser inimigo dos Estados Unidos, mas ser amigo dos Estados Unidos é fatal.”


Os detalhes ainda precisam ser confirmados, mas é assim que o acordo parece neste momento.


Ele começa com um cessar-fogo imediato em várias frentes — incluindo o Líbano — e com a suspensão do bloqueio naval americano aos portos iranianos em troca da “abertura” do Estreito de Ormuz pelo Irã. O Irã está exigindo um pagamento inicial de 12 bilhões de dólares antes da abertura do estreito e, julgando pela ansiedade de Trump em fechar o acordo, dificilmente terá seu pedido negado.


Entretanto, permanece uma ambiguidade significativa em relação ao estreito. Enquanto Trump afirma que a abertura será “livre de pedágios”, autoridades iranianas já indicaram anteriormente que ainda poderão impor taxas ou manter controle regulatório sobre a passagem — assegurando, na prática, um dos principais objetivos de guerra do Irã, com a concordância americana conferindo legitimidade a isso.


O acordo também estipula que, dentro de 60 dias após sua assinatura prevista para 19 de junho, em Genebra, os dois países iniciarão novas negociações sobre o fim de todas as sanções americanas, a questão nuclear e a reconstrução econômica do Irã.


A estrutura do acordo parece divergir significativamente das posições anteriores dos Estados Unidos.


Trump, que antes insistia na destruição de todas as instalações nucleares iranianas e em enriquecimento zero de urânio, disse ao New York Times que o Irã agora poderá enriquecer urânio em baixo nível. Isso significa que o “enriquecimento zero” nem sequer chegará à mesa de negociações.


Por sua vez, a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, descreveu o acordo como uma “pausa tática na guerra, e não uma solução definitiva”, alertando que “muitas outras concessões serão necessárias” para qualquer acordo futuro e que, devido à experiência iraniana com a “má-fé americana”, um acordo definitivo é improvável.


Teerã também está cedendo muito pouco em outras áreas. Diante da exigência americana de uma proibição de enriquecimento por 20 anos, o Irã propõe apenas uma pausa de cinco anos. Além disso, está tentando desbloquear parte de seus ativos congelados já durante a implementação do memorando de entendimento, reduzindo a capacidade de pressão americana e obtendo alívio econômico antes mesmo das negociações nucleares principais.


Trump declarou que, caso essas negociações fracassem, os Estados Unidos voltarão à guerra — uma ameaça que merece ser levada tão a sério quanto todas as outras vezes que ele fez declarações semelhantes nos últimos 68 dias.


Resumindo:


O Irã recebe:


* fim do bloqueio aos seus portos;

* alívio de sanções;

* reconhecimento de fato de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz.


Em troca, compromete-se a:


* respeitar o cessar-fogo original;

* restaurar a liberdade de navegação;

* interromper atos aleatórios de violência.


Nas negociações nucleares futuras, o Irã não será obrigado a encerrar completamente seu programa nuclear; apenas reduzir o enriquecimento, e apenas por um período entre cinco e, no máximo, vinte anos.


A posição americana em uma palavra: rendição.



Isso deixa Benjamin “Vitória Total” Netanyahu numa posição desconfortável.


Por necessidade e ambição, ele atrelou seu destino político ao de Trump. Agora, com Trump dirigindo em alta velocidade em direção ao precipício, Netanyahu precisa descobrir como se desvincular antes que ambos caiam juntos.


Essa situação representa uma mudança radical em relação a poucas semanas atrás.


Na época, acreditava-se que Trump seria um fator decisivo para as perspectivas eleitorais de Netanyahu. Falava-se até em conceder a Trump o Prêmio Israel, em uma visita pré-eleitoral ao país e em uma volta triunfal celebrando vitórias em Gaza e contra o Irã, coroada por um forte apoio público ao primeiro-ministro.


Hoje, esse cenário parece improvável.


Trump ainda promete ser um fator decisivo, mas não da maneira que Netanyahu esperava.


Há também a questão do possível perdão judicial e do apoio político que Trump ofereceu a Netanyahu. O impacto total disso ainda não está claro, mas certamente influenciará os cálculos do presidente Isaac Herzog.


Netanyahu enfrenta agora o maior desafio de seus 30 anos lidando com presidentes americanos.


Ele não pode repetir a estratégia de 2015, quando discursou no Congresso americano para tentar sabotar o acordo nuclear de Obama.


Em parte porque Trump provavelmente seria muito mais vingativo do que Obama. Mas também porque este é um Congresso republicano, e os republicanos de hoje não costumam desafiar seu líder.


Mesmo se não fosse um Congresso republicano, Hakeem Jeffries não está prestes a repetir o convite feito por John Boehner naquela época.


Dado o atual sentimento do Partido Democrata em relação a Netanyahu, talvez eles preferissem convidar Mojtaba Khamenei.


Com Obama, Clinton ou Biden, Netanyahu sempre podia recorrer ao Capitólio quando a Casa Branca esfriava suas relações com Israel.


Agora ele está preso no Salão Oval com “o melhor amigo de Israel”.



O verdadeiro problema de Netanyahu não é um mau acordo com o Irã, mas o fogo contínuo vindo do Líbano.


Como um importante ministro do gabinete disse ao autor:


“O Irã é problema de Trump, e ele tem o direito de negociar com eles. Mas o Líbano é nosso.”


Na manhã de ontem, o Hezbollah violou descaradamente o cessar-fogo da semana passada ao disparar contra o norte de Israel. Israel respondeu atacando um quartel-general do grupo em Dahieh.


Isso teria provocado mais uma reação irritada de Trump contra Netanyahu, pela segunda semana consecutiva.


Mas focar na reação ignora a motivação.


Segundo o autor, existem apenas duas possibilidades:


1. O Hezbollah decidiu agir contra os interesses do próprio Irã e sabotar o acordo — algo considerado improvável.

2. O Irã está tentando forçar Israel a atacar Dahieh.


Se Israel não responde, cria-se uma nova realidade em que o Hezbollah pode atacar sem consequências.


Se responde, Trump se volta contra Israel.


Exatamente o que aconteceu.


Na visão do autor, trata-se de uma tentativa iraniana — com apoio americano — de restabelecer as condições de segurança existentes antes de 7 de outubro.


Ainda não está claro o que exatamente o acordo exige em relação ao Líbano.


Pode ser apenas um cessar-fogo simples, sujeito a constantes violações.


Ou pode significar uma retirada completa das forças israelenses do território libanês.


Israel já deixou clara sua posição sobre essa possibilidade.


O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou:


“As Forças de Defesa de Israel permanecerão nas zonas de segurança do Líbano, Síria e Gaza sem limite de tempo.”



