A taxa Selic no Brasil tem apresentado trajetória de longo prazo descendente desde o governo FHC, iniciando com patamares muito elevados (média de 26,6% a.a.) devido à estabilização pós-Plano Real. Ela caiu nos governos Lula e Dilma, atingiu a mínima histórica de 2% (2020) no governo Bolsonaro, e voltou a subir, situando-se em 15% ao início de 2026.
A evolução da taxa Selic por governo, com base em dados históricos e recentes, é marcada por diferentes ciclos econômicos:
Governo FHC (1995–2002): A taxa Selic foi caracterizada por patamares elevados para controlar a inflação inicial do Plano Real, atingindo médias elevadas e superando 25% no final do mandato.
Governo Lula (2003–2010): A Selic manteve-se em dois dígitos na maior parte do tempo, mas iniciou uma tendência de queda, com média anual próxima a 13,7%.
Governo Dilma (2011–2016): A Selic teve momentos de queda, chegando a um dígito, mas subiu para 14,25% em 2015-2016 para conter o aumento da inflação.
Governo Temer (2016–2018): Iniciou um ciclo de redução mais expressiva, fechando com a taxa em patamares bem mais baixos.
Governo Bolsonaro (2019–2022): Iniciou em 6,5% (2019), caiu para a mínima histórica de 2% ao ano (2020), mas encerrou 2022 em alta (13,75%) devido a pressões inflacionárias pós-pandemia.
Governo Lula 3 (2023–Atual): A taxa permaneceu elevada no início, com o Copom mantendo juros altos (chegando a 15% no início de 2026) em resposta à inflação e cenário econô
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