AGU tenta interferir nas eleições com factoide anti-Trump

 AGU e Guardian esquecem a interferência direta, estrangeira, do governo Joe Biden, conforme dito publicamente pelo então presidente do STF (CLIQUE AQUI para ler o que disse Barroso). Além disto, a USAID usou US$ 90 milhoes para atacar a candidatura de Bolsonaro e beneficiar Lula (CLIQUE AQUI para ler detalhes). A coisa fão tão escandalosa que o governo Biden mandou a general Laura Richardson,  Pentágono, pressionar Bolsonaro para que ficasse bonzinho diante das arbitrariedades do STF. Também atuou a CIA (CLIQUE AQUI para ler).

 Nem chega a ser srupreendente o pedido da AGU para a PGR e para a PF, no sentido de que abram inquérito em cima das informações de uma investigação jornalística publicada na noite de quarta-feira, 30, pelo jornal inglês The Guardian, com o título “Governo Trump desvia recursos destinados aos direitos humanos para promover uma agenda de extrema direita no exterior”.Na reportagem, diz a AGU, os autores noticiam com evidências “um possível direcionamento de verbas públicas do governo dos Estados Unidos para o financiamento de redes e organizações atuantes no território brasileiro” com a finalidade de interferir no debate político e institucional e deslegitimar o Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme o jornal, o Departamento de Estado dos Estados Unidos teria destinado 1 milhão de dólares do Fundo de Direitos Humanos e Democracia para um programa chamado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil“.

A AGU na notícia-crime, lembra que a legislação proíbe o “financiamento ou subordinação de agremiação política por entidade ou governos estrangeiros”.

A reportragem do Guardian, jornal de extrrema esquerda inglês, tenta criar factoide a 3 dias das eleições. Apesar disto, a matéria não fala em momento algum que o dinheiro dirige-se para "agremiação partidária' especificamente

Artigo, especial - Bolsonaro acendeu a luz

Jair Messias Bolsonaro não inventou a direita brasileira. Ela já estava aqui, calada e sem dono. O que ele fez foi maior: acordou, organizou e deu voz a milhões de pessoas que não se enxergavam em nenhum palanque, partido ou editorial.

Os números mostram que esse Brasil existia muito antes de 2018.

Em 2012, quando Bolsonaro ainda era tratado como figura de baixo clero, o Datafolha ouviu 2.588 brasileiros em 160 municípios. A Folha de S.Paulo estampou: “Tendência conservadora é forte no país”.

No ano seguinte, o retrato ficou ainda mais claro. O instituto classificou 48% dos brasileiros entre direita e centro-direita. Esquerda e centro-esquerda somavam 30%. Cinco anos antes de Bolsonaro chegar à Presidência, o Brasil conservador já estava de pé. Faltava organização, identidade e alguém com coragem de dizer em voz alta o que milhões pensavam dentro de casa e calavam na rua.

Por isso a força não apareceu inteira em 2014. Aécio Neves não era o avesso da esquerda. Era a esquerda limpinha: a mesma agenda com outro sotaque, a falsa polarização entre a esquerda assumida e a esquerda disfarçada. O eleitor conservador olhou para a urna e não viu representação. Viu duas versões do mesmo campo.

Bolsonaro ocupou o espaço que ninguém ousou ocupar. Não pediu licença.

Até a ciência política registrada por quem veio de dentro do lulismo teve de admitir o fenômeno. André Singer, porta-voz e secretário de Imprensa do primeiro governo Lula, apontou Bolsonaro como o responsável por reativar predisposições conservadoras já enraizadas em parcela enorme da sociedade. Quando até quem trabalhou com Lula reconhece isso, o tamanho do fenômeno fica impossível de negar.

Bolsonaro acendeu a luz.

O brasileiro que mal sabia o nome do próprio deputado em quem havia votado passou a acompanhar o Congresso Nacional. Ministro do Supremo Tribunal Federal ganhou nome e histórico. Votação, decreto, imposto e orçamento saíram do circuito fechado de Brasília. As pessoas começaram a perguntar: quem decidiu, quem votou, quem indicou, quem ganha e quem paga a conta.

Quem pergunta incomoda.

Ele colocou milhões diante de uma política vendida como coisa de especialista. A urna deixou de ser o fim. O cidadão passou a acompanhar o dia seguinte. Esse despertar explica o cerco: investigações, processos, decisões eleitorais e condenações. O conflito em torno de Bolsonaro está ligado ao fato de ele ter mobilizado o país contra estruturas que antes operavam quase sem testemunha.

Podem tirá-lo de uma eleição, processá-lo, condená-lo e apagá-lo da televisão. Artista pedindo voto não apaga isso. Narrativa de imprensa não apaga isso. Pesquisa encomendada também não. Ninguém manda milhões de pessoas voltarem a dormir.

O fenômeno nunca foi só um homem. É o trabalhador que passou a acompanhar votação, a dona de casa que discute Brasília e o cidadão que pesquisa antes de engolir a versão pronta.

Bolsonaro deu identidade ao que estava disperso e organização a uma força social órfã. Jogou luz sobre o poder. Reduzi-lo a um mandato ou a uma sentença é recusar o tamanho do que aconteceu.

A consciência de quem descobriu que precisa prestar atenção dificilmente volta ao ponto de partida. A luz foi acesa. E é nesse mesmo interruptor que, no domingo, o sistema toma mais um choque de realidade

Prefeita de Eldorado, RS, promove assedio eleitoral em favor de Gabriel Souza

  O Ministério Público Eleitoral do RS não tem como não investigar e reprimir de imediato as ações da prefeita de Eldorado do Sul, Juliana Carvalho, PSD, portanto do mesmo Partido do governador Eduardo Leite e que apoia a candidatura do vice-governador Gabriel Souza, tudo diante do volumoso material de áudios e vídeos que comproam assedio eleitoral sobre os funcionários públicos da prefeitura.

Juliana Carvalho entrou de licença para fazer campanha.

Os áudios e os vídeos examinados pelo editor, que conferiu o caso, mostram a preefeitua reunida com servidores e ameaçando exonerar exonerar servidores municipais que não fizerem campanha para Gabriel Souza (MDB). A publicação Política News diz que a fala aparece em vídeos de uma reunião com servidores comissionados que circulam em grupos de WhatsApp e aos quais o Política News teve acesso. O editor também teve acesso.A convocação: a reunião foi chamada pela manhã em um grupo de WhatsApp dos cargos em comissão (CCs) do governo municipal. A mensagem pedia a presença de "TODOS os CCs" às 18h, em um piquete no Centro da cidade.

O que conta Política News.

- O que ela disse: "Não andem na rua sem colinha. Se eu vir qualquer um na rua sem colinha no bolso, eu vou exonerar

O pedido: segundo a gravação, a ordem vale também para o horário de trabalho e alcança os postos de saúde, onde atendentes e recepcionistas deveriam entregar o material a quem é atendido, inclusive idosos.

Artigo, J. M. Cardoso e Silva - A passividade não é própria do cristão

Mais importante do que ser devoto é ter o coração puro e a coragem de olhar de modo honesto para si mesmo e para o próximo. É como traduzo a inquietação que tenho nestes dias, diante de manifestações políticas e refletindo sobre qual deve ser o papel de um cristão na sociedade. Somos muitos: evangélicos, católicos e kardecistas. O quanto ressoam em nossas vidas as palavras do Evangelho?

"Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os conhecereis" (Mateus 7: 15,16). Que sentido encontramos em tais palavras?

Os fatos se precipitam e, a meu ver, afrontam a crença autêntica dos que pretendem, com maior ou menor devoção - ou sem ela - viver de acordo com os valores cristãos.

Confesso que vi com tristeza, quando a esposa do presidente da República e candidato a reeleição, Sra. Rosângela da Silva (Janja), durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, exibiu-se com um símbolo muito caro para os irmãos católicos: uma medalha de Nossa Senhora Aparecida.

Mas ela não tem o direito de manifestar o que quiser? Em absoluto, não é essa a questão. O lobo não fica manso ao vestir uma pele de cordeiro, assim como uma pessoa não muda de fé ao trocar os adereços com que se apresenta aos outros. Há quatro anos, ao Fantástico, da Rede Globo, a mesma senhora declarou: "Ser ligada a uma religião de matriz africana só me dá orgulho." Fique claro, nós respeitamos a sua opção religiosa assim como, incondicionalmente, respeitamos as pessoas que não têm fé alguma.

Olhemos com honestidade para nós mesmos e para os fatos. Dias antes de ela produzir sua imagem com aquele símbolo católico, o adversário do seu marido foi, injusta e falsamente, acusado de querer cancelar o título de "padroeira do Brasil" que a tradição católica atribui a Nossa Senhora Aparecida. Todos os brasileiros com um pouco de qualificação intelectual sabem que a acusação é falsa. Ela também sabe que a acusação é falsa. Estamos diante de um caso em que a "motivação", que pertence ao íntimo de uma pessoa, pode ser apontada: o símbolo católico usado como adereço pela primeira-dama não foi um ato de fé, mas um ato eleitoreiro.

Quando somos honestos ao examinar nossas próprias motivações e buscamos a verdade para iluminar o caminho, ganhamos imunidade contra a mentira. Aprendamos a ver e ouvir desapaixonadamente o que nos dizem. Há muitos anos, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, advertiu: "O PT procura os evangélicos de 4 em 4 anos. O restante do tempo, luta contra os valores e princípios que nós defendemos. Não vamos cair nessa."

Mas não só os evangélicos são assediados pelos políticos do PT em busca de voto. Em 2010, por ocasião de tradicionais festejos católicos, a então candidata à presidência Dilma Rousseff visitou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida e assistiu a uma missa para mais de 15 mil fiéis. "Queria estar aqui por causa de um problema recente em minha vida, que prefiro não comentar", disse ela à imprensa após sair da igreja.

Aliás, em 2010, para ter o voto dos evangélicos, Dilma disse ser contra o aborto (tema caro para os cristãos) e foi acusada por adversários de ser incoerente, porque defendia, até há pouco, o direito ao aborto.

Em 2014, buscando a reeleição, Rousseff participou de uma cerimônia num Congresso Nacional de Mulheres da Assembleia de Deus. Fez um discurso cheio de frases piedosas, inclusive citando um salmo de David. Já havia, dias antes, participado da inauguração do "Templo de Salomão", obra de grande repercussão popular da Igreja Universal do Reino de Deus.

Em 2018, os candidatos do PT eram Fernando Haddad e Manuela d'Ávila. E foram registradas imagens dos dois, que, em campanha eleitoral, foram a uma igreja católica, assistiram à missa e pareciam rezar.

Muito mais pode ser lembrado com pessoas que jamais são vistas em local de fé. Mas fiquemos apenas com isto, de 2022. Lula propôs ao PT, como estratégia de retomar o poder, criar "núcleos evangélicos". Ele teria tido a ideia enquanto esteve preso, condenado na Lava Jato. Na cadeia, ele viu pastores evangélicos na TV e imaginou o estratagema.

Em 2026, além de tantas manifestações sobre as quais devemos refletir, temos a atitude da primeira-dama, que pessoas de boa vontade, mesmo não católicas, devem reconhecer como ofensiva. Há um simbolismo oculto no que vimos: o Brasil tem estado alinhado com países em que a fé cristã é desrespeitada. Já denunciamos isso. Hoje, o que há no Brasil é uma espécie de deboche. O que virá depois, se não reagirmos?


Preço do petróleo volta a subir e passa dos US$ 100

Nesta quinta-feira, 1 de outubro de 2026, os preços globais do barril de petróleo operam em alta de aproximadamente 2%, revertendo as perdas do início do pregão. O movimento de alta é impulsionado principalmente pela decisão repentina de refinarias da China de suspender as exportações de combustíveis e derivados em outubro para proteger seus estoques internos, o que acentuou o aperto na oferta global.