Se este for realmente o momento decisivo, o autor afirma que existe apenas uma resposta correta para Netanyahu:


enfrentar Trump.


Como disse o ministro citado:


“Esta é a nossa guerra. Ela nos foi imposta. Não podemos aceitar a equação iraniana.”


Mesmo que isso provoque um confronto direto com o presidente dos Estados Unidos.


Israel não pode permitir que sua política de segurança seja determinada a partir de Washington.


E, segundo o autor:


“O primeiro-ministro que permitir isso não permanecerá primeiro-ministro por muito tempo.”



A oposição, naturalmente, não está disposta a conceder a Netanyahu essa reinvenção política.


Yair Lapid chamou o acordo de “fracasso total”.


Yair Golan afirmou que Netanyahu “mentiu” e produziu “um dos mais graves fracassos estratégicos da história de Israel”.


O autor, porém, desafia a oposição:


Qual teria sido o dia exato em que eles tomariam uma decisão diferente?


Teriam deixado de lançar a operação contra o Irã quando ele estava a poucas semanas de obter uma bomba?


Ou teriam recusado a ajuda do exército mais poderoso do mundo quando Trump a ofereceu?


Segundo o autor, o desapontamento atual vem da crença de que desta vez a história terminaria definitivamente.


E essa expectativa foi alimentada pela promessa de Netanyahu de uma “vitória total”.


Mas, olhando para os resultados concretos:


* Militarmente, Israel está mais forte do que há um ano.

* Estrategicamente, sua situação ficou mais complexa.


As duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo.


E, segundo o autor, a crítica populista da oposição ignora esse fato.



Por fim, ele reconhece que comentários políticos hoje têm prazo de validade curto.


Amanhã o acordo pode desmoronar e os ataques podem recomeçar.


Mas, se isso não acontecer, Israel e Netanyahu — os amigos mais próximos dos Estados Unidos — estarão enfrentando um desafio potencialmente fatal.

Cazé TV

 Casemiro Miguel, dono da Cazé TV expliocou como foi a prisão do humorista do grupo.

O influenciador e humorista Diogo Defante foi detido por policiais nos Estados Unidos após uma abordagem durante a cobertura da Copa do Mundo. Segundo informações divulgadas até o momento, Defante teria feito uma brincadeira com agentes de segurança e acabou sendo levado 

CLIQUE AQUI para ler no original.

A  CazéTV bateu  o recorde de live com maior número de acessos simultâneos do YouTube. O jogo do Brasil registrou pico de 12,3 milhões de espectadores no 2º tempo, quando o time já empatava em 1 a 1 com a equipe marroquina.

A CazéTV é um dos maiores canais digitais de esportes do mundo, comandado pelo influenciador Casimiro Miguel em parceria com a agência LiveMode. Nas Copas do Mundo, o canal transmite 100% dos jogos (incluindo todas as partidas da seleção brasileira), com uma linguagem jovem, interativa e totalmente gratuita., além de estar disponível em plataformas de streaming e operadoras (como Prime Video, Disney+, Samsung TV Plus e SKY+).

Para entender o fenômeno de como a CazéTV se tornou uma potência bilionária nas transmissões esportivas e mudou o mercado dominado por emissoras tradicionais como a Globo e SBT:

Presa ex-secretária de Canoas

 A ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, foi presa pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul sob acusações de maus-tratos, estelionato, associação criminosa e quebra de sigilo funcional. Além dela, duas médicas veterinárias também foram detidas. O esquema envolvia a realização de eutanásias em massa sem critérios técnicos para reduzir custos operacionais, enquanto se mantinham campanhas de arrecadação financeira na internet, levantando suspeitas de desvio de doações.Investigação e PrisãoA ex-secretária é o principal alvo da Operação Carrasco, deflagrada inicialmente em setembro e cuja nova fase resultou na prisão no dia 15 de junho, em Porto Alegre. As investigações apontam que ela pedia recursos em campanhas nas redes sociais, utilizando imagens de animais doentes para angariar fundos, enquanto, nos bastidores, pedia aos veterinários que os sacrificassem sem comprovação adequada de diagnóstico. A polícia também identificou o envolvimento de uma policial civil que vazava informações sigilosas para o grupo.Versão da InvestigadaPaula Lopes e sua defesa negam as acusações de irregularidades. Segundo a ex-secretária, o objetivo de sua atuação sempre foi a defesa da causa animal e que a situação seria resultado de perseguição política. Em declarações recentes após ser detida, ela afirmou que laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) comprovariam que as eutanásias realizadas foram justificadas.Para mais informações sobre como a polícia apura denúncias de estelionato e maus-tratos envolvendo abrigos e os riscos de golpes em campanhas de arrecadação na internet:

Artigo, Dagoberto Lima Godoy - O Leviatã ameaça a inteligência artificial

O Brasil parece disposto a regular a inteligência artificial antes mesmo de compreender bem do que se trata. Em nome da proteção de direitos, da segurança e da transparência, uma nova camada de controle sobre o ambiente digital avança no Congresso e no Executivo. A intenção declarada é nobre, como quase sempre é. Mas a história ensina que o poder raramente se expande confessando seus verdadeiros apetites. O Leviatã moderno não se apresenta como tirano, mas como tutor.

A inteligência artificial é a inovação mais decisiva de nosso tempo — talvez de todos os tempos. Ela afetará a produtividade, a ciência, a indústria, a educação, a saúde, a defesa, a administração pública e será decisiva para a competitividade internacional. O país que souber usá-la ganhará velocidade; o que a constranger — por medo, burocracia ou suspeita — ficará para trás.

É claro que há riscos: fraude, manipulação, violação de intimidade, discriminação, abuso de dados e vigilância indevida. Mas a resposta não pode ser transformar a inovação em território vigiado, submetido a conceitos vagos como “alto risco”, “impacto sistêmico”, “uso responsável” ou “falha sistêmica”, entregues à interpretação de burocracias reguladoras.

A norma vaga é o instrumento preferido do Estado sedento de poder. Ela não proíbe claramente; intimida. Não censura diretamente; induz à autocensura. Não impede a inovação por decreto; torna-a cara, arriscada e juridicamente insegura.

O resultado é previsível. Plataformas e empresas passam a remover conteúdos, bloquear experiências e evitar riscos antes mesmo de qualquer ordem estatal. Ao mesmo tempo, os grandes grupos saem fortalecidos, pois têm departamentos jurídicos, equipes de compliance e acesso permanente ao Estado. Já startups, pesquisadores, pequenas empresas e empreendedores locais são empurrados para fora do jogo.

