A operação de busca e apreensão da Polícia Federal que atingiu dirigentes da Amapá Previdência (Amprev), na sexta-feira, 6 de fevereiro, colocou o senador Davi Alcolumbre (União-AP no centro de uma crise política que envolve investimentos em ativos do grupo Master, a resistência do Senado à instalação de uma CPI e a disputa de forças em torno de pautas estratégicas do governo federal.

Dica do editor - Conheça as alternativas para acabar com dores no ombro

Para dores crônicas no ombro, especialmente aquelas de longa data (como 10 anos), a abordagem que tem demonstrado maior eficácia é uma combinação de exercícios de fortalecimento específicos com técnicas de terapia manual. 

Estudos indicam que o fortalecimento do manguito rotador e a reabilitação da escápula são fundamentais para estabilizar a articulação e eliminar a dor, frequentemente sendo mais eficazes do que medicamentos ou apenas repouso. 

Aqui estão as terapias que funcionam, baseadas em evidências recentes:

1. Exercícios de Fortalecimento (O Pilar do Tratamento)

Manguito Rotador: Exercícios com faixas elásticas (bands) para rotação externa e interna são cruciais para dar sustentação e estabilidade ao ombro.

Estabilização Escapular: Exercícios que visam retrações escapulares ajudam a corrigir a postura e reduzir o impacto no tendão.

Exercícios de Alongamento: Melhoram a amplitude de movimento, especialmente para casos de ombro "congelado" (capsulite adesiva) ou rigidez. 

2. Terapia Manual

Liberação Miofascial: Especialistas em fisioterapia com treinamento específico podem aliviar a tensão nos tecidos moles ao redor do ombro e pescoço.

Mobilização Articular: Técnicas que ajudam a melhorar o deslizamento da articulação, reduzindo a dor e a rigidez. 

3. Técnicas Avançadas e Complementares

Terapia por Ondas de Choque: Extremamente eficaz para casos de calcificação nos tendões (tendinite calcária), ajudando a reabsorver o cálcio e eliminar a dor crónica.

Infiltração (Corticoides/Ácido Hialurônico): Pode ser usada para reduzir a inflamação aguda e permitir que o paciente inicie a fisioterapia (fortalecimento) sem dor incapacitante.

Laserterapia de Alta Intensidade: Combinada com exercícios, tem mostrado resultados expressivos na redução de pontuações de dor. 

Por que a dor não passava?

Dor crônica no ombro geralmente está ligada a síndrome do impacto (conflito mecânico) ou falhas na reabilitação muscular. "Soluções" passivas, como apenas usar gelo, calor ou medicamentos (AINEs), aliviam temporariamente, mas não corrigem o desequilíbrio muscular que causa a dor ao longo de anos. 

Recomendação: A chave é o exercício direcionado e a persistência na reabilitação funcional, de preferência guiada por um fisioterapeuta especialista em ombro. 


Dica do editor - A violência política está aumentando. Não é de esquerda. Não é de direita. É algo novo.

Este material é do jornal The Washington Post de hoje. CLIQUE AQUI para ler no original.

 A violência política atual é caracterizada por uma mistura tóxica de ódio pessoal, intolerância e polarização radical que transcende as barreiras ideológicas tradicionais. 

Embora o Brasil tenha um histórico de polarização, os especialistas destacam elementos novos e alarmantes no cenário contemporâneo: 

Discurso de Ódio e Intolerância: O diferencial não é apenas a divergência de ideias, mas um discurso que desumaniza o adversário, transformando a disputa política em um conflito existencial.

Violência de "Cima para Baixo": A escalada tem sido impulsionada por atores políticos influentes que utilizam retóricas inflamadas para mobilizar as massas, resultando em agressões físicas e ameaças reais.

Impacto no Debate Público: A violência afasta pessoas moderadas e técnicas da vida pública, deixando o espaço ocupado predominantemente por extremismos.

Dados em Ascensão: Somente no Congresso Nacional, foram registradas mais de 133 ocorrências de violência política desde 2019, refletindo uma tendência de crescimento contínuo.

Sentimento Anti-Sistema: Há uma percepção de que a crise não pertence a um lado específico, mas a todo o sistema político, o que gera frustração e comportamentos agressivos em diversas frentes. 

Esse fenômeno é visto como uma rutura ou um aviso sério ao funcionamento das democracias modernas, onde o insulto e a desqualificação substituíram o diálogo. 

8 dos 10 ministros do STF têm mulheres ou filhos com ações no STF ou STJ

Há apenas dois dias, o presidente do STF, Edson Fachin, julgou-se impedido de julgar ação promovida pela sua filha Melina Martins, que defende um banco perante a Corte.

Outro caso desta semana, que se somam aos escândalos que envolvem outros ministros e outros casos, como A. de Moraes e Toffoli, é o que  atem a ver com a tuação do advogado Rodrigo Fux. Suas ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) cresceram de forma exponencial depois de março de 2011, quando seu pai, Luiz Fux, tomou posse como ministro do STF. Um levantamento do jornal Estado de S. Paulo aponta que o número de processos sob responsabilidade de Rodrigo nessas duas Cortes saltou de cinco para 544, e que 99% das ações em que ele atuou no STF e no STJ foram protocoladas apenas após a chegada do pai ao Supremo

Os casos de ministros com mu,lheres e filhos advogados respondem por 80% da composição aatual do STF, que é de 10 ministros.