As cotações registradas nesta manhã são:

• Petróleo Brent (referência internacional): É negociado na faixa de US$ 100,09 por barril (alta de 2,1%) para o novo contrato de dezembro. O contrato de novembro havia expirado na véspera cotado a US$ 103,50.

• Petróleo WTI (referência dos EUA): É negociado na faixa de US$ 92,48 por barril (alta de 2,28%).

Principais Fatores que Movem o Mercado Hoje

• Restrição Chinesa: A suspensão de exportações de diesel e gasolina por parte de Pequim adicionou forte pressão aos mercados de combustíveis refinados, já penalizados pelas frentes de guerra.

• Tensões e Diplomacia no Oriente Médio: Os investidores seguem cautelosos e avaliam os impasses diplomáticos entre os Estados Unidos e o Irã, após o presidente Donald Trump rejeitar propostas recentes de alívio nas sanções iranianas.

• Estreito de Ormuz: O mercado monitora o tráfego e as ameaças de segurança envolvendo o escoamento de cargas nessa importante rota marítima internacional. 

WhatsApp lança regras para controle do WhatsApp por parte dos pais

A empresa Meta, dona do WhatsApp, anunciou nesta quarta-feira uma série de recursos para que pais, mães e responsáveis possam ter mais controle sobre como os adolescentes usam o aplicativo. Os responsáveis vão definir quem poderá ver a foto de perfil do adolescente e quem pode adicioná-lo a um grupo. Também receberá uma mensagem para avisar com quem o jovem está conversando, quando ele for adicionado ou sair de um grupo e quando um grupo do qual ele faz parte adicionar vários novos integrantes. Os pais também poderão escolher qual o tipo de experiência de Inteligência Artificial da Meta os adolescentes terão acesso: a configuração padrão, para maiores de 13 anos, ou uma opção mais rigorosa, com conteúdo limitado.Todas essas configurações só podem ser modificadas por meio de PIN, definido pelo responsável.

As informações estão nesta matéria especial da Agência Brasil. Leia o texto completo:

Apesar do controle, o conteúdo das conversas e ligações continuará privado e protegido por criptografia ponta a ponta. Ao anunciar a mudança, a Meta informou ainda que trabalha em novos controles parentais baseados em pedidos feitos pelas famílias.

Criado há um ano, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente estabeleceu uma série de normas para proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais como redes sociais, jogos e aplicativos.

Entre as regras, está o controle parental obrigatório como monitoramento das atividades pelos pais através de vinculação de contas.

As empresas ficam obrigadas a criar mecanismos de controle para averiguar a idade do usuário e bloquear conteúdos impróprios. A lei também proíbe as empresas de tecnologia de coletar dados excessivos de menores e rastrear comportamentos para sugerir produtos e serviços.

Como habilitar o controle parental no WhatsApp

A configuração precisa ser feita primeiro no celular do adolescente:

Baixe o WhatsApp, escolha o idioma, aperte “concordar e continuar” e depois em “mais opções”

Selecione a opção “criar uma conta gerenciada por pai, mãe ou responsável”

Cadastre o número de telefone, data de nascimento e idade

Clique em “continuar” para conectar com a conta do responsável

No celular do responsável:

Aponte a câmera do celular para o QR code exibido no aparelho do adolescente e toque no link que aparecer

Abra o WhatsApp, toque em “concordar e continuar” e confirme que você é um adulto

Crie um PIN de seis dígitos, confirme e toque em "avançar” e depois em “ok”

Agora conclua a configuração no celular

Cunhado de Vorcaro diz que ele é o maior amigo do ministro Alexandre de Moraes

 A conversa capturada pela Polícia Federal ocorreu em 2 de setembro de 2025, enquanto Zettel, cunhado de Vorcaro e que também está preso, acompanhava o julgamento no STF e a decisão do Banco Central sobre a compra do Master pelo BRB. Outros áudios publicados pela revista Piauí, Zettel afirmou que Vorcaro havia guardado R$ 20 bilhões no exterior e disse também ter escondido dinheiro fora do país antes da liquidação do banco.

O cunhado do banqueiro e um dos seus mais fiéis auxiliares,Fabiano Zettel, afirmou em uma conversa que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), era “melhor amigo” do fundador do Banco Master e disse estar “contando com ele” enquanto acompanhava a crise da instituição.

Na conversa, Zettel se refere ao ministro como “Xandão” e afirma: 

- Xandão, melhor amigo, Daniel. Tô contando com ele .... Melhor amigo, janta junto, sai junto.

Leia o texto integral da reportagem de hoje do site Times Brasil:

A conversa ocorreu em 2 de setembro de 2025, enquanto Zettel e Marina comentavam o julgamento, no STF, do núcleo central da tentativa de golpe de Estado. A Primeira Turma havia iniciado naquele dia a análise da ação penal, relatada por Moraes. Ao mesmo tempo, Zettel acompanhava com apreensão a decisão do Banco Central sobre a compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB), que seria rejeitada no dia seguinte.

As gravações foram reveladas nesta quarta-feira (30) pela revista Piauí, que obteve uma série de conversas e áudios de WhatsApp entre Zettel e uma mulher identificada pelo nome fictício de Marina, com quem ele manteve um relacionamento entre o início de 2023 e março deste ano, quando foi preso.

A reportagem também descreve Zettel como homem de confiança de Vorcaro na operacionalização de pagamentos e outras demandas. Segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal, cabia a ele executar transferências, organizar assinaturas de contratos e lidar com cobranças, embora os pagamentos dependessem da autorização do fundador do Master.

Em outra conversa daquele período, Zettel disse que aguardava a decisão prevista para o dia seguinte e relatou a tensão em torno do futuro da instituição.

“Vou tomar remédio, vou dormir, porque amanhã a sorte tá lançada”, afirmou.

“Ele guardou 20 bi no exterior”

Os diálogos também revelam a preocupação de Zettel com o dinheiro de Vorcaro depois da liquidação do Master e da prisão do ex-banqueiro.

Em uma conversa de 2 de dezembro, Zettel afirmou que o fundador do Master estava sem recursos disponíveis e não conseguia acessar dinheiro mantido no exterior.

“Ele está completamente sem dinheiro. Não está conseguindo acessar, não está conseguindo trazer”, disse.

Na sequência, Zettel citou um valor de R$ 20 bilhões.

“Ele guardou R$ 20 bi no exterior e não consegue ir lá, não consegue gastar, não consegue pegar. Porque se pegar, é preso de novo. Então, não adianta nada juntar dinheiro fora. Se ferra do mesmo jeito. Não sei até onde o Daniel tem essa consciência. Eu acho que ele é meio inconsequente.”

.Até agora as autoridades localizaram cerca de R$ 2 bilhões em imóveis e outros bens ligados ao fundador do Master. Em agosto, a Suprema Corte das Ilhas Cayman determinou a liquidação da Titan Capital, holding controlada por Vorcaro, mas a empresa não tinha ativos disponíveis e acumulava dívidas superiores a R$ 1 bilhão.

Zettel disse que escondeu dinheiro no exterior

Antes da liquidação do banco, o próprio Zettel relatou ter enviado dinheiro para fora do Brasil. Em meados de outubro de 2025, ele contou a Marina que havia viajado ao exterior para resolver um assunto sigiloso. Depois da viagem, afirmou que o Banco Central havia dado, segundo seu relato, três semanas para que Vorcaro reformulasse o banco sob risco de liquidação.

“Eu fui lá, escondi um dinheiro, porque se der tudo errado e der uma merda danada e tudo meu for bloqueado, eu tenho que ter um dinheiro pra poder continuar vivendo e mantendo as coisas”, afirmou.

Zettel disse ainda que não poderia ter contado o motivo da viagem enquanto estava fora do Brasil.

“Agora, eu estou no Brasil e confio em falar isso pra você. Lá eu não podia falar isso por telefone.”

Telefone escondido em compartimento do carro

Depois da liquidação do Master e da prisão de Vorcaro, Zettel passou a relatar preocupação com a apreensão de aparelhos eletrônicos e com o avanço das diligências.

“Pegaram os telefones, iPad de todo mundo já. O meu ainda não”, afirmou, em uma das conversas. Segundo ele, agentes já haviam ido a imóveis ligados à família e contas e bens haviam sido bloqueados.

“Esse telefone que eu falo com você, eu não tô carregando ele comigo, eu tô deixando ele guardado em um compartimento dentro do carro aqui, porque vai que tem alguma coisa.”

Na mesma conversa, resumiu o cenário depois da intervenção das autoridades.

“Agora a polícia tá lá dentro, não tem mais banco, banco não existe, foi liquidado. Agora é esperar para ver.”

Prisão de Vorcaro pegou Zettel dormindo

Outro áudio registra o momento em que Zettel descobriu que Vorcaro havia sido preso. Ele contou que o fundador do Master pretendia embarcar para Dubai e que acreditava que a negociação em curso para tentar salvar a instituição havia afastado, ao menos naquele momento, uma nova crise.

Zettel disse que tomou Rivotril para dormir e não percebeu as tentativas dos advogados de falar com ele durante a madrugada.

“Os advogados bateram na minha casa 1 hora da manhã, minha filha. Esmurraram, tocaram o interfone, ligaram na portaria, ligaram no meu celular. Eu não vi nada, eu acordei 6 horas da manhã.”

Ao acordar, segundo ele, havia dezenas de chamadas perdidas.

“Na hora que eu acordei 6 horas da manhã, tinha 80 chamadas no meu telefone, 30 da portaria. Aí que eu fui descobrir que tinha acontecido.”

Zettel também contou que foi preparada uma mala para Vorcaro com pijama, bermuda, blusa, chinelo, itens de higiene, toalha e travesseiro.

Questionado se havia ido ver o cunhado, respondeu que não.

“O meu advogado achou melhor eu não ir”, afirmou. Em seguida, resumiu a orientação: “Me preservar”.

Vorcaro “transformou a vida dele nesse circo”, disse Zettel

As gravações também mostram Zettel fazendo críticas ao cunhado em conversas privadas.

Em determinado momento, Marina questiona a inteligência de Vorcaro. Zettel responde que o fundador do Master era inteligente “para umas coisas” e “burro” para outras.

“Ele é emocionalmente burro”, afirmou.

Depois, acrescentou: “Por ele ser inteligente, ele conseguiu fazer o dinheiro todo. Por ele ser burro emocionalmente, ele transformou a vida dele nesse circo.”

Em outra conversa, Zettel relatou que Vorcaro havia passado a usar roupas com a marca do Banco Master em meio à crise da instituição e que funcionários ironizavam a mudança.

“Esses dias ele tá trabalhando com a camisa do Banco Master. […] O povo do banco tá zoando. Ele resolveu vestir a camisa”, disse. Mais adiante, afirmou ter encontrado Vorcaro usando “um casaquinho escrito Banco Master”.

Os diálogos revelam ainda que, depois da prisão de Vorcaro, Zettel passou a demonstrar preocupação crescente com a própria exposição. Em uma das conversas, afirmou que precisava se afastar dos negócios associados ao cunhado e preservar suas empresas diante do avanço das investigações.

Procuradas pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, as defesas de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel não se manifestaram até a publicação desta reportagem. O gabinete do ministro Alexandre de Moraes e o STF também foram contatados para pedido de posicionamento.

Lula arrepia o pelo e foge do debate da Globo

O presidente nomeado  Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não participará do debate presidencial promovido pela TV Globo nesta quinta-feira (1º). A ausência foi comunicada à emissora pela assessoria do presidente nesta quarta-feira (30).

O candidato da Oposição, Flávio Bolsonaro, confirmou presenças.

Até o momento, estão confirmadas as participações de quatro candidatos no encontro: Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).