Assim, uma regulação apresentada como defesa da sociedade pode acabar concentrando mercado, sufocando a inovação nacional e aumentando a dependência de plataformas estrangeiras. O Estado diz proteger o cidadão, mas termina protegendo os gigantes e constrangendo os pequenos.

Não se trata de defender uma terra sem leis. O Brasil já as tem até em excesso, embora muitas vezes desconsideradas até por quem existe para por elas zelar. O que se contesta é a criação sucessiva de novas estruturas administrativas, com sanções, relatórios, deveres genéricos e crescente margem de intervenção política.

A inteligência artificial precisa de responsabilidade, mas precisa, sobretudo, de liberdade. Sem liberdade, não há ciência viva, mercado dinâmico nem criatividade transformadora. O perigo não está apenas nos abusos da IA, mas na tentação de usar esses abusos como pretexto para domesticar a inteligência humana.


Artigo, Fernando Schüler, Estadão - Desculpa, mas hoje é preciso falar sobre Henry Borel

Há poucas coisas mais desprezíveis do que usar retórica ideológica para justificar a maldade e o crime.

 O que me fica na cabeça é a imagem daquele quarto. Este tipo monstruoso chamado Jairinho levando um guri alegre, de 4 anos, com a vida pela frente, lá para dentro, trancando a porta, ligando a TV em volume alto para ninguém escutar e enchendo de pancadas. Depois o guri saindo, mancando, o olhar apavorado, o choro contido, indo pro colo da empregada, a Thayná.

No dia fatal, foram vinte e tantas pancadas. Na cara, na cabeça, no nariz, na barriguinha, hemorragia interna, edema cerebral. Peço desculpas por escrever estas coisas, em uma coluna onde geralmente trato do Brasil. Mas hoje não dá. Preciso falar sobre o menino Henry.

A verdade é que não me conformo. Tenho um filho pequeno, imagino a dor do pai do Henry, nestes anos todos, e acho que ninguém deveria ficar indiferente, diante disso. Não me conformo com uma pena de apenas 40 anos para este assassino monstruoso. Uma pena que vai se transformar em muito menos, pelas progressões e pela brandura de nossa legislação. E de jeito nenhum me conformo com o "perdão judicial" para a mãe do Henry, Monique.

Ela inequivocamente sabia de tudo. Sabia das agressões, viu os hematomas no filho e mantinha aquele sujeito dentro do apartamento. A Thayná avisou, mandou mensagem, mandou vídeo com o guri violentado. E ela estava lá, dentro daquele apartamento, quando o espancamento final aconteceu, e era de fato a única pessoa que podia salvar o Henry.

Ao invés disso, não fez nada. E diante do menino morto mandou a empregada ficar quieta para não incriminar o casal. É simplesmente um sintoma da nossa completa perda de valores sugerir que a culpa atribuída a Monique seja algum tipo de "discriminação de gênero".

Há poucas coisas mais desprezíveis do que usar retórica ideológica para justificar a maldade e o crime. Monique era a mãe. Não se trata de ser perfeita, mas de fazer o mínimo. Ela tinha a guarda do filho, era responsável por ele. E sabia o que estava acontecendo.

Vamos inverter o problema. Imagine que você é pai, tem uma filha adolescente e sabe que ela está sendo estuprada e agredida por um brutamontes. Ato seguinte traz o sujeito para dentro do seu apartamento, impunemente. Está tudo bem? Não acho. Não acho aceitável isso. Deixar isto dessa maneira é simplesmente um convite a mais violência, no Brasil, algo que não deveríamos permitir.

O caso do menino Henry está longe de ser um caso isolado. O Disque 100, nosso canal de denúncias, só em 2024 registrou 289 mil denúncias sobre violações contra crianças e adolescentes. 33 registros por hora, Brasil afora. Violência, maus-tratos, abandono, agressão sexual.

No caso de crianças de 0 a 6 anos, perto de 80% dos casos acontece dentro de casa. As mães são as mais identificadas como agressoras. Depois os pais, e ainda depois padrastos, madrastas e outros parentes. Há uma barbárie silenciosa espalhada pelo País. Por alguma razão, falamos pouco sobre isso. E a não-sentença dada a Monique diz algo bastante sombrio sobre tudo isso.

A melhor homenagem que podemos fazer ao Henry é sermos pessoas melhores. Melhores pais e melhores mães. Melhores padrastos e madrastas. Melhores avós e o que mais pudermos ser. Podemos prestar atenção, falar sobre este assunto e ajudar organizações que protegem crianças. E ainda agora podemos exigir que um crime bárbaro como este não seja perdoado ao sabor de alguma retórica.

A ideologia é um tipo perverso de indiferença. O ato soberbo de quem no fundo não se importa que o menino Henry não terá uma vida para viver. Que morreu aterrorizado, em um apartamento com a mãe e o padrasto, espancado, fruto da displicência criminosa de quem deveria ter cuidado para que ele pudesse viver, e não morrer daquela maneira.


Artigo, Daiana Schaid, Zero Hora - Câncer de pâncreas: a nova droga e um aplauso de pé

Este artigo é do jornal Zero Hora. Leitura só para assinantes. O editor é assinante. 

Dada a importância do tema, o editor publica o texto também neste blog.

 Levo aos meus pacientes a certeza de que o "incurável" de ontem pode ser o "tratável" de amanhã

Por Daiana Scheid, médica oncologista da Santa Casa de Porto Alegre


Há décadas a oncologia persegue um inimigo que parecia invencível. Na tarde de 31 de maio, sentada na plenária do congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), em Chicago, vi esse muro começar a ruir e confesso que me emocionei até as lágrimas.



O anúncio veio do estudo de fase 3 RASolute 302, e a sala, com milhares de oncologistas, levantou-se em aplauso. O motivo: pela primeira vez, um medicamento praticamente dobrou a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas metastático já tratados, de cerca de 6,7 para 13,2 meses, e com menos efeitos colaterais do que a quimioterapia. Para quem, como eu, acompanha diariamente essas famílias na Santa Casa de Porto Alegre, esses meses não são estatística: são aniversários, formaturas, despedidas com dignidade.


Décadas de ciência básica, antes invisíveis ao público, converteram-se em esperança concreta


A droga se chama daraxonrasibe e sua engenhosidade me comove como médica. O câncer de pâncreas é movido, em mais de 90% dos casos, por mutações no gene RAS, considerado "indrogável" por décadas, porque a superfície dessa proteína não oferecia um ponto de encaixe para os remédios. A nova molécula resolve o impasse de modo astuto: o câncer de pâncreas cresce com o auxílio de uma proteína chamada KRAS, que fica permanentemente ligada, enviando sinais para a célula se multiplicar sem parar. O daraxonrasibe age bloqueando essa proteína, como se desligasse o principal "interruptor" que alimenta o crescimento tumoral. E tudo isso em um comprimido tomado em casa.