Cristiano Zanin – esposa Valeska Zanin Martins
Edson Fachin – filha Melina Girardi Martins
Gilmar Mendes – ex-exposa Giomar Feitosa de A. Lima
Kassio Nunes Marques – irmã Karine Nunes Marques
Alexandre de Moraes – esposa Viaviane Barci de Moraes
Dias Toffolli – ex-exposa Roberta Maria Rangel
Luiz Fux – filho Rodrigo Fux
Flávio Dino – irmão Sálvio Dino de Castro e Costa Jr.

Master captou R$ 50 bilhões, mas estava totalmente ilíquido. Onde foi parar esse dinheiro?

O jornal O Estadão de ontem revela que considerando o grande volume de informações que já são conhecidas, aparentemente, o que menos existiam no Master eram operações normais de um banco, como captar CDBs junto ao público e emprestar para empresas razoáveis, com uma margem que pagasse os investidores, os custos da operação e os tributos, deixando ainda algo como lucro.

Leia toda a reportagem.

Boa parte das empresas que aparecem com empréstimos significativos (de R$ 200 milhões a R$ 500 milhões) são pequenos negócios que não teriam patrimônio para tal volume de operação. Além disso, certos empréstimos tinham prazos de carência de vários anos, algo que apenas bancos como o BNDES fazem em certas circunstâncias.

Vimos também empréstimos para viabilizar operações especulativas junto a outros luminares no mercado de capitais, como a Ambipar, hoje em recuperação judicial e com ações cotadas em centavos.

O Banco Central pode até ter demorado um pouco para decretar a liquidação, mas o Master era uma instituição com uma enorme proporção de ativos podres, semipodres, ilíquidos (muitos dos quais contabilizados a preços acima do mercado) e, em parte, falsos. Tinha também custos extravagantes, inclusive com consultorias no Supremo e escritórios vazios em Londres e Miami.

Dizer que o banco foi perseguido por incomodar as grandes instituições ou que foi liquidado precocemente é um delírio que apenas políticos estacionados no Tribunal de Contas da União podem ter. O Master não tinha relevância no mercado de crédito, nem tamanho para se colocar como risco sistêmico.

Chama também a atenção o fato de que a instituição captou pelo menos R$ 50 bilhões, mas seus ativos aparentemente valiam muito menos do que isso, pelas razões acima apontadas. Não obstante, o banco estava totalmente ilíquido. Onde foi parar esse dinheiro? Como explicar isso?

Finalmente, é insuportável o grau de desgovernança pública que o caso do banco está revelando, junto a outras operações recentes.

Por mais que tribunais superiores tenham defendido a democracia com galhardia, ninguém pode fazer tudo o que desejar.

Isso, naturalmente, se aplica também ao Legislativo, que sai cada vez menor no seu corporativismo tão radical como irresponsável.



Taxa Selic, evolução

 A taxa Selic no Brasil tem apresentado trajetória de longo prazo descendente desde o governo FHC, iniciando com patamares muito elevados (média de 26,6% a.a.) devido à estabilização pós-Plano Real. Ela caiu nos governos Lula e Dilma, atingiu a mínima histórica de 2% (2020) no governo Bolsonaro, e voltou a subir, situando-se em 15% ao início de 2026. 

A evolução da taxa Selic por governo, com base em dados históricos e recentes, é marcada por diferentes ciclos econômicos: 

Governo FHC (1995–2002): A taxa Selic foi caracterizada por patamares elevados para controlar a inflação inicial do Plano Real, atingindo médias elevadas e superando 25% no final do mandato.

Governo Lula (2003–2010): A Selic manteve-se em dois dígitos na maior parte do tempo, mas iniciou uma tendência de queda, com média anual próxima a 13,7%.

Governo Dilma (2011–2016): A Selic teve momentos de queda, chegando a um dígito, mas subiu para 14,25% em 2015-2016 para conter o aumento da inflação.

Governo Temer (2016–2018): Iniciou um ciclo de redução mais expressiva, fechando com a taxa em patamares bem mais baixos.

Governo Bolsonaro (2019–2022): Iniciou em 6,5% (2019), caiu para a mínima histórica de 2% ao ano (2020), mas encerrou 2022 em alta (13,75%) devido a pressões inflacionárias pós-pandemia.

Governo Lula 3 (2023–Atual): A taxa permaneceu elevada no início, com o Copom mantendo juros altos (chegando a 15% no início de 2026) em resposta à inflação e cenário econô

Viviane, mulher de Moraes, ingressa no STF com outra ação de cliente milionário.Saiba do que se trata.

O escritório de Viviane havia sido contratado pelo banco Master em acordo que poderia render até R$ 129 milhões, segundo informações do jornal O Globo.

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, assumiu a defesa de Lucas Kallas, empresário do ramo de mineração, em um processo na Corte sobre extração ilegal de minério de ferro. Além de Viviane, a petição inicial da defesa de Kallas é assinada também por Alexandre Barci de Moraes e Giuliana Barci de Moraes, filhos do ministro do STF. O processo chegou segunda-feira ao STF. Por meio da Cedro Participações, Kallas é acionista da empresa de medicamentos Biomm, que tem como maior investidor individual o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master,outro cliente da família do ministro.

A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.

Kallas foi citado pela PF (Polícia Federal) em uma investigação sobre extração ilegal de minério de ferro em uma área de recuperação ambiental. Segundo o inquérito, a Empabra teria sido responsável por explorar ilegalmente uma mina na Serra do Curral