Anvisa aprova exame de sangue para diagnosticar Doença de Alzheimer

Com precisão comparável à de testes muito invasivos e caros, a tecnologia Elecsys® pTau217, desenvolvida pela Roche Diagnóstica, permite confirmar ou descartar a doença em exames laboratoriais de rotina, reduzindo uma espera diagnóstica que hoje chega a três anos e meio

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro no Brasil do Elecsys® pTau217, teste de sangue desenvolvido pela Roche Diagnóstica para auxiliar na identificação da patologia associada à doença de Alzheimer. Agora, o mercado brasileiro passa a contar com uma tecnologia capaz de mensurar a proteína Tau fosforilada 217 (pTau217) no sangue, um indicador direto da presença de placas amiloides no cérebro, uma característica marcante da doença de Alzheimer.

ojetado para rodar na plataforma automatizada cobas®, da Roche, já instalada nos maiores hospitais e laboratórios por todo o país, o exame traz uma alternativa conveniente e minimamente invasiva para confirmar ou descartar a doença (rule in/rule out) no atendimento especializado.

 Para a Ana Terzian, gerente médica da Roche Diagnóstica, a aprovação do teste altera de forma significativa a dinâmica diagnóstica no país. "A liberação do exame pela Anvisa muda a forma como lidamos com a investigação da doença de Alzheimer no Brasil. Durante muito tempo, a confirmação biológica da doença dependia de procedimentos complexos e restritos. Poder identificar essas alterações com uma coleta simples de sangue no laboratório simplifica o diagnóstico e permite tomadas de decisão mais rápidas e assertivas pelos médicos e famílias", destaca.

 Respostas mais ágeis na rotina médica

Estimativas globais indicam que cerca de 75%1 das pessoas que vivem com demência permanecem sem diagnóstico formal. Para os pacientes que alcançam a confirmação médica, o tempo médio de espera entre o surgimento dos primeiros sinais cognitivos e o diagnóstico final é de 3,5 anos2. Historicamente, a identificação das alterações cerebrais dependia de exames invasivos ou de alto custo, como a tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) ou a coleta de líquido cefalorraquidiano por punção lombar.

Ao oferecer precisão diagnóstica comparável à do exame do líquor frente ao PET-CT amiloide, o Elecsys® pTau217 atua na avaliação de pessoas que apresentam sinais muito iniciais de declínio cognitivo. Um resultado positivo sinaliza alta probabilidade de alteração amiloide, permitindo o encaminhamento ágil ao especialista, enquanto um resultado negativo afasta a suspeita de Alzheimer com segurança, evitando procedimentos invasivos desnecessários.

 "A dúvida sobre a causa de uma perda de memória gera um desgaste imenso para o paciente e quem está ao redor. O exame de pTau217 traz respostas mais objetivas logo no início dos sintomas. Ele nos ajuda a descartar a doença de Alzheimer rapidamente ou a confirmar a suspeita sem a necessidade de submeter a pessoa a procedimentos invasivos, além de, em casos positivos, iniciar tratamentos precocemente", ressalta o Dr. Diogo Haddad, médico neurologista e coordenador do Centro de Cognição da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, sobre o impacto prático dessa clareza no atendimento clínico.

 Parceria para ampliar o acesso e a jornada de cuidado

 Desenvolvido em uma cooperação global entre Roche Diagnóstica e a Eli Lilly and Company, o exame foi desenhado para facilitar a incorporação em larga escala nos fluxos laboratoriais do país. A iniciativa busca descentralizar o rastreio da doença e preparar a rede de saúde para uma nova era de cuidados estruturados.

 Segundo Luiz André Magno, Diretor Executivo da Área Médica da Lilly Brasil, a ampliação do acesso ao teste é um passo decisivo em um cenário em que cerca de 83%3 das pessoas com mais de 60 anos com demência no Brasil ainda permanecem sem diagnóstico. "O lançamento do Elecsys® pTau217 marca um passo concreto para o diagnóstico da doença de Alzheimer no Brasil. Um simples exame de sangue tem o potencial de tornar essa investigação muito mais acessível fora dos grandes centros especializados. Com a chegada de novas terapias para fases iniciais, identificar a patologia amiloide no momento certo passou a ser parte fundamental do cuidado com o paciente", avalia Luiz.

 Já para Terzian, este lançamento reflete o compromisso da companhia de conectar a etapa diagnóstica ao avanço de novas abordagens terapêuticas. "Na Roche Diagnóstica, entendemos o diagnóstico como parte de um ecossistema completo de cuidado da doença Alzheimer. Por isso, atuamos lado a lado com instituições que estão trazendo novas opções terapêuticas ao mercado. Unir esforços na área da saúde é o caminho para oferecer um diagnóstico preciso, um acompanhamento contínuo e, acima de tudo, mais qualidade de vida para os pacientes”, conclui.

 Fontes:

1. Alzheimer’s Disease International. World Alzheimer Report 2021: Journey through the diagnosis of dementia. ADI; 2021. Available at: Link

2. Kusoro O, et al. Time to diagnosis in dementia: a systematic review with meta-analysis. International Journal of Geriatric Psychiatry. 2025. Summary available at: Link 

2. Orgeta V, et al. Dementia takes 3.5 years to diagnose after symptoms begin. University College London; 2025. Available at: Link

3. CREMERJ (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro). 83,1% dos casos de demência podem estar sem diagnóstico no Brasil. Publicado em 21 de setembro de 2026. Disponível em: Link 

 




Artigo, especial, Renato Sant'Ana - A resistência do voto

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail: releituras21@gmail.com


"Pessoas sensatas, com valores bem afirmados, que optam por não votar deixam que suas vidas sejam decididas por fanáticos movidos por ódio e com espírito destrutivo", ouvi afirmar um jornalista veterano. E suas palavras pareceram-me ter sentido.

Lembrei o que houve nas eleições presidenciais do Chile em 1970. Foram 36,2% dos votos válidos que elegeram Salvador Allende. Seus oponentes, Jorge Alessandri Rodríguez e Radomiro Tomic Romero, somados, receberam 62,70% dos votos válidos. E cerca de 17% dos eleitores habilitados não votaram, número que se pode dizer baixo. Não tinha 2º turno. Foi tudo dentro da regra. Portanto, o eleito, embora rejeitado por uma maioria, tinha legitimidade plena para governar.

Mas o que veio a seguir é uma história triste. Pode ser simplificada em dois capítulos, fatos documentados que não geram controvérsia a não ser em mesas de bar.

No primeiro capítulo, Allende, que se dizia numa "guerra não declarada", formou seu governo com uma coalizão de grupos cujo método de ação era a guerrilha e o terror, com destaque para o agressivo MIR (Movimiento de Izquierda Revolucionaria), fundado para fazer a luta armada. Durante seu governo, os socialistas introduziram no país uma imensa quantidade de armas: planejavam uma guerra civil. Sua segurança como presidente, em vez de ser feita pelas forças armadas ou pela polícia, coube ao chamado Grupo Amigos do Presidente, guerrilheiros com instrução militar recebida em Cuba e chefiados por um membro do Serviço de Inteligência cubano.

A melhor síntese de Allende está no livro "O Arquivo Mitrokhin", de Vasily Mitrokhin (um desertor da KGB, a temível polícia secreta da União Soviética) e Christopher Andrew (historiador). A obra traz informações confidenciais da KGB. E revela que Salvador Allende era um agente pago do serviço secreto soviético: recebia seu "soldo" das mãos de Svyatoslav Kuznetsov, espião da KGB no Chile. Note-se que o crime de alta traição de Allende só veio a ser conhecido em 2005, com a publicação do livro.

O segundo capítulo é bem conhecido, relembrado à exaustão por acadêmicos que costumam esquecer o primeiro. Começa com a quartelada de 11/09/1973, que depôs Salvador Allende, instaurando o regime militar sob comando de Augusto Pinochet. Uma ditadura sangrenta que durou 17 anos, marcada por violações de direitos fundamentais, muitas mortes por motivos políticos, cerceamento das liberdades e tudo mais que teve e tem ampla divulgação. A história julgou e condenou Pinochet por vários crimes.

Mas por que evocar o drama chileno? Para, quem sabe, com ele aprender algo. Fica claro que regimes autoritários matam a liberdade e promovem uma Disneyland para psicopatas, em que a crueldade e a impunidade andam juntas: a maior ameaça para as pessoas comuns não vem de gente graduada, mas do guarda de esquina e das denúncias anônimas feitas por quem quer provar lealdade aos detentores do poder, que não respeitam o direito de defesa dos denunciados. Foi assim com Allende, foi assim com Pinochet. Quer dizer, tanto faz se é de esquerda ou de direita: o autoritarismo é sempre mau, injusto e repudiável.

Porém, a lição chilena que mais importa e que nos remete à frase com que inicia este comentário é a inconveniência de que o futuro do país seja decidido por uma minoria. No Brasil, há dois turnos para as eleições majoritárias, o que faculta decidir pela vontade da maioria.

Não há por que tapar o sol com a peneira: há e sempre houve uma minoria fanática que se farda para a "luta" e, obstinada, não deixa de votar. Já a maioria, que se ocupa mais de aspectos concretos e inadiáveis da vida e não se mete em debates políticos, facilmente se deixa abater, perde o ânimo e não vai votar. E não pondera o apontado pelo velho jornalista, o risco de que sua vida esteja sendo decidida por "fanáticos movidos por ódio e com espírito destrutivo".

Há como ignorar que, para alguns setores da política, é conveniente que "pessoas sensatas, com valores bem afirmados" caiam no desânimo e não compareçam às urnas? Se isso for fato, então a rebeldia sensata será votar, reagindo contra conveniências indignas e não confessadas.

Leia e entenda mais sobre Allende aqui:

https://blogdopolibiobraga.blogspot.com/2023/10/a-verdadeira-face-de-salvador-allende.html



Depois deste jantar de alto luxo oferecido por Vorcaro, família Moraes assinou contrato com o Master

 Novas mensagens extraídas pela Polícia Federal dos celulares de Daniel Vorcaro mostram que ele acompanhou pessoalmente a organização de um almoço para Alexandre de Moraes em Campos do Jordão, com orientações sobre cardápio, vinhos e recepção. As conversas citam itens de alto valor, como caviar, trufas, foie gras, wagyu e vinhos franceses, além de um pedido para que o nome de Vorcaro fosse evitado durante o encontro.

No mês seguinte ao almoço, Vorcaro firmou contrato com o escritório de Viviane Barci, mulher de Moraes, em negócio citado no material como separado do encontro.

Todas as principais publicações viralizam o caso, que fragiliza mais ainda Moraes e ataca seu aliado Lula a apenas 4 dias das eleições.

Leia a reportagem de hoje do Times Brasil:

Trocas de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro revelam detalhes da organização de um almoço oferecido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em dezembro de 2023, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. As conversas mostram orientações sobre o cardápio, a escolha de vinhos, a preparação do ambiente e a forma como o ministro deveria ser recebido.

No mês seguinte ao almoço, em janeiro de 2024, Vorcaro assinou um contrato com o escritório de advocacia de Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes. O acordo previa pagamento de R$ 131 milhões em três anos pelo serviço de “consultoria estratégica” e teria sido firmado com a previsão de atuação relacionada aos interesses do Banco Master.

O almoço “ultra vip” ocorreu no hotel Six Senses Botanique e contou com um menu especialmente preparado para a ocasião. Entre os itens mencionados estavam caviar, vieiras, ovos de salmão, ovo trufado, foie gras, wagyu e trufas. Também foram selecionados vinhos franceses de alto valor.

Preparativos começaram dias antes

As mensagens indicam que Vorcaro acompanhou pessoalmente os preparativos para o almoço e tratou diretamente com o chef José Maria Meira. Três dias antes da recepção, o cozinheiro foi informado de que deveria preparar uma refeição especial para Moraes.

Em uma das mensagens, o chef perguntou se havia alguma recomendação específica para o cardápio e listou possibilidades: “Posso deitar o cabelo… kkkk trufa, caviar, vieiras, foie, wagyu”. Na sequência, afirmou: “Se tiver alguma recomendação especial me avisa aqui! Casa Vorcaro está sempre pronta!!!”.