A importância ultrapassa o pâncreas. A mesma estratégia pode alcançar tumores de pulmão e de intestino também movidos pela RAS, abrindo um capítulo inteiro da medicina de precisão. Décadas de ciência básica, antes invisíveis ao público, converteram-se em esperança concreta.


Voltei de Chicago renovada. Levo aos meus pacientes não uma promessa milagrosa, mas algo mais valioso: a certeza de que a pesquisa avança e de que o "incurável" de ontem pode ser o "tratável" de amanhã.

Dica do editor - Saiba mais sobre a nova droga para combater o câncer de pâncreas

Um dos avanços mais significativos na oncologia recente é a terapia-alvo oral com daraxonrasib. O medicamento, focado em mutações do gene KRAS, dobrou o tempo de sobrevida global de pacientes com câncer de pâncreas metastático avançado e reduziu o risco de morte em 60% em comparação à quimioterapia padrão.O cenário científico e os detalhes da droga incluem:O Mecanismo de Ação: Mais de 90% dos tumores de pâncreas são impulsionados por mutações na via RAS/KRAS. Historicamente considerado "intratável", o daraxonrasib atua como um inibidor que desliga esse "interruptor" molecular, freando a multiplicação descontrolada das células tumorais e permitindo um melhor controle da doença.Resultados Clínicos: Em testes clínicos de fase 3 envolvendo cerca de 500 pacientes, a sobrevida média saltou de 6,7 meses (com quimioterapia) para 13,2 meses (com a nova droga). Além disso, apresentou taxas de respostas expressivas e qualidade de vida superior, com efeitos colaterais muito mais brandos (como erupções cutâneas leves).Avaliação de IA e Pesquisa Médica: A Inteligência Artificial tem sido utilizada por laboratórios e centros de pesquisa (como a rede NIH) para prever sinergias medicamentosas, antecipar perdas antigênicas e desenhar vacinas personalizadas de forma rápida. O uso dessas ferramentas digitais vem acelerando a modelagem e o desenvolvimento de novas combinações de terapias (como o uso conjunto do daraxonrasib com outros inibidores) para contornar resistências e aumentar ainda mais a eficácia do tratamento.A comunidade científica internacional considerou o anúncio um marco histórico. O medicamento já foi submetido a agências reguladoras (como o FDA), mas continua em avaliação rigorosa antes de uma liberação comercial ampla.

Editorial do Estadão - Lula quebra o Brasil para se reeleger

Petista usa truques contábeis para esconder o aumento cavalar de despesas, lembrando as malfadadas pedaladas fiscais de Dilma. Mas a conta da dívida pública explosiva sempre chega

 "Quebrei o Banespa, mas elegi meu sucessor." Essa frase, atribuída ao ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, resume uma forma de usar os instrumentos à disposição do governo não para o bem comum, mas para proveito próprio. É amplamente sabido que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva vem patrocinando uma série de medidas para tentar levantar sua popularidade e ajudar em sua reeleição. Mas ninguém, até o momento, havia tido a paciência de somar todas as "pequenas bondades eleitorais" que, tomadas uma a uma, parecem inofensivas. O economista Marcos Mendes, em relatório da XP Investimentos, fez esse trabalho para o cidadão brasileiro. E o retrato não é nada bonito.

Segundo o economista, somente neste ano foram nada menos do que 33 medidas diferentes, somando a incrível marca de R$ 215 bilhões em aumento de despesas ou redução de receitas. Em comparação, a malfadada PEC 126/2022, a chamada "PEC da gastança", liberou R$ 168 bilhões de gastos no ano seguinte por fora do teto dos gastos, o que já foi um escândalo. Pelo visto, o governo Lula perdeu a pouca vergonha que ainda tinha.

Há uma ficção em curso no Brasil chamada "novo arcabouço fiscal", que substituiu o finado teto de gastos. Segundo essa ficção, o País está com suas contas em ordem porque o novo arcabouço fiscal está sendo obedecido à risca. Pois bem, de acordo com o relatório de Marcos Mendes, somente 4% dos R$ 215 bilhões aprovados afetam os indicadores do arcabouço. Não, caro leitor, o senhor não leu errado: mais de R$ 200 bilhões em despesas extras ou renúncias de arrecadação simplesmente não aparecem nas contas públicas.

Mendes lista três truques usados pelo governo para maquiar as contas. O primeiro são as linhas de crédito subsidiadas, que não impactam a despesa primária e, portanto, não consomem espaço do arcabouço. É o caso, por exemplo, do subsídio para a compra de caminhões. Como esses gastos saem do Orçamento, mas continuam "pertencendo" ao Tesouro (são empréstimos), não são considerados despesas. Na prática, no entanto, esses recursos nunca voltam para o Tesouro, sendo reutilizados para outros "pacotes de bondades". O resultado é o aumento da dívida pública, apesar de não serem uma despesa primária.

O segundo truque é o uso de fundos públicos para financiar programas de incentivo. Esses recursos, que saíram do orçamento no passado, poderiam ser usados para abater a dívida, diz Mendes. E, obviamente, estes gastos não afetam as métricas do arcabouço. Um exemplo escandaloso foi a transferência do "dinheiro público esquecido" pelos correntistas diretamente para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), usado para turbinar o Desenrola. Esses recursos deveriam passar pelo Tesouro, para daí serem encaminhados ao FGO, mas isso afetaria o resultado primário, o que impactaria as medidas do arcabouço fiscal. Nem pensar.

Por fim, o terceiro truque é abrir crédito extraordinário, gasto que fica de fora do arcabouço. As subvenções aos combustíveis, segundo o economista, provavelmente seguirão esse caminho.

Tudo isso parece um déjà vu das pedaladas fiscais do trevoso governo de Dilma Rousseff. Estamos diante dos mesmos truques para gastar mais sem nenhuma transparência. Não se discute a conveniência desses gastos - todos parecem bastante justificados quando analisados um a um, ainda que se possa questionar a incrível coincidência de todos estarem sendo feitos justamente em ano eleitoral. O problema está em escamotear esses gastos da sociedade, fazendo parecer que o arcabouço fiscal continua em pé e saudável. Esses truques servem apenas para cumprir formalmente as regras fiscais, mas não são suficientes para fazer o dinheiro aparecer do nada.

Hoje, sem espaço de manobra, com o Orçamento tomado por decisões populistas do passado e do presente, o governo Lula lança mão dos mesmos expedientes do governo Dilma. O final dessa história já conhecemos. Mas Lula poderá dizer, lembrando Quércia, que quebrou o Brasil, mas reelegeu-se.