Vorcaro também demonstrou preocupação com a apresentação da mesa. Ao saber que latas de caviar beluga seriam colocadas à disposição dos convidados, questionou se a escolha poderia transmitir excesso de ostentação. “Essas latas de caviar já na mesa não tá deixando muito pomposo, não? Quero almoço espetacular, mas sem forçar a barra de aparecer. Não sei. Era melhor levar na hora”, escreveu.

O chef respondeu: “Não, príncipe, fica em paz. Vou levar na hora. Tirei [a foto] só pra você entender a experiência. (…) Deixa comigo. Estou inspirado hoje”.

As conversas, de acordo com o Globo, mencionam ainda a preocupação em obter ingredientes específicos, entre eles trufas brancas. De acordo com as mensagens, o chef explicou que o produto poderia custar até R$ 24 mil o quilo.

No caso dos vinhos, Vorcaro participou diretamente da seleção das garrafas. Ao ser informado de que algumas safras disponíveis eram antigas, questionou: “Não tem mais antigo?”. Em seguida, orientou a escolha de um “branco 1983”.

Entre os rótulos mencionados estão Château Mouton Rothschild e Château Cheval Blanc, além de outros vinhos de alto valor. O objetivo, segundo as conversas, era definir previamente quais garrafas seriam servidas durante a recepção.

Orientação para evitar o nome de Vorcaro

Além das decisões sobre comida e bebidas, Vorcaro pediu que seu nome não fosse mencionado durante o encontro. “Outra coisa, evitar falar nome, até o meu, pra não constranger o convidado principal. Só se ele perguntar algo de mim aí pode falar normalmente. Mas, caso contrário, deixa o momento ser algo como se fosse dele perante os demais convidados. Assim, evita constrangê-lo”, escreveu ao chef.

As mensagens também mostram que o banqueiro se referiu a Moraes como seu “convidado mais importante até hoje” durante a preparação do almoço. As mensagens ainda tratam da logística da recepção e do transporte necessário para o evento.

Recepção durou cerca de quatro horas e meia

Depois do encontro, o chef relatou a Vorcaro que a recepção havia transcorrido conforme o planejado. “Missão dada, missão cumprida”, escreveu, acrescentando que os convidados estavam “no charuto”.

A conversa indica que o almoço durou aproximadamente quatro horas e meia. O chef também enviou uma fotografia em que aparece ao lado de Moraes e fez um comentário sobre o registro. Além do serviço durante a refeição, Vorcaro autorizou que uma caixa de vinhos fosse entregue aos convidados. “Pode fazer. A caixa. E dar de presente sim”, respondeu ao ser consultado sobre a possibilidade

Disputa Lula x Flávio fica mais acirrada na reta final

Carlos Eduardo Bellini Borenstein

Cientista Político da Arko Advice Pesquisas

carloseduardo@arkaodvice.com.br

As pesquisas Nexus e Quaest divulgadas hoje (28) mostram um cenário parecido na eleição ao Palácio do Planalto. A distância entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) é de cinco pontos percentuais na menção estimulada de primeiro turno. Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio estão tecnicamente empatados. 

Segundo a Nexus, no primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto contra 37% de Flávio. No segundo turno, o presidente aparece com 46% contra 44% do senador, cenário de empate técnico por conta da margem de erro – dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na Quaest, no cenário de primeiro turno, Lula aparece com 39% contra 34% de Flávio. No segundo turno, ambos empatam em 42% das preferências. 

Este maior acirramento da eleição tem relação com o impacto das medidas populares anunciadas por Lula, gerando impacto em três segmentos do eleitorado: mulheres; população com renda mensal de até 2 salários mínimos; e beneficiários do programa Bolsa Família. 

Segundo a Quaest, entre o eleitorado feminino, o presidente oscilou positivamente dois pontos (44% para 46%) em relação a semana passada. Nesse segmento, Flávio ficou estável (37%). Apesar das variações estarem dentro da margem de erro, vale observar que nos últimos 15 dias, Lula cresceu cinco pontos (41% para 46%) enquanto Flávio oscilou negativamente um ponto (38% para 37%). 

No segmento com renda mensal de até dois salários mínimos, a vantagem de Lula para Flávio em relação à última semana cresceu de 22 pontos (52% a 30%) para 26 pontos (55% a 29%). 

Entre os beneficiários do programa Bolsa Família, quando comparamos os números em relação a semana passada, a vantagem de Lula sobre Flávio subiu de 26 pontos (56% a 30%) para 32 pontos (59% a 27%).

O avanço de Lula entre as mulheres; população com renda mensal de até 2 salários e beneficiários do programa Bolsa Família podem ser atribuídas a repercussão positiva das seguintes medidas: reajuste de 15% do Bolsa Família (aprovada ou considerada uma ideia por 59% dos entrevistados); restrição às apostas online (62%); e disponibilização na rede SUS de canetas emagrecedoras (58%).

Mesmo lançando mão dessas medidas, a desaprovação de Lula (49%) segue maior que a aprovação (46%). Além disso, a disputa com Flávio permanece em um quadro de empate técnico.

Nesta reta final da campanha, a aproximação entre Lula e Flávio no primeiro turno tende a continuar por dois aspectos: 

1) Parte dos eleitores que declaram voto em Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), concentrando de 8 a 10 pontos percentuais, podem optar pelo voto útil em direção à Flávio Bolsonaro nos últimos dias de campanha ao perceberem que seus candidatos não são eleitoralmente viáveis; e

2) A abstenção é mais adversa a Lula, pois nas últimas eleições foi maior entre os segmentos de menor renda e escolaridade

Embora a tendência seja que a eleição presidencial tenha dois turnos, o resultado do primeiro turno terá um grande peso no rumo do segundo turno. Caso Lula termine o primeiro turno contra uma vantagem inferior a 5 pontos percentuais, crescem as possibilidades de Flávio ultrapassá-lo no segundo turno, pois, de acordo com a Quaest, cerca de 70% dos eleitores de candidatos posicionados “fora da polarização” pendem para Flávio no segundo turno. 

Em uma disputa com esse grau de acirramento, detalhes podem fazer a diferença. O debate da Rede Globo, marcado para a próxima quinta-feira (01/10), é um deles. Flávio Bolsonaro confirmou que irá participar, desafiando Lula a fazer o mesmo. Por ora, o presidente resiste em comparecer. Esse debate adquiriu a importância do histórico debate de 1989 entre Collor e Lula, vencido por Collor, e também decisivo naquela eleição. 


Outra variável importante é a mobilização das campanhas. Em um pleito em que os eleitores estão desmotivados, quem conseguir levar mais eleitores às urnas tende a levar vantagem. 


Hugo Motta tmbém é "irmão para sempre" de Daniel Vorcaro

 Da mesma forma que David Alcolumbre, presidente do Senado, que agora se fechou em copas, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, também se declarou " amigo" e "irmão para sempre" do banqueiro Daniel Vorcaro, mas não costumava declarar juras de amor, como Alcolumbre fazia. Isto tudo é o que fica evidenciado nas conversas extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Elas mostram diálogos em que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), chega a propor ao ex-banqueiro um “formato em sociedade”, na operação de compra de um terreno na Paraíba que estava no nome da cunhada do parlamentar. No período, a cunhada de Motta fez um empréstimo de R$ 22 milhões com o banco para comprar um loteamento.“Boa noite amigo! Td bem? Desculpa incomodar no sábado, estou aqui reunido com o pessoal para finalizar a negociação de compra da área aqui de JP. Conforme falamos, já temos os documentos assinados passando a empresa para minha cunhada ela iniciou a negociação com a Adriana mas acredito que ela não tá sabendo do formato de sociedade que ficou combinado”, diz Motta, na mensagem.No dia 15 de março, Motta chama o dono do Master de amigo e diz que estava “passando para agradecer a confiança e a parceria”. “Deu tudo certo a tempo de cumprir o contrato. Depois vamos marcar uma conversa para traçar os próximos passos, acredito que vamos ter êxito no projeto! Forte abraço!”, afirma. A quantia paga pelo terreno foi de R$ 45 milhões, mas o valor fiscal dele é de R$ 101 milhões, de acordo com as matrículas do imóvel.

Vorcaro devolve também chamando-o de amigo e diz: “Muito feliz de estarmos juntos! Te admiro muito e esse é o início de uma parceria de vida”.

O conteúdo das mensagens foi divulgado nesta segunda-feira (28), pelo site Fatos Online, e confirmado pela Folha. As conversas, que começam em 9 de março de 2024;

Hugo Motta e David Alcolumbre são fortes apoiadores da candidatura de Lula, PT.

Os diálogos também apontam que, em novembro do mesmo ano, Vorcaro teria pedido auxílio ao presidente da Câmara sobre um projeto de lei de carbono, já que este lhe encaminhou mensagens que recebeu com informações sobre o texto aprovado no Senado.

As conversas ainda mostram uma menção, no dia 23 de março, sobre o FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Motta diz a Vorcaro: “Quando puder lembra de pedir a seu pessoal o estudo daquele assunto do FGC, se vc for a Brasília essa semana podemos voltar a falar para ver onde podemos tentar encaixar esse assunto”.

Além disso, sugerem que Vorcaro colocou uma aeronave à disposição de Motta, em 27 de abril de 2024, quando este lhe perguntou de onde sairia o avião que o levaria de Guarulhos para Brasília. “Já vai estar te esperando”, respondeu o banqueiro.


Dica do editor - Saiba como é e como funciona o Distrito de Inovação de Porto Alegre

Vale apenas ver o trabalho animado que a prefeitura de Porto Alegre publica sobre o Distrito de Inovação de Porto Alegre. Veja o link. Trata-se de um território inteligente de 258 hectares localizado no tradicional 4º Distrito da capital gaúcha, criado para transformar a antiga zona industrial em um polo de tecnologia, sustentabilidade e economia criativa.

Principais Características
• Localização e Extensão: Fica em uma área estratégica delimitada por avenidas como a Farrapos e a Voluntários da Pátria.
• Ecossistema Ativo: Reúne empreendimentos-âncora de revitalização, como o Instituto Caldeira, o Nau Live Spaces, o 4D Complex House e o Vila Flores.
• Investimentos: Conta com projeções de aportes superiores a R$ 1 bilhão voltados para inovação urbana, melhorias de drenagem contra cheias e requalificação de espaços públicos.

A iniciativa é impulsionada por parcerias público-privadas e conta com uma plataforma digital oficial de inteligência urbana com mapas em 3D e indicadores para atrair novos negócios e talentos para a cidade

Artigo, especial, Guilherme Volpi, CEO da Soften Sistemas - Reforma Tributária chega à primeira prova de fogo para as empresas

Depois de mais de dois anos de debates, emendas e resoluções, a Reforma Tributária do Consumo chegou ao momento em que toda empresa brasileira precisa parar, olhar para o próprio cadastro fiscal e tomar uma decisão concreta. Não é mais uma questão de acompanhar notícias, mas de prazo, e o prazo é este mês.

Entre 1 e 30 de setembro de 2026, o Comitê Gestor do Simples Nacional abriu, pela primeira vez na história do regime, a opção pelo Simples Nacional do ano seguinte. Empresas que querem ingressar no regime em 2027, ou que foram excluídas e desejam retornar, precisam formalizar o pedido dentro dessa janela, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027. Quem já é optante não precisa repetir a escolha, mas isso não significa que setembro passe em branco para essas empresas, já que pendências cadastrais e fiscais em aberto podem comprometer o enquadramento, e regularizar tudo isso dentro do próprio sistema, com dados confiáveis, é tarefa que não se resolve da noite para o dia.

A segunda decisão é ainda mais estratégica, porque no mesmo período, cada empresa do Simples precisa definir como vai recolher o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), a partir de 2027, dentro da guia única do DAS, como acontece hoje com os demais tributos, ou "por fora", pelo regime regular e não cumulativo, com direito a geração de créditos para quem compra dela.

É a diferença entre manter a simplicidade operacional de sempre ou abrir mão de parte dela em troca de competitividade em cadeias que dependem de crédito tributário. Não existe resposta única, existe a resposta certa para o modelo de negócio de cada cliente, e essa resposta depende de dados de faturamento, de perfil de clientes e de simulação, não de intuição.

Há ainda uma terceira mudança, menos comentada, mas com impacto direto sobre qualquer ERP: a partir de 2027, o regime de caixa deixa de existir para fins de apuração do IBS e da CBS. A base de cálculo passa a ser a receita auferida, no momento em que a operação acontece, e não mais a receita efetivamente recebida. Para empresas que vendem a prazo ou parcelado, isso altera o instante em que o tributo nasce dentro do sistema, e qualquer ERP que ainda calcule por caixa vai gerar números errados a partir de janeiro.

Por que isso é conversa de ERP, e não só de contador

É tentador tratar setembro como "assunto do contador", mas as três decisões acima só se sustentam se o sistema de gestão por trás delas estiver preparado, com o cadastro fiscal atualizado e sem pendências, motor de cálculo pronto para operar em dois regimes simultâneos (Simples por dentro e IBS/CBS por fora, quando for o caso), lógica de reconhecimento de receita ajustada à apuração por competência, e rastreabilidade suficiente para que o contador valide cada opção com segurança antes do fim do mês.

Quando o ERP, o módulo fiscal, o financeiro e o contador falam a mesma língua, setembro deixa de ser um mês de correria e vira só mais um ciclo de decisão bem informada. Quando não falam, o risco não aparece agora, mas em janeiro de 2027, na forma de guia errada, crédito perdido ou exclusão indevida do regime.

É uma reforma que exige que sistema, dados e pessoas estejam sincronizados no momento exato em que a decisão precisa ser tomada, e esse momento, para milhares de empresas brasileiras, é agora. É fundamental estar atento e chegar a 30 de setembro com a opção certa já simulada, o cadastro em ordem e o contador com os dados que precisa para assinar a decisão com segurança.

A Reforma Tributária vai se estender por anos, mas a primeira prova real de que empresa, contador e sistema estão preparados para ela acontece agora, em setembro de 2026.

Sobre Guilherme Volpi

É CEO e fundador da Soften Sistemas, com mais de 20 anos de experiência em gestão, tecnologia e estratégia de negócios. Especialista em planejamento estratégico e inovação aplicada à gestão empresarial, atua na liderança de projetos voltados à eficiência operacional, transformação digital e crescimento sustentável, acompanhando de perto as mudanças do mercado e os desafios da modernização das empresas brasileiras.

Sobre a Soften

Fundada em José Bonifácio (SP), em 2002, a Soften é uma referência em soluções de gestão estratégica (ERP) para pequenas e médias empresas em todo o Brasil. Composta por um time de 139 colaboradores, a companhia une a agilidade de uma cultura jovem à solidez de quem entende os desafios reais do mercado B2B, atuando em verticais como varejo, indústria, logística e serviços.

O diferencial da Soften está na convergência entre a tecnologia de ponta — com investimentos robustos em Inteligência Artificial para eficiência e análise de dados — e o atendimento humanizado. Diferente do padrão de mercado, a empresa prioriza o suporte e treinamentos conduzidos por pessoas, garantindo que a inovação seja uma ferramenta de aproximação e não de distanciamento.  






 




 



7 de cada 10 gaúchos estão comprando menos, mostra pesquisa da Quaest

 De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisas de Opinião (IPO), 74,8% dos gaúchos afirmam estar comprando menos do que há um ano.

Principais Dados da Pesquisa
Nível de consumo: 74,8% compram menos, 15% mantiveram o patamar e apenas 9% compram mais.
Comparação nacional: O índice de pessimismo no Rio Grande do Sul é superior à média do país, que registra 69% no levantamento da Quaest utilizado como parâmetro.
Fatores principais: O alto custo dos alimentos, o comprometimento da renda com dívidas, inadimplência e gastos com apostas (bets).
Regiões: A área de Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Rio Pardo lidera a percepção negativa com 90,2%, impulsionada também pelos reflexos de enchentes recentes. Ijuí (78,4%) e Uruguaiana (78,1%) também se destacam.
Demografia: A retração no consumo é maior entre mulheres (77%), pessoas de 35 a 44 anos (81,5%) e quem ganha de 1 a 2 salários mínimos (77,4%). O corte atinge itens como cuidados pessoais e estética antes de outros gastos.

Artigo, especial - As canetas dos donos da lei

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

O Brasil não é uma terra sem lei. A lei existe e está publicada. O problema começa quando autoridades encontram espaço para interpretá-la conforme o caso, o momento e a instituição. Aos poucos, o país acumula versões particulares da mesma Constituição.

Na mais alta corte, um juiz decide o que outro pode ou não investigar. Relatórios da Polícia Federal sobre mensagens, encontros e contratos milionários com um banqueiro preso viram disputa de pauta, pedido de vista e adiamento. O mérito fica para depois.

Essa discussão vem de longe. No governo Bolsonaro, Alexandre Ramagem foi nomeado para a Diretoria-Geral da Polícia Federal. O decreto saiu no Diário Oficial e a posse estava marcada. Horas antes, um ministro do Supremo suspendeu a nomeação.

Na pandemia, o alcance aumentou. O Supremo reconheceu a competência de Estados e municípios para adotar medidas sanitárias por conta própria. Lockdown, comércio e circulação passaram também aos governos locais. Depois veio a constitucionalidade da vacinação compulsória, com possibilidade de restrições.

A discussão chegou aos processos seguintes. No caso de Jair Bolsonaro, o mesmo ministro relata cautelares, determina prisão domiciliar, converte em preventiva e acompanha a execução: tornozeleira, celular, visitas e novos despachos. Investigação, julgamento e cumprimento orbitam o mesmo gabinete.

Poucos anos antes, o tribunal reviu seu entendimento sobre prisão após segunda instância. Lula deixou a prisão, recuperou os direitos políticos e voltou a disputar a Presidência. Uma mudança de interpretação interferiu diretamente na política brasileira.

O caso Roberta Luchsinger leva a questão para a transparência. A lobista, amiga de Lulinha, esteve dezenas de vezes em ministérios e no Planalto, e boa parte desses encontros não apareceu nas agendas oficiais. Mensagens atribuídas a ela mencionam voo da FAB, “avião do Lula”, a casa do pai de Fábio e o Palácio. Há registros de entrada e fotos. Lula afirma que nunca conversou com ela. O governo diz que os encontros admitidos ocorreram dentro das normas. Fica difícil entender uma agenda oficial que deixa tantas passagens pelo coração do governo fora dela. As descobertas da PF e as mensagens do celular da lobista contam uma história inconveniente para o Planalto.

A última semana trouxe dois novos capítulos. O TSE determinou a retirada de publicações que afirmavam que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. André Mendonça considerou a informação falsa, Flávio Dino derrubou a decisão e determinou o restabelecimento das publicações, citando liberdade de expressão e religiosa, mesmo estando claro que se trata de fakenews. 

As bets também descobriram o tamanho da segurança oferecida por uma autorização estatal. Empresas pagaram outorgas e receberam licenças de cinco anos. Às vésperas da eleição, uma canetada muda tudo. 

A excepcionalidade virou rotina. Surge uma interpretação para cada caso. Isso expõe a insegurança de quem depende de regras previsíveis.

Quem abre uma empresa, assina um contrato ou ocupa um cargo precisa conhecer a lei. No Brasil, precisa conhecer também quem vai interpretá-la.

Temos Constituição, códigos, decretos e jurisprudência para encher bibliotecas. E uma capacidade impressionante de encontrar uma leitura conveniente quando o caso chega ao andar de cima.

No fim, o Brasil não é um país sem leis, o problema é o excesso de canetas nas mãos de quem se julga acima delas.

Dica do editor - Novo teste inglês identifica tumor cerebral em menos de 2 horas. Saiba de que se trata.

 Um novo teste genômico consegue identificar o tipo de tumor cerebral em menos de duas horas, reduzindo um tempo de espera que antes podia chegar a oito semana. Criado por pesquisadores do Centro de Excelência em Pesquisa de Tumores Cerebrais da Universidade de Nottingham, no Reino o  exame analisa o material genético de uma pequena amostra de tecido coletada durante uma biópsia ou cirurgia, usando uma máquina de sequenciamento portátil (do tamanho de uma caixa de sapatos) da Oxford Nanopore para ler as moléculas de DNA.O Serviço Nacional de Saúde (NHS) da Inglaterra está testando o método em cinco centros especializados para avaliar sua eficácia.Vantagens do diagnóstico rápido

Decisão em tempo real: o cirurgião recebe o resultado exato ainda com o paciente na mesa de operação.Preservação saudável.

Estadão detona Flávio Dino

 Com sua decisão política de confrontar o TSE e restabelecer fake news contra Flávio Bolsonaro, o ministro deixa claro que não há limites para ajudar a campanha do chefão petista.

Foi exclusivamente política a decisão que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou ao derrubar uma ordem do ministro André Mendonça, na condição de vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para remover publicações em redes sociais que prejudicavam o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.

Dino atropelou competências de maneira monocrática e atuou de forma escancarada como militante da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Nada surpreendente, diante da baderna judicial à qual infelizmente o País já começa a ficar habituado, graças à irresponsabilidade de uma parte dos ministros do Supremo.

Na sexta-feira passada, o ministro André Mendonça mandou tirar do ar 1.125 publicações segundo as quais Flávio Bolsonaro, na condição de senador, havia apoiado um projeto de lei para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de “padroeira do Brasil”. A informação, inverídica, foi criada e difundida por perfis de esquerdistas.

Pode-se até discutir se o TSE deveria ter derrubado as publicações, à luz da garantia constitucional da liberdade de expressão e também à luz da autonomia do eleitor, mas o que é indiscutível é a competência da Justiça Eleitoral para fazê-lo – e de modo célere, se entender que as publicações podem desequilibrar a disputa eleitoral.

O ministro Flávio Dino, recorde-se, é o mesmo que ignorou as garantias constitucionais do sigilo da fonte e da liberdade de imprensa ao usar seu poder para perseguir um jornalista do Maranhão, seu reduto político, por ter publicado notícias das quais ele não gostou.

Recorde-se também que o ministro Flávio Dino jamais disse uma única palavra contra as inúmeras decisões arbitrárias de seu colega Alexandre de Moraes contra bolsonaristas suspeitos de “golpismo”, incluindo censura e suspensão de perfis em redes sociais.

Logo, sua súbita conversão em paladino da defesa da liberdade de expressão é apenas cínica.

Nada disso pode ser lido fora do contexto da sangrenta rinha de galo em que o Supremo mergulhou, opondo lulistas e bolsonaristas. Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula e fidelíssimo escudeiro do presidente, foi colocado no STF porque, nas palavras do petista, tem “cabeça política”.

E ele não vem decepcionando: está na linha de frente na defesa dos interesses de Lula no tribunal, sobretudo quando se trata de confrontar os ministros indicados por Jair Bolsonaro – André Mendonça e Kassio Nunes Marques.

O resultado disso é que, de uns tempos para cá, quase todas as decisões importantes emanadas da Corte são entendidas como resultado de confronto político, e não jurídico. A Constituição é mera figurante nessa confusão. Nos votos dos ministros, a hermenêutica é exclusivamente política, e o que resta aos cidadãos é procurar entender quem ganha e quem perde com esta ou aquela sentença.

Às favas a jurisprudência.

É evidente que isso desmoraliza ainda mais o Judiciário, já bastante desacreditado, como indicam claramente inúmeras pesquisas de opinião. Ministros que só se preocupam com o horizonte eleitoral colaboram de modo decisivo para arruinar a necessária imagem de imparcialidade e prudência que o Supremo, mais do que qualquer outro tribunal, deveria ter.

Hoje, já é possível dizer que o Supremo, tal como desenhado na Constituição, está definitivamente arruinado.