 Link deste editorial:

 https://www.estadao.com.br/opiniao/lula-quebra-o-brasil-para-se-reeleger/?srsltid=AfmBOopfambl_Z1bEiHscJs3ykFFPu4QsihlmDDzvhA6R6xb2rEoCdlv


Artigo, Polibio Figueiredo Braga - Marrocos não assustou. O que assustou foi o próprio Brasil.

O autor é jornalista, Porto Alegre.

Empate expõe erros de Ancelotti, atuação decepcionante dos veteranos e a inexplicável ausência de Endrick em um time sem poder de fogo.

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA 2026 deixou um gosto amargo para quem esperava ver o velho Brasil competitivo, agressivo e protagonista. O empate em 1 a 1 contra Marrocos não foi apenas um resultado ruim. Foi uma atuação preocupante, sem personalidade, sem intensidade e, principalmente, sem a mentalidade de uma seleção que entra em campo para conquistar o hexacampeonato.

Os primeiros 20 minutos foram um choque para o torcedor brasileiro. Marrocos dominou completamente o jogo, controlou as ações, pressionou a saída de bola e abriu o placar com naturalidade. Foi um domínio raramente visto contra o Brasil em uma Copa do Mundo. Em determinados momentos, parecia que a seleção africana era a favorita da partida.

O empate brasileiro surgiu em uma jogada individual de Vini Jr., um dos poucos jogadores capazes de desequilibrar. Mas a igualdade no marcador mascarou um problema maior: o Brasil não jogava bem.

No segundo tempo, a partida caiu drasticamente de intensidade. Marrocos sentiu o desgaste físico, enquanto o Brasil parecia satisfeito em administrar o empate. Faltou coragem, faltou ambição e sobrou respeito. Respeitar o adversário é obrigatório. Ter medo dele é inadmissível para uma seleção pentacampeã mundial.

E nesse cenário, o principal responsável pela atuação decepcionante foi Carlo Ancelotti. O treinador escalou mal a equipe, montou um meio-campo lento e previsível e, quando teve a oportunidade de corrigir os erros durante a partida, conseguiu piorar ainda mais o desempenho com substituições questionáveis.

Individualmente, vários jogadores ficaram muito abaixo do esperado. Casemiro demonstrou lentidão, falta de ritmo e dificuldade para acompanhar a velocidade do jogo. Igor Thiago simplesmente não mostrou credenciais para justificar sua convocação. Ibanez teve dificuldades defensivas, Lucas Paquetá pouco produziu e Raphinha foi a síntese da inoperância ofensiva brasileira: inerte, inodoro e insípido durante praticamente toda a partida.

Marrocos não assustou. O que assustou foi o próprio Brasil.

A pergunta que fica é simples: por que Endrick continua fora?

O jovem atacante é, hoje, o jogador brasileiro com maior instinto goleador. Tem velocidade, personalidade, força física e não demonstra medo de grandes desafios. Enquanto a seleção procura desesperadamente alguém que ataque o espaço e finalize com agressividade, seu principal artilheiro potencial permanece no banco.

Também é hora de começar uma renovação mais profunda. Marquinhos, embora tenha uma trajetória respeitável na seleção, talvez já não ofereça a mesma segurança de outros tempos. O Brasil precisa considerar alternativas mais jovens, rápidas e fortes fisicamente. Nomes como Danilo Santos e Ryan mostram que existe uma nova geração pedindo passagem.

A sensação deixada pela estreia é de uma seleção acomodada, excessivamente burocrática e emocionalmente distante da dimensão do torneio que está disputando. Estamos falando de Copa do Mundo, não de amistoso internacional ou jogo de preparação.

Após a partida, Ancelotti afirmou que o time estava nervoso. A explicação soa insuficiente. Cerca de 80% dos jogadores presentes já disputaram a Copa do Catar em 2022. Nervosismo pode explicar alguns erros individuais, mas não justifica falta de intensidade, ausência de imposição física e uma postura excessivamente conservadora diante de um adversário que claramente acreditou mais na vitória.

O Brasil precisa entender rapidamente que Copa do Mundo não perdoa equipes que entram em campo esperando que a camisa resolva os problemas. A história ajuda, mas não ganha partidas. O talento existe, mas precisa ser acompanhado de coragem, organização e espírito competitivo.

A boa notícia é que ainda há tempo para corrigir a rota. A má notícia é que o futebol apresentado contra Marrocos foi digno de alerta máximo. Se o Brasil continuar jogando dessa forma, respeitando demais os adversários e acreditando de menos em si próprio, a caminhada rumo ao sonhado hexacampeonato pode terminar muito antes do que a torcida imagina.

Chegou a hora de colocar coração em campo. Chegou a hora de colocar raça. Chegou a hora de jogar como Brasil.



Dica do editor - Pesquisas revelam que o TDAH não ocorre de modo isolado. Entenda o caso.

Pesquisadores revelam que o TDAH raramente ocorre isoladamente. Estudos genéticos e de neuroimagem recentes descobriram que o transtorno compartilha mecanismos cerebrais e biológicos fundamentais com outras condições de saúde física e mental, o que exige uma mudança para uma visão médica muito mais integrada.As principais conexões e comorbidades do TDAH descobertas pela ciência incluem:Dor Crônica: Uma ampla sobreposição genética foi identificada entre o TDAH e a dor persistente. Pesquisas sugerem que a dor crônica também deve ser considerada uma condição de saúde mental em muitos desses pacientes.Transtornos do Neurodesenvolvimento e Psiquiátricos: O TDAH frequentemente caminha junto com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), depressão, ansiedade e distúrbios de humor.Saúde Sistêmica: Evidências mostram associações diretas com doenças do sistema imune, diabetes tipo 2 e obesidade.Novos Biótipos Cerebrais: Pesquisas com ressonância magnética apontam que o TDAH pode não ser um quadro único, mas sim dividido em três tipos biológicos distintos: desregulação emocional, hiperativo/impulsivo e predominantemente desatento.

Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Queda da Bastilha e a Lei da Dosimetria

Marcus Vinicius Gravina é advogado no RS.

Estamos há um mês do marco inicial da Revolução Francesa. 

Uma antiga prisão/fortaleza foi invadida pelo povo, enfurecido, de Paris. 

Ficou conhecida por “Queda da Bastilha”, desde 14 de julho de 1789.

A Bastilha era o símbolo do absolutismo monárquico, que usava o seu exército para subjugar o povo.

As causas não diferem muito da atual conjuntura política e econômica do Brasil: crise econômica, a fome, e os exorbitantes gastos do Governo Lula, seguidos pelos dos Poderes Legislativo e Judicial. 

A formação do Estado Francês daquela época, composta pelo clero, a nobreza e da burguesia, mais os camponeses e trabalhadores urbanos, chegou até nós.