Para piorar, mais uma vez o País está perdendo tempo e energia com temas absolutamente inúteis para o futuro, empobrecendo ainda mais uma campanha eleitoral que já não despertava grande interesse por sua absoluta indigência.

Na prática, a consequência desse irrelevante caso de fake news contra Flávio Bolsonaro será a confirmação, de resto desnecessária, de que os agentes de Lula no Supremo não medirão esforços para eleger o chefão petista – uma clara aposta na manutenção do atual estado de coisas e na nomeação de mais ministros que tornem o bloco lulopetista no Supremo imbatível.

O problema é que se trata de algo tão escandalosamente claro para todos que o tiro pode acabar saindo pela culatra.

Opinião do editor - Flávio Dino testa a resistência

A decisão do ministro Flávio Dino, STF, de assegurar a fake news sobre Nossa Senhora Aparecida, revogtando ordem de censura do ministro André Mendonça, significa uma intervenção de fato no processo eleitoral do TSE.

É golpismo. Dino testa a resistencia.

Foi no âmbito do TSE que Mendonça falou.

A decisão sem competência de Flávio Dino tem estes aspect5os nocivos, segundo Alexandre Ramagem.

- desfez a tutela da Justiça Eleitoral em representação em curso no TSE;
- ordenou ao TSE e às plataformas o restabelecimento do conteúdo;
- usou reclamação do STF (autuada no Paraná) como via para cassar decisão nacional eleitoral;
- não remeteu o caso de volta ao TSE para o colegiado eleitoral reapreciar o mérito do fato falso.

Um ministro do STF, monocraticamente, decidiu entrar no lugar do TSE no que a Constituição reservou à Justiça Eleitoral em ano de eleição: propaganda, desinformação e tutela de urgência do pleito.

A presidência do STF e do TSE vão ficar inertes?

Leia o que escreveu sobre isto o jornalista Claudio dantas.

Claudio Dantas

@claudio_dantas_

Dino é menos inteligente do que pensa. Sua decisão truculenta servirá para deixar cada vez mais evidente a fake news do PT.
Se dermos sorte, a campanha recorrerá ao plenário e outra sessão de horrores ajudará a enterrar de vez a candidatura de Lula.

ER Sfoplgo Sachsida.

Adolfo Sachsida
@ASachsida

O STF inaugurou uma nova jurisprudência hoje. Depois dos sucessos “A Constituição proíbe a censura, mas vou liberar assim mesmo” e “A Constituição protege o sigilo da fonte, mas vou violar assim mesmo” vem aí o novo hit “Fake News não pode, mas vou liberar assim mesmo”

Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Golpe à vista

- O autor é escritor e advogado, RS.

Senhores Governadores de Estados salvem o Brasil do golpe da duadrlha esquerdista, que tentar anular a eleição de presidente da República. 

Preparem suas tropas militares e policiais civis.

Sigam o exemplo da Campanha da Legalidade de agosto e setembro de 1961, no RS. 

Líderem uma ampla ampla mobilização cívico militar.

No caso da eleição de Flávio  Bolsonaro não há motivo ideológico para veto militar, como aconteceu com o Jango, acusado de ligações com o comunismo.

A Campanha da Legalidade teve à frente o gov. Leonel Brizola.

Liderou com a Brigada Militar e o povo, que atendeu o seu chamamento.

Naquela época os gaúchos tinham sangue nas veias e a bravura dos guerreiros Farrapos. 

Aconteceu uma extraordinária mobilização popular que uniu a sociedade em defesa da ordem democrática e da Constituição. 

Resta saber, quando o Lula consultar o alto comando militar,  se pode aplicar o art.142 da CF. 

Se será autorizado diante de uma "narrativa"falsa de necessidade de garantia  da lei e da ordem (GLO) e contra ameaça de intervenção do exterior forjadas, o que dirão? De que lado estarão?

Caxias, 27.09.2026

Bets ou Mega-Sena: para o brasileiro endividado, a conta continua chegando

O governo diz que precisa proteger o brasileiro dos riscos das bets. Mas existe uma pergunta incômoda: se apostar pode comprometer o orçamento familiar, por que o próprio Estado estimula há décadas uma indústria de loterias que movimenta bilhões de reais ?

Em 2025, as Loterias CAIXA arrecadaram mais de R$ 25,9 bilhões. Desse total, aproximadamente R$ 10 bilhões foram destinados a programas sociais. O argumento oficial é conhecido: uma parte da arrecadação volta para a sociedade por meio de saúde, educação, esporte, segurança e outras áreas.

Mas existe outro lado da história.

Para quem está com o orçamento apertado, R$ 5, R$ 20 ou R$ 100 gastos em apostas continuam sendo dinheiro que saiu do bolso. O destino posterior da arrecadação, seja para o governo, seja para programas sociais, não devolve esse dinheiro ao consumidor que perdeu a aposta.

A Mega-Sena movimentou cerca de R$ 11,2 bilhões em 2024, enquanto a Lotofácil movimentou aproximadamente R$ 7,4 bilhões. Somadas, as duas modalidades representaram cerca de R$ 18,6 bilhões em vendas.

Ao mesmo tempo, o governo endurece o discurso contra as bets, especialmente diante dos problemas associados ao comportamento compulsivo e ao comprometimento da renda.

Uma pesquisa Datafolha realizada em 2026 mostrou que 7% dos brasileiros adultos fazem atualmente apostas em bets ou jogam em cassinos online. Entre os que apostam ou já apostaram, 35% afirmaram que já comprometeram suas finanças para apostar.

Outro estudo encontrou aumento de 20% na inadimplência entre pessoas que começaram a apostar online, além de aumento de 38,7% nos atrasos de cartão de crédito.

Esses números são preocupantes.

Mas também levantam uma questão para o poder público: Por que o problema é tratado de maneira tão diferente dependendo de quem explora o jogo?

Quando uma pessoa perde dinheiro em uma bet, o discurso é de preocupação com endividamento, proteção do consumidor e saúde financeira.

Quando ela perde dinheiro na Mega-Sena ou na Lotofácil, o mesmo dinheiro pode ser contabilizado como arrecadação das loterias e fonte de recursos para políticas públicas.

É verdade que existe uma diferença importante: as loterias federais têm regras específicas de distribuição da arrecadação e destinam recursos legalmente definidos para diversas áreas sociais. Isso não ocorre da mesma maneira nas bets.

Mas há uma questão que não deveria ser ignorada: Para o cidadão que perdeu dinheiro, a perda continua sendo perda.

Se ele gastou R$ 100 que precisava para pagar uma conta, pouco importa se o dinheiro foi para uma loteria federal ou para uma plataforma de apostas: aqueles R$ 100 não estão mais no orçamento da família.

Isso não permite afirmar que Mega-Sena e bets produzam exatamente o mesmo nível de endividamento, as pesquisas disponíveis não sustentam essa equivalência. Mas permite questionar a coerência de uma política pública que reconhece os riscos econômicos das apostas privadas enquanto mantém uma gigantesca indústria de jogos administrada pelo próprio Estado.

A pergunta que fica é simples: o Estado está protegendo o cidadão do jogo ou simplesmente escolhendo quais jogos pode explorar?

Esse é o debate que precisa ser feito.


Exortação ao SINDIFISCO NACIONAL

Marcus Vinicius Gravina

OAB-RS 4.949

Nunca imaginei que algum dia eu me colocaria ao lado dos agentes públicos fiscais da arrecadação do nosso dinheiro.  

Pois, encontrei um bom motivo para isto. Os Auditores Fiscais estão sendo escorraçados por um inimigo comum do povo brasileiro, abrigado, covardemente, em uma fortaleza: o STF. 

Ministro do STF não goza de imunidade fiscal. É um dos raros casos em que se exige a apresentação prévia da declaração de bens e rendas para o exercício de função no Poder Judiciário, ou seja, no STF.  Além disso, deve se comprometer com a declaração de ajuste anual do Imposto de Renda (IRPF). 

O ajuste anual é para que o TCU acompanhe a evolução patrimonial dos ministros. 

Não é somente de notável saber jurídico e de conduta ilibada que o sabatinado pelo Senado - indicado pelo presidente da República -  precisa demonstrar e comprovar.

Prestem atenção ao artigo 1º, inc. V, da Lei Federal 8.730/1993: “ É obrigatória a apresentação de declaração de bens, com a indicação de fontes de renda NO MOMENTO DA POSSE...” 

Continua a lei dizendo que a relação dos bens deve conter,  pormenorizadamente, os bens imóveis, móveis, semoventes, títulos e valores imobiliários, direitos sobre veículos automóveis, embarcações ou aeronaves e dinheiro ou aplicações que no país ou no exterior constituam separadamente o patrimônio do declarante e de seus dependentes. 

Ainda, os bens serão declarados, discriminadamente, pelos valores da transferência da propriedade, concomitantemente de seus valores venais. 

O valor da aquisição dos bens existentes no exterior será declarado na moeda do país a que estiverem localizados. 

Atenção redobrada no que vem a seguir: “ A não apresentação da declaração por ocasião da posse, implicará a não realização do ato de posse ou em sua nulidade, se celebrado sem o requisito essencial da apresentação da declaração de bens.“  Há mais a hipótese de implicação de crime de responsabilidade. 

A obrigação imposta a quem quiser ser ministro do STF não configura violação de intimidade, sigilo fiscal, bancário ou exposição de informações pessoais. 

PARTE II – Obrigação do TCU e suas Instruções Normativas.

O TCU, para a mesma lei, não será apenas o depositário das Declarações dos ministros indicados ao STF pelo presidente da República.  O legislador ordenou-lhe a missão de acompanhar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). 

Anualmente, até o prazo de 30 dias após a data limite fixada pela Receita Federal para a entrega da DIRPF, o TCU deverá ter acesso às declarações dos ministros. 

O ministro obriga-se, no ato da posse, a autorizar o TCU - com validade para todo o mandato - a requisitar da Receita Federal a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física de cada ministro do STF.   

Sua missão é reportar-se, quando solicitado ou por iniciativa própria  ao  Congresso Nacional, especialmente ao Senado. Trata-se de um órgão público que age como auxiliar do Congresso em situações atípicas de oscilação para maior do patrimônio dos ministros. Sem esta ação conjunta a um poder maior,  como é o Congresso Nacional, sua competência “dá xabu”.  

PARTE III  -  Prepotência espantosa

Sem o mínimo respeito ao Devido Processo Legal, quatro agentes estão sendo investigados cumprindo restrições de mobilidade e forçados a usarem tornozeleiras. Nada foi provado contra eles. 

Agiu corretamente o presidente do Sindicato dos Agentes Fiscais ao se pronunciar contrário ao abuso de poder de um ministro do STF. 

Os Agentes do TCU têm tudo a aprender com a atitude altiva do presidente do SINDIFISCO NACIONAL. 

Os Sindicatos dos Agentes Fiscais da Receita Federal, sobre a declaração de bens e rendas dos ministros do STF, podem dar a resposta a perseguição aos quatro agentes da Receita Federal, dirigindo-se ao Senado Federal para saber se o TCU está cumprindo o seu dever diante da Lei 8.730/1993 e suas Instruções Normativas, a começar pela de n.87/2020.

Os cidadãos brasileiros têm o direito de conhecer a declaração de bens dos ministros do STF.  A Lei Especial veio para este fim. 

Em Instruções Normativas recentes do TCU inovou-se o processo de recebimento de cópia da declaração de bens na forma impressa ou digitalizada. Agora pode ser por envio do Sistema e-DBR desenvolvido pelo TCU. 

É muito grave o que foi exposto, em síntese, neste artigo. Os ministros que, por qualquer razão, deixaram de cumprir com a obrigação da citada lei, podem estar funcionando ilegalmente no STF, sujeitando seus votos a declaração de nulidade e eles próprios a crime de responsabilidade.

Este artigo segue a lógica de um adágio popular, face a insistência do autor: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. 

Caxias do Sul, 23.02.2026

Governo volta a subsidiar para manter diesel abaixo do custo

  Noutra medida eleitoreira às vésperas das eleições, o governo Lula, PT, publicou nessa sexta-feira, em edição extra do Diário Oficial da União, uma portaria que assegura a manutenção da subvenção de R$ 2,12 por litro ao óleo diesel.

De acordo com o ministério, a continuidade da subvenção se deve à persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.

“Como a MP 1.363/2026 encerra sua vigência em 26 de setembro, o Ministério da Fazenda ajustou a portaria para que, a partir de 27 de setembro, o valor de R$ 2,12 por litro passe a ser estabelecido integralmente”, justificou a pasta.

Histórico

O ministério lembra que a subvenção ao diesel foi criada inicialmente tendo como valor R$ 1,12 por litro. “Posteriormente, diante do agravamento do cenário externo, a MP 1.391 autorizou o Ministério da Fazenda a definir, por ato próprio, o valor da subvenção ao diesel”, acrescentou.

Com base nessa autorização, o ministério fixou uma subvenção adicional de R$ 1 por litro, elevando o valor total para R$ 2,12.

Em nota, a Fazenda informou que a nova portaria não aumenta a subvenção, e que o objetivo é assegurar a manutenção do valor atualmente praticado diante da persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.

Dica do editor - Saiba por que a bebida energética Celsius faz tanto sucesso

O crescimento explosivo da bebida energética Celsius tornou-se um fenômeno entre atletas, praticantes de atividades físicas e jovens, mas o seu consumo diário acendeu um sinal de alerta entre os profissionais de saúde.O produto é comercializado com a promessa de ser um "termogênico que acelera o metabolismo e queima gordura", mas nutricionistas alertam que não existe milagre: o verdadeiro motor por trás desse efeito é uma dose massiva de cafeína combinada com outros estimulantes.Por que os atletas adoram ?Aumento de energia rápido: uma única lata de Celsius convencional contém 200 mg de cafeína (a versão Celsius Heat chega a 300 mg). Para comparação, uma xícara de café tradicional tem cerca de 80 mg a 100 mg. Ao contrário dos energéticos tradicionais, o produto não contém açúcar, aspartame ou xarope de milho de alta frutose, sendo adoçado com sucralose. A bebida leva um complexo chamado MetaPlus, que inclui extrato de gengibre, semente de guaraná, taurina e extrato de chá verde (rico em EGCG), associados à queima de calorias.

O fim das bets pode ser o fim da linha do governo Lula

A apenas uma semana das eleições do dia 4 de outubro, o governo Lula, do PT, proibiu as bets no País. Ninguém mais pode apostar on line. A medida foi apressada e visa obter votos, mas ela desorganiza a economia e a vida das pessoas, sem sequer registrar período de transição. A fortíssima reação da economia ligada aos esportes é prova disto (leia mais, abaixo). Torcedores de clubes como Flamengo, Vasco e Grêmio, mas não só, viralizam com mensagens pedindo votos contra Lula. É um tiro no pé.

O deputado Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, diz com razão que o tigrinho e Lulinha são filhos de Lula da Silva.

É uma decisão demagógica, populista e safada, porque se trata das mesmas casas de apostas que ele regulamentou, taxou e transformou em fonte de receita bilionária.  Ora, por mais que Lula e seu entorno de mentirosos oportunistas digam o contrário, foi no seu governo, em 2023, que a atividade ganhou regras, licenças e tributação. O governo cobrou outorgas milionárias para deixar as casas operarem. E o dinheiro começou a entrar no caixa. Em 2025, segundo a Receita Federal, a arrecadação com apostas esportivas chegou a R$ 9 bilhões. Em 2026, só no primeiro semestre, outros R$ 7,3 bilhões entraram nos cofres. Dinheiro que foi contabilizado e usado para fechar contas.  

Enquanto o caixa engordava,  o tigrinho, o ratinho e o dragãozinho se instalavam no celular de milhões de brasileiros. O jogo virou hábito doméstico e ajudou a endividar todo mundo.

Endividamento familiar explosivo ? Ora, é fácil resolver na visão primária do lulopetismo: vamos fazer o Desenrola 1, 2 e agora o 3 e empurrar as dívidas de todo mundo com a barriga e neste caso do 3 com o próprio governo assumindo as dívidas. Haja dinheiro ? Nem Vorcaro tinha tanto. Afinal, o dinheiro do governo é do conjunto de todos os contribuintes brasileiros, mesmo dos que nada devem.

O mesmo setor que foi autorizado, regulado e tributado vira, de repente, um perigo urgente para a família brasileira. Até a imprensa registra o óbvio: a medida faz parte da estratégia eleitoral da reta final.

É uma farsa.

Se as bets representavam tamanho risco, por que a resposta só chega agora? O endividamento não começou nesta semana. Os relatos de dependência e ruína familiar já existiam enquanto o governo recolhia bilhões

E sobra a pergunta que o anúncio prefere esquecer: e as outras?  

O governo federal administra as maiores bets do Brasil. É o cso da Mega-Sena, da Lotofácil, da Quina e da Lotomia ? E o Tri-Legal do RS? Sem contar as plataformas estrangeiras que nunca pediram licença. Esses jogos sujos nunca pagaram um centavo de imposto e nunca se submeteram a nenhuma regra brasileira. Vão desaparecer por decreto? Ou simplesmente mudarão de domínio, de servidor e de forma de pagamento, continuando acessíveis a quem quiser?  

É tudo jogo de azar.

O que se vê é uma sequência cinicamente conveniente. O governo regulamentou, arrecadou bilhões e conviveu em silêncio com a expansão do vício. Depois, na reta final da disputa eleitoral, transformou a proibição em bandeira urgente de um problema que ele próprio alimentou. A arrecadação ficou nos cofres. O endividamento ficou nas casas. E as plataformas clandestinas seguem operando como se nada tivesse acontecido.  


Artigo, especial - Renato Sant'Ana - O bem de todos acima de tudo

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail releituras21@gmail.com


O fato é exemplar. Em 2022, a candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul Comandante Nádia, PP, desistiu da candidatura no auge da campanha. E o fez por um motivo nobre: "Política não é para covardes. Tem que ter coragem para entrar em campanha política. E tem que ter coragem para dizer que deu, que tem um bem maior a ser preservado", declarou ela.


Naquele ano, havia uma única vaga em disputa para o SArtigo, enado. Pesquisas indicavam que o representante das esquerdas, Olívio Dutra, PT, poderia ser eleito. E a decisão da Comandante Nádia foi uma iniciativa em favor da candidatura do Gal. Hamilton Mourão, que despontava como nome mais forte para vencer a esquerda e que, com efeito, se elegeu.


Olívio Dutra, de 81 anos, havia sido tirado do ostracismo por ser um dos quadros mais populares do PT. A narrativa, para o eleitor votar nele, que já estava retirado, foi a ficção do "mandato coletivo": os suplentes exerceriam junto com ele. Não colou. Se houvesse colado, esse "coletivo" estaria hoje no Senado somando esforços para impedir que o caso Master seja investigado e para blindar Lulinha, Roberta Luchsinger e todos os envolvidos no escândalo do INSS. Quer dizer, estaria formando fileira com a tropa de choque do Foro de S. Paulo, asfixiando o Brasil.


Mas a Comandante Nádia foi uma pedra no caminho desses extremistas. Sua decisão em 2022 ajudou a eleger um senador que, em 2026, toma posições enérgicas contra a recusa de Davi Alcolumbre (presidente do Senado) e seus "aliados" em investigar os escândalos do Master e do INSS.


Vale destacar. A Comandante Nádia não perderia nada, caso mantivesse a candidatura. Pelo contrário, seguiria na vitrine, sonho de consumo de todo político. No entanto, ela desistiu falando em "Não um projeto político, mas um projeto de nação" e "bem maior a ser preservado". Dá para supor que ela não só transferiu para Hamilton Mourão os votos que havia conquistado, mas também inspirou a reflexão doutros eleitores, que, imaginando as consequências, brecaram o tal coletivo.


Corta para 2026. Há duas vagas para o Senado. E são dois os candidatos da esquerda. Eles querem chegar lá para abafar qualquer escândalo que envolva o lulopetismo - como Master e INSS. Também se propõem a impedir a missão exclusiva do Senado que é conter eventuais abusos de membros do Supremo Tribunal Federal - e não só.


A direita, por seu lado, de há algum tempo, talvez do ano passado, tem dois nomes fortes: Van Hattem e Sanderson, deputados federais, homens corajosos e parlamentares combativos. E com a proeza de sobreviver na política, embora falem com franqueza o que pensam.


Por tudo isso, foi uma surpresa a aparição de outros três candidatos de direita, quando Van Hattem e Sanderson eram nomes postos. A eleição para o Senado não tem 2º turno. E ter vários nomes só serve para dividir os votos e correr o risco de não eleger ninguém. A quem interessa isso?


Quem observa o cenário e reflete, pensa no "bem maior a ser preservado" e lamenta a fragmentação. Para o rumo que o país vai tomar, é crucial a eleição para o Senado, inclusive por seu papel de restaurar a separação dos poderes, coisa que a esquerda não quer. A esquerda quer a ditadura socialista, o que implica poder centralizado. A pergunta aos candidatos não esquerdistas é: dá para pensar de modo estratégico em como sanear o Senado e, ao menos, iniciar à tarefa de passar o Brasil a limpo?


No discurso, todos são herois. Na prática é um pouco diferente. Isso não tem a ver com esquerda e direita. É a humanidade. Mas, que tal buscar coerência entre discurso e prática? O desafio de uma vida é transcender o autointeresse e viver por uma causa, dedicando ao menos uma parte de nós a servir aos demais. A Comandante Nádia, a quem não conheço, deu um grande exemplo. Seja o seu exemplo nossa inspiração.




Artigo, especial - A caçadaoportunista na véspera do voto

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

A uma semana da eleição, o governo proibiu as bets.  

As mesmas casas de apostas que ele regulamentou, taxou e transformou em fonte de receita.  

O movimento é simples de descrever — e difícil de engolir, sem ironia. Em 2023, a atividade ganhou regras, licenças e tributação. O governo cobrou outorgas milionárias para deixar as casas operarem. E o dinheiro começou a entrar no caixa. Em 2025, segundo a Receita Federal, a arrecadação com apostas esportivas chegou a R$ 9 bilhões. Em 2026, só no primeiro semestre, outros R$ 7,3 bilhões entraram nos cofres. Dinheiro que foi contabilizado e usado para fechar contas.  

Enquanto o caixa engordava,  o tigrinho, o ratinho e o dragãozinho se instalavam no celular de milhões de brasileiros. O jogo deixou de ser periferia e virou hábito doméstico. O salário sumia, a dívida crescia, o vício se espalhava. Ninguém travou o fluxo. Ninguém questionou o modelo. O governo cobrava imposto e fingia que o problema não existia.  

Hoje o discurso muda de tom. O mesmo setor que foi autorizado, regulado e tributado vira, de repente, um perigo urgente à família brasileira. A urgência, claro, aparece exatamente quando faltam nove dias para o primeiro turno. Até a imprensa — tão generosa com o poder em tempos normais — registra o óbvio: a medida faz parte da estratégia eleitoral da reta final. Quando até os acomodados notam o calendário, a farsa fica exposta.  

A contradição grita. Se as bets representavam tamanho risco, por que a resposta só chega agora? O endividamento não começou nesta semana. Os relatos de dependência e ruína familiar já existiam enquanto o governo recolhia bilhões. A moral de última hora parece mais um cálculo que uma virtude. 

E sobra a pergunta que o anúncio prefere esquecer: e as outras?  

As plataformas que nunca pediram licença, nunca pagaram um centavo de imposto e nunca se submeteram a nenhuma regra brasileira. Vão desaparecer por decreto? Ou simplesmente mudarão de domínio, de servidor e de forma de pagamento, continuando acessíveis a quem quiser?  