Pois, o Brasil está dividido em três poderes “desarmônicos”, em que cada um está preocupado em fazer o seu “Pé de Meia”. Está enfermo e com doença crônica.  

O fim do Antigo Regime corrupto francês abriu o horizonte para a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”. 

Relembro este fato histórico para chamar a atenção da violação do Direito do Homem e do Cidadão, em nosso país, que recriou o modelo da Bastilha francesa na “Papuda”, presidio de Brasília. Lá foram encarcerados presos políticos por um regime absolutista, tirânico. 

Houve mortes na queda da Bastilha. A libertação de muitos dos presos de 8 e 9 de janeiro e 2023 - Dia da Perfídia, em frente a quartel do Exército em Brasília, depende de uma publicação da Lei da Dosimetria, promulgada pelo Senado da República. 

A sociedade brasileira sabe quem deveria ocupar a Papuda em lugar dos manifestantes do 8 de janeiro. 

O retardamento da soltura dos presos que se enquadrarem no benefício da Lei da Dosimetria devem ser tratados com impeachment e indenizações.  Os outros devem aguardar a renovação do Congresso Nacional, para obter a verdadeira ANISTIA.   

Caxias do sul, 12.06.2026


Opinião do editor - Saiba como foi a reunião fora da agenda entre Lula e Vorcaro. "Não venda ao BTG", disse Lula para Vorcaro.

O braço investigativo e armado do governo Lula, no caso a Polícia Federal, vaza seletivamente os trechos da delação feita até agora pelo banqueiro Daniel Vorcaro, comprometendo exclusivamente lideranças da Oposição ou líderes políticos que o lulopetismo tenta se vingar, chantagear e submetê-los à sua vontade. Estão nestes casos os senadores Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e, agora, Davi Alcolumbre. Mas não só. Periferiamente são comprometidos peças peças pouco importantes do regime autoritário, mas jamnais gente como o próprio presidente nomeado Lula da Silva, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli ou Gilmar Mendes. Estes surgiram como protagonistas enquanto o inquérito do Banco Master esteve sob o comando do delegado federal ,...., afastado do caso pelo gaoverno Lula.

O caso mais embglemático do comprometimento do governo Lula e diretamente pelo próprio presidente nomeado, foi a reunião fora da agenda que Lula manrteve com o banqueiro Daniel Vorcaro em 4 de dezembro de 2024, no Palácio do Planalto. 

A reunião foi articulada pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que atuava como consultor do Banco Master.

Quem estava presente: 

Além do presidente Lula, de Daniel Vorcaro e de Guido Mantega, também participaram do encontro:Gabriel Galípolo: então indicado à presidência do Banco Central do Brasil;Augusto Lima: CEO do Banco Master;Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola): chefe de gabinete da presidência.

Estavam, presentes, também, os ministros Rui Costa (CasaCivil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

Do que trataram:Situação do Banco Master: 

O banqueiro relatou suposta perseguição do mercado e apresentou dados sobre a relevância e a saúde operacional da instituição.Vorcaro mencionou ao presidente que havia recebido uma oferta do BTG Pactual por um valor simbólico e pediu um conselho, ao que Lula teria o orientado a não vender a instituição. O presidente afirmou que os pleitos do Banco Master eram de caráter técnico e regulatório, e que deveriam ser tratados diretamente com o Banco Central do Brasil, com autonomia e sem interferência política.

Governo Lula, PT, avisa que engatilha MP para melar projeto da securitização da dívida do agro

Na prática, o governo do PT quer editar uma MP para revogar uma Lei, estimulado pelo aviso do ministro Gilmar Mendes de que o STF sepultará o que chama de "pautas bombas" do Congresso. O governo do PT e seus aliados, como Mendes e RBS, mentem, porque os recursos não sairão dos valores es5tabelecidos no chamado arcabouço fiscal, mas de fundos já existentes e supridos, portanto não se t5ata de "bomba fiscal"alguma.

 O governo federal estuda editar uma Medida Provisória (MP) ou vetar parcialmente o PL 5.122/2023, aprovado pelo Senado, que cria um Refis do Agro. A equipe econômica argumenta que o projeto causará um impacto fiscal extremo, estimado entre R$ 140 bilhões e R$ 800 bilhões.

O texto aprovado permite o alongamento das dívidas de produtores com fundos como o do Pré-Sal, fixando limites por produtor e taxas de juros variáveis, inclusive para débitos fora do sistema financeiro tradicional, como Cédulas de Produto Rural (CPRs) e insumos.O Ministério da Fazenda considera o custo impraticável e estuda a edição de uma MP com regras mais restritas. O governo quer focar apenas em operações de crédito rural tradicionais e em produtores com comprovação de perda de safra, excluindo grandes devedores, tradings e revendas de insumos.

O projeto de lei aguarda tramitação na Câmara dos Deputados.

Cardiopatia congênita: 30 mil crianças nascem todos os anos com a doença

90% dos casos podem ser descobertos ainda na gestação ou no início da vida 

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil crianças nascem todos os anos com algum tipo de cardiopatia congênita no Brasil, sendo que 40% delas precisarão de cirurgia ainda no primeiro ano de vida. Por isso, neste Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, o Hospital Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país e referência nacional em cardiologia, reforça a importância do diagnóstico precoce, ainda durante a gestação ou nas primeiras horas após o nascimento.

 A cardiologista pediátrica Cristiane Binotto explica que as cardiopatias congênitas são alterações estruturais no coração que ocorrem no período embrionário. “O ecocardiograma fetal consegue identificar a maior parte dessas modificações. E o diagnóstico precoce determina a necessidade de procedimentos invasivos no período fetal, neonatal imediato ou tardiamente no primeiro ano de vida ou durante a infância”, ressalta a médica, responsável pelo Serviço de Cardiologia do Hospital.

 Diagnóstico e tratamento 

O diagnóstico precoce é fundamental para garantir a qualidade de vida dos pacientes. Aproximadamente 90% dos casos podem ser descobertos ainda ao longo da gestação ou no início da vida. Além do ecocardiograma fetal, durante o pré-natal, é possível diagnosticar cardiopatias cianóticas por meio do teste do coraçãozinho, que é realizado entre 24 horas e 48 horas, ainda na maternidade. Um avanço significativo foi a sanção da Lei 14.598, em junho de 2023, que garante a realização de ecocardiograma e ultrassonografia para gestantes na rede pública de saúde. 

 Cada caso de cardiopatia congênita é único e tem uma abordagem terapêutica específica indicada pelo médico. O tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos em conjunto com o acompanhamento clínico. Mas, em situações mais graves, pode ser indicado o cateterismo, cirurgia cardíaca ou transplante de coração. 