Proibir o legal sem capacidade de bloquear o ilegal não elimina o problema. Apenas empurra o apostador para um ambiente ainda mais sujo, sem fiscalização e sem qualquer proteção. Fecha-se a porta visível e deixa-se a clandestina aberta.  

E há outra pergunta que ninguém no governo quer responder em alto e bom som: quem controla essas plataformas ilegais? Quem movimenta o dinheiro que nunca passou pela Receita? Quem lucra com um mercado que não recolhe imposto e não presta contas a ninguém?  O  tigrinho que está longe dos olhos, o que opera sem CNPJ e sem remorso, não precisa de autorização oficial para continuar mordendo e, muito provavelmente, está nas mãos do crime organizado. Nas mãos daqueles “nossos criminosos que não são terroristas”!.   

O que se vê é uma sequência cinicamente conveniente. O governo regulamentou, arrecadou bilhões e conviveu em silêncio com a expansão do vício. Depois, na reta final da disputa eleitoral, transformou a proibição em bandeira urgente de um problema que ele próprio alimentou. A arrecadação ficou nos cofres. O endividamento ficou nas casas. E as plataformas clandestinas seguem operando como se nada tivesse acontecido.  

PT quer cassar Flávio por uso de dinheiro e apoio estrangeiro. Ação está nas mãos de Flávio Dino.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), aliado in pectore do governo Lula e do PT, tornou-se o destinatário de um pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) para investigar uma suposta interferência estrangeira e uso de recursos externos na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).A solicitação foi apresentada, esta semana, dentro da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1178, processo do qual Dino já era o relator original.

O partido aponta a existência de "pressões políticas, econômicas e digitais" vindas do exterior para beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro. A acusação menciona anúncios pagos fora do Brasil e suspeitas de apoio financeiro atrelado à Rockbridge Network — grupo ligado ao vice-presidente dos EUA, JD Vance.

O PT pede abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF), a coleta de depoimentos e a expedição de mandados de busca e apreensão contra o comitê de campanha de Flávio Bolsonaro e a sede nacional do PL.

O argumento jurídico:
O PT pede que a tese fixada pela ADPF 1178 (de que decisões ou imposições de autoridades estrangeiras não têm efeito no Brasil sem respaldo da lei nacional) seja estendida e aplicada diretamente para proteger a integridade do processo eleitoral brasileiro contra interferências externas.Paralelamente ao pedido enviado ao ministro Flávio Dino no STF, a coligação que apoia o presidente Lula também ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa representação no TSE foca em possíveis práticas de abuso de poder econômico, político e uso indevido dos meios de comunicação por parte de Flávio Bolsonaro, de seu candidato a vice Alfredo Gaspar, e de seu irmão Eduardo Bolsonaro. Se comprovadas as irregularidades na esfera eleitoral, as punições solicitadas incluem a cassação de registros e a declaração de inelegibilidade por oito anos.

Dica do editor - Quem é esta jornalista da Globo que mentiu na Globo para prejudicar Flávio Bolsonaro

Dando ênfase e mostrando convicção de sua apuração, Maria Cristina Fernandes mentiu ao vivo na GloboNews que Flávio Bolsonaro tinha um projeto de lei para retirar Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, o que é mentira. A GloboNews se desculpou em pequeno espaço e numa nota anódina.

Quem é Maria Cristina Fernandes?

Maria Cristina Fernandes tem corte ideológico sabidamente de esquerda, é colunista do ‘Valor’ desde a fundação do jornal em 2000, comentarista da ‘CBN’ desde 2017 e da Globonews desde 2023. Nos canais do Grupo Globo, ela cobre política e política internacional. Foi editora de política do ‘Valor’ e da ‘Gazeta Mercantil’.Jornalista desde 1989, passou também pelo ‘Jornal do Commercio’ e pela ‘Veja’.


Marcel e Sanderson lideram para o Senado, diz pesquisa da Neokemp

Marcel van Hattem (Novo) e Sanderson (PL) aparecem nas duas primeiras posições na disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul, segundo pesquisa Neokemp divulgada nesta sexta-feira (25).


Van Hattem registra 26,3% das intenções de voto na soma do primeiro e do segundo voto, enquanto Sanderson aparece com 23%. Os dois integram a chapa majoritária da coligação “O Rio Grande Pode Mais”.


Na sequência estão Manuela D’Ávila (PSOL), com 19,2%; Paulo Pimenta (PT), com 14,9%; e Germano Rigotto (MDB), com 5,8%. Frederico Antunes (PSD) soma 1,6%; Daniela Mulheres Socialistas (PSTU), 0,4%; Renato Jaguarão (Cidadania), 0,3%; Ric Jones (PCO), 0,2%; Milton Cardoso (PSDB), 0,1%; e Regis Ethur (PSTU), 0,1%. Tania Peres (UP) e Luciano do MLB (UP) não pontuaram.


Entre os entrevistados, 5,4% não souberam ou não responderam, enquanto 2,6% declararam voto branco ou nulo.


A pesquisa considera a soma do primeiro e do segundo voto para o Senado, totalizando 200%, já que cada eleitor gaúcho poderá escolher dois candidatos. Neste ano, duas vagas estão em disputa no Senado pelo Rio Grande do Sul.


Rejeição


O levantamento também mediu a rejeição dos candidatos. Manuela D’Ávila aparece com o maior índice, com 32,3%, seguida por Paulo Pimenta, com 25,6%.


Marcel van Hattem registra 25,4% de rejeição. Sanderson aparece com 4,8%, enquanto Germano Rigotto soma 4,3%.


Metodologia


Realizada pela Neokemp Pesquisas, a pesquisa ouviu 1.008 eleitores entre os dias 23 e 24 de setembro de 2026. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.


O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº RS-08358/2026.

Análise

Carlos Eduardo Bellini Borenstein, Cientista Político
carloseduardo@arkoadvice.com.br

Três pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta semana – Quaest, AltasIntel e Instituto Paraná – sobre a disputa ao Palácio Piratini apontam que o deputado federal Luciano Zucco (PL) e a ex-deputada Juliana Brizola (PDT) polarizam a eleição no Rio Grande do Sul. O vice-governador Gabriel Souza (MDB) e o ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata (PSDB) permanecem com baixa densidade eleitoral.

Com isso, aumenta a possibilidade de Zucco e Juliana disputarem o segundo turno. Como consequência, a chamada surpresa eleitoral, uma característica dos pleitos gaúchos desde 2002, se torna improvável. Neste quadro de provável segundo turno entre Zucco e Juliana, o deputado do PL tem um favoritismo parcial.

Na Quaest, divulgada nesta quinta-feira (24), Zucco aumentou a distância em relação a Juliana de três para seis pontos percentuais. Embora tenhamos um quadro de empate técnico – a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos – vale observar que comparado ao final de agosto, Zucco avançou três pontos enquanto Juliana ficou estagnada. Gabriel Souza, mesmo com a exposição no horário eleitoral, oscilou positivamente apenas um ponto.

​

Na Quaest, também é importante observar que Luciano Zucco lidera a menção espontânea. Ele registra 20% das preferências. Juliana Brizola soma 10%. Gabriel Souza fica com apenas 5%.

Embora tenhamos 61% de indecisos na espontânea – e 25% na estimulada – é improvável que Gabriel consiga quebrar a polarização. Além do desgaste natural de representar um projeto político que está há 12 anos no poder, hoje, a rejeição de Gabriel (20%) supera sua intenção de voto (10%). Outro aspecto a ser considerado é que 67% dos eleitores afirmam que sua decisão de voto é definitiva. 33% ainda podem trocar de candidato.

Na simulação de segundo turno, Luciano Zucco tem seis pontos de vantagem sobre Juliana Brizola (40% a 34%). Comparado a simulação de agosto, Zucco cresceu sete pontos (33% para 40%) enquanto Juliana oscilou negativamente dois pontos (36% para 34%).

Mesmo que Zucco e Juliana possam estar tecnicamente empatados no limite da margem de erro – três pontos percentuais para mais ou para menos – as curvas de crescimento nas menções estimulada e espontânea de primeiro turno, assim como na simulação de segundo turno, são favoráveis a Zucco. Soma-se a isso o fato do candidato do PL ter uma rejeição mais baixa que a representante do PDT (23% contra 35%).

Nota-se que os números da Quaest mostram um quadro similar à do AtlasIntel. Mesmo que as metodologias desses institutos sejam disputas, o quadro de polarização entre Zucco e Juliana não é modificado. No AtlasIntel, Zucco também leva vantagem sobre Juliana em um eventual segundo turno, mas com uma vantagem maior: 49,7% a 39,3%.

A mesma tendência – polarização entre Luciano Zucco e Juliana Brizola, com vantagem para o candidato do PL, e Gabriel Souza em dificuldades para avançar – foi apontada pela pesquisa do instituto Paraná no último final de semana.

Embora mudanças de última hora não devam ser totalmente descartadas, principalmente porque uma parcela do eleitorado está definindo seu voto cada vez mais tarde, neste ano, a possibilidade de mudanças é improvável pelos seguintes aspectos:

1) Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) polarizam a disputa ao Palácio Piratini nas pesquisas dos mais diferentes institutos sem serem ameaçados por Gabriel Souza (MDB) ou Marcelo Maranata (PSDB);

2) As surpresas eleitorais, quando ocorreram, foram registradas por candidatos que não eram governo – Rigotto (2002), Yeda (2006), Sartori (2014), Leite (2018) e Edegar (2022) – e não carregavam desgastes;

3) O RS tem tradição de alternância de poder – somente Eduardo Leite conseguiu quebrar essa tradição em uma circunstância muito específica;

4) Zucco tem uma intenção de voto sólida, além de ter conseguido unir a direita. Juliana, por sua vez, aglutinou a esquerda. Em 2022, por exemplo, a fragmentação da esquerda foi um dos motivos que ajudou Leite a não ser ultrapassado por Edegar Pretto no primeiro turno.

O favoritismo parcial de Luciano Zucco pode ser explicado por uma campanha bem concebida. O slogan “Muda que dá” teve efeito positivo. Zucco também tem sido eficiente em se apresentar como um candidato de mudança e com atitude, conseguindo firmar a imagem de um líder “leve”, mesmo em meio a forte polarização.

Juliana Brizola, embora venha realizando esforços de linguagem e estética política para tentar transparecer uma candidatura de centro-esquerda, a rejeição ao PT, seu principal aliado, é um obstáculo. Vale observar que Juliana, embora tenha se mantido na segunda posição, não consegue avançar além dos 30% a 35%, piso tradicional da esquerda.

Gabriel Souza, embora venha realizando uma campanha bem posicionada, buscando construir a imagem de quem é experiente, irá manter as conquistas de Eduardo Leite e avançar no que é necessário mudar, não consegue converter isso em votos. Outro obstáculo é que Gabriel não consegue se tornar conhecido – a Quaest aponta que 59% dos gaúchos ainda desconhecem o vice-governador, índice bem superior aos percentuais de Zucco (40%) e Juliana (29%).

De acordo com a Quaest, apesar da aprovação do governo Eduardo Leite superar a desaprovação (52% a 38%), 48% afirmam que Leite não merece eleger o sucessor – 42% dizem que sim.

Apesar dos percentuais de aprovação do governo estadual ter crescido (42% para 52% em relação a agosto), assim como o índice dos que avaliam que o governo merece fazer o sucessor (33% para 42%), isso não tem sido suficiente para capitalizar eleitoralmente Gabriel. Mesmo tendo boa popularidade na reta final do mandato, está prevalecendo o sentimento de mudança, já que o governo estadual também carrega desgastes.

Embora o segundo turno entre Zucco e Juliana tenda a ser acirrado, o candidato do PL está em vantagem. Pelos sinais que vem emitindo, Zucco conciliará a estratégia traçada no primeiro turno com a nacionalização do debate político dentro do objetivo de explorar a aliança de Juliana Brizola com Lula e o PT, impondo dificuldades para sua adversária superar.