 Sinais de alerta 

O acompanhamento médico desde a gestação é essencial, mas alguns sinais clínicos podem indicar a presença de uma cardiopatia. Ficar atento a esses sintomas pode ajudar a garantir o diagnóstico e o tratamento em tempo hábil.

 Em bebês:

ponta dos dedos e/ou língua roxas;

transpiração e cansaço excessivos durante as mamadas;

respiração acelerada mesmo em repouso;

dificuldade para ganhar peso;

irritação frequente e choro sem consolo.

Em crianças:

cansaço durante atividades físicas e dificuldade de acompanhar outras crianças;

ganho de peso e crescimento abaixo do esperado;

infecções pulmonares frequentes;

lábios roxos e palidez ao brincar;

batimentos cardíacos acelerados;

desmaios.

 Estrutura de referência 

O Hospital Pequeno Príncipe é um dos mais importantes centros brasileiros de cardiologia pediátrica, com estrutura única para atender pacientes com cardiopatias congênitas desde os primeiros dias de vida. Com uma equipe multiprofissional, acolhimento humanizado e tecnologia de ponta, o Serviço de Cardiologia realiza consultas ambulatoriais, exames diagnósticos e tratamentos, incluindo cirurgias cardíacas complexas e transplantes.  O Serviço de Cirurgia Cardiovascular da instituição é referência nacional em cirurgias cardíacas pediátricas, especialmente em bebês com até 30 dias de vida. Em 2025, foram realizadas 6.686 consultas ambulatoriais para pacientes oriundos de 21 estados, 598 cirurgias cardíacas — sendo 78 em recém-nascidos com menos de 1 mês de idade —, 12 transplantes de coração e 34 transplantes de válvulas cardíacas. O Hospital também foi responsável pelo primeiro transplante cardíaco pediátrico de sucesso no Paraná.Entre os destaques do atendimento do Pequeno Príncipe está o Serviço de Eletrofisiologia, pioneiro no país; o Serviço de Hemodinâmica, referência para diagnosticar e tratar disfunções em um procedimento seguro e minimamente invasivo; e o Serviço de Ecocardiograma, exame indolor, mais detalhado e que não expõe o paciente à radiação. Além disso, a instituição conta com a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Cardiologia e equipe multiprofissional altamente capacitada para atender a população infantojuvenil.

Sobre o Pequeno Príncipe

Com sede em Curitiba (PR), o Hospital Pequeno Príncipe é o maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil. Há mais de cem anos, a instituição filantrópica e sem fins lucrativos oferece assistência hospitalar humanizada e de alta qualidade a crianças e adolescentes de todo o país. Referência nacional em tratamentos de média e alta complexidade, realiza transplantes de rim, fígado, coração, ossos e medula óssea, além de atuar em 47 especialidades e áreas de assistência em pediatria, com equipes multiprofissionais.

Com 369 leitos, sendo 76 de UTI, o Hospital promove 76% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, realizou 258 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil procedimentos cirúrgicos e 308 transplantes. Reconhecido como hospital de ensino desde a década de 1970, já formou mais de dois mil especialistas em diferentes áreas da pediatria.

Junto com a Faculdades Pequeno Príncipe e com o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, compõe o Complexo Pequeno Príncipe. Essa atuação em assistência, ensino e pesquisa — conforme o conceito Children’s Hospital, adotado por grandes centros pediátricos do mundo — tem transformado milhares de vidas anualmente, garantindo-lhe reconhecimento internacional. 

No ano passado, o Pequeno Príncipe foi listado como um dos 70 melhores hospitais do mundo que atuam com pediatria (ou que atendem crianças) no ranking elaborado pela revista norte-americana Newsweek, o que o colocou, pelo quinto ano consecutivo, como o melhor hospital exclusivamente pediátrico da América Latina. Também em 2025, foi reconhecido como Hospital de Excelência pelo Ministério da Saúde por meio de certificação concedida a instituições que cumprem critérios técnicos rigorosos na assistência.

Desde 2019, o Pequeno Príncipe é participante do Pacto Global e contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa proposta pela Organização das Nações Unidas. 

  O site O Antagonista em associação com Real Big Data, divulgaram os resultados de pesquisa de opinião pública para avaliar a percepção dos brasileiros sobre o nome do pai do Pix. A pesquisa é estapafúrdia, porque seria o mesmo que perguntar se a lua é satélite da terra. Isto porque o pai do Pix é o governo Bolsonaro, uma das 4 opções apresentadas para o pesquisado, que foram: Governo Bolsonaro, Governo Lula, Banco Central, governo Michel Temer. Enfiar o Banco Central no meio foi uma idiossincrasia esperta para confundir. Embora o Pix tenha sido criado e implementado pelo governo Bolsonaro, os resultados da 






Pesquisa Realtime Big Data divulgada nesta sexta-feira, 12, indica quem os brasileiros consideram o maior responsável pelo sucesso do sistema de pagamentos Pix. O levantamento foi feito a pedido de O Antagonista, parceiro do instituto de pesquisa no Lulômetro e no Oráculo.


O instituto apresentou quatro opções para os 1.500 eleitores consultados de 10 a 11 de junho: Banco Central, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente Lula e o ex-presidente Michel Temer.


Para 39%, a resposta é Banco Central, autarquia que criou e administra o sistema de pagamentos.


Banner de disclaimer: Esse é um conteúdo de degustação do Oráculo

Na sequência, aparece, com 23%, Bolsonaro, que governava o país quando o Pix foi lançado, em 2020. Apesar de o ex-presidente ter demonstrado em público que não sabia do que a ferramenta se tratava na época do lançamento, ele capitalizou em cima de seu sucesso durante o governo.


Lula, que posa agora de defensor do sistema de pagamentos diante da ameaça de imposição de tarifas pelo governo Donald Trump, foi mencionado por 16%, e Temer, que governava o Brasil quando o projeto do Pix começou a ser tocado, apareceu com apenas 2%.


Outros 20% não souberam responder. A pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais.

Lula anuncia crédito para entregadores e cobra capacete 'de brinde'

Programa financiará motos, ciclomotores e bicicletas elétricas e prevê juros de 12,5% ao ano para homens e 11,5% para mulheres

Trata-se do Move Brasil – Entregadores e Motoapp, programa de crédito voltado a entregadores, motofretistas, mototaxistas e trabalhadores da mobilidade urbana, com financiamento para motos, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas zero-quilômetro, além de cobrança pública para que fabricantes ofereçam capacete “de brinde” a cada veículo vendido.

A linha de crédito terá garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), prazo de até 48 meses e dois meses de carência para o início do pagamento. 

Crédito terá garantia do governo

O Move Brasil – Entregadores e Motoapp permitirá o financiamento de um veículo por beneficiário. Poderão ser compradas bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, desde que os modelos sejam zero-quilômetro e atendam aos critérios de produção nacional ou estejam vinculados a projeto de investimento para fabricação no Brasil.Segundo as regras anunciadas, podem participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses, com no mínimo 100 corridas ou entregas realizadas. Também poderão acessar a linha ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.

As condições financeiras do programa terão taxas diferenciadas. Para homens, os juros serão de 12,5% ao ano, o equivalente a 0,99% ao mês. Para mulheres, a taxa será de 11,5% ao ano, correspondente a 0,91% ao mês.



Governo tenta barrar securitização e reacende embate com o agro: “A verdadeira pauta-bomba é abandonar quem produz”, diz Zucco

 Governo tenta barrar securitização e reacende embate com o agro: “A verdadeira pauta-bomba é abandonar quem produz”, diz Zucco


A aprovação da securitização das dívidas rurais pelo Senado Federal marcou um dos momentos mais importantes dos últimos anos para o setor agropecuário brasileiro. A proposta, que cria mecanismos de financiamento de longo prazo para a reestruturação das dívidas dos produtores rurais, foi recebida como uma esperança por milhares de agricultores que enfrentam uma sequência de crises provocadas por estiagens, quebras de safra e eventos climáticos extremos.


Agora, a atenção do setor se volta para a Câmara dos Deputados, onde a matéria precisará ser novamente analisada após as alterações promovidas pelos senadores. Nos bastidores de Brasília, porém, cresce a preocupação diante das articulações do governo federal para impedir o avanço da proposta.


Para o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), um dos principais defensores da securitização no Congresso Nacional, a resistência do Planalto revela um distanciamento da realidade vivida por quem produz no campo.

“Chamar a securitização de pauta-bomba é desconhecer completamente a realidade de quem produz e sustenta a economia brasileira. Não estamos falando de perdão de dívida, nem de dinheiro dado. Estamos falando de financiamento de longo prazo para que milhares de produtores rurais possam reorganizar suas finanças, honrar seus compromissos e voltar a produzir alimentos para o Brasil e para o mundo”, afirmou.


Segundo Zucco, o projeto é uma resposta necessária à situação excepcional enfrentada pelos produtores gaúchos e de diversas regiões do país.

“No Rio Grande do Sul, além da maior tragédia climática da nossa história, os produtores vêm acumulando prejuízos de anos de estiagem, perdas de safra e aumento dos custos de produção. Muitos estão à beira do colapso financeiro. E ainda temos um drama adicional: mais de 40 produtores tiraram a própria vida pela completa falta de sensibilidade do governo Lula. A securitização não é um benefício. É uma ferramenta de recuperação econômica.”


O parlamentar também rebate a narrativa de que a medida representaria um impacto fiscal descontrolado para o país.

“A verdadeira pauta-bomba não está no campo. A verdadeira pauta-bomba é o desequilíbrio fiscal provocado por um governo que aumentou gastos, ampliou despesas sem planejamento, acumula sucessivas crises de gestão e não consegue apresentar um projeto consistente de crescimento para o Brasil. Pauta-bomba são os escândalos que precisam ser investigados, os rombos nas estatais e a incapacidade de controlar as contas públicas.”


Zucco lembra que o próprio governo federal criou programas de renegociação de dívidas para diferentes setores da sociedade e questiona por que o mesmo tratamento não pode ser concedido aos produtores rurais.

“O governo criou o Desenrola para ajudar milhões de brasileiros a reorganizarem suas finanças. Criou linhas de crédito e programas de apoio para diversos segmentos da economia. Quando chega a vez do setor produtivo, especialmente do agro, passa a chamar de pauta-bomba. Isso não é coerência.”


Na avaliação do deputado, a securitização pode ser comparada a um grande programa de recuperação financeira voltado ao campo.

“O que estamos propondo é uma espécie de Desenrola para quem produz, gera empregos, arrecada impostos e sustenta a economia dos municípios. Não é anistia. Não é perdão. É uma oportunidade para que o produtor volte a ter capacidade de investimento, mantenha sua atividade e continue contribuindo para o desenvolvimento do país.”


O parlamentar afirma que a rejeição à proposta causa estranheza justamente por atingir um dos setores mais importantes da economia nacional.

“O produtor rural não está pedindo privilégio. Está pedindo condições para continuar trabalhando. Fica difícil não enxergar uma enorme má vontade contra o agro brasileiro quando se tenta impedir uma medida que busca preservar a produção, proteger empregos e garantir a sobrevivência econômica de milhares de famílias.”


Para Zucco, os efeitos da securitização vão muito além das porteiras das propriedades rurais.

“Quando um produtor quebra, não é apenas uma fazenda que fecha as portas. Perdem os municípios, perdem as cooperativas, perde o comércio local, perde a indústria e perde a arrecadação. O agro movimenta cadeias inteiras da economia brasileira.”


O deputado conclui afirmando que a mobilização seguirá forte até a votação definitiva da proposta na Câmara.

“Quem produz não quer favor do governo. Quer apenas condições para continuar trabalhando. Defender a securitização é defender empregos, arrecadação, produção de alimentos e desenvolvimento. O verdadeiro custo para o Brasil seria abandonar o produtor rural à própria sorte. Essa, sim, seria uma pauta-bomba para o país.”

Governo quer editar MP para vetar projeto que securitiza dívida do agro

 O governo federal estuda editar uma Medida Provisória (MP) ou vetar parcialmente o PL 5.122/2023, aprovado recentemente pelo Senado, que cria um Refis do Agro. A equipe econômica argumenta que o projeto causará um impacto fiscal extremo, estimado entre R$ 140 bilhões e R$ 800 bilhões.Acompanhe os detalhes das discussões e o avanço das novas tecnologias no campo:Impasse sobre as Dívidas RuraisO Projeto do Senado: O texto aprovado permite o alongamento das dívidas de produtores com fundos do Pré-Sal, fixando limites por produtor e taxas de juros variáveis, inclusive para débitos fora do sistema financeiro tradicional, como Cédulas de Produto Rural (CPRs) e insumos.A Reação do Governo: O Ministério da Fazenda considera o custo impraticável e estuda a edição de uma MP com regras mais restritas. O governo quer focar apenas em operações de crédito rural tradicionais e em produtores com comprovação de perda de safra, excluindo grandes devedores, tradings e revendas de insumos.Próximos Passos: O projeto de lei aguarda tramitação na Câmara dos Deputados. Paralelamente, o governo busca acordo para viabilizar uma MP. Você pode acompanhar a tramitação atualizada na página do Senado Federal.