Jurerê Internacional vira “praia latina” no verão 2026 e expõe crise do bolso do brasileiro

Argentinos, paraguaios, uruguaios e chilenos dominam a faixa de areia em Florianópolis, enquanto brasileiros recuam por falta de dinheiro

Florianópolis (SC).

O verão 2026 em Jurerê Internacional, um dos destinos mais tradicionais e valorizados de Santa Catarina, escancarou uma mudança no perfil do turismo: a praia foi praticamente tomada por visitantes latino-americanos, especialmente argentinos, paraguaios, uruguaios e chilenos.

A predominância estrangeira é visível em toda a orla, nos restaurantes, bares, beach clubs e no comércio local. Comerciantes e prestadores de serviço relatam que a presença de turistas latinos chega a dominar quase totalmente o movimento, deixando os brasileiros em minoria durante os dias de maior lotação.

O fenômeno não é apenas turístico — é econômico e social.

Preços altos e consumo em dólar informal: “o Brasil ficou caro para o brasileiro”

Além do fluxo intenso, o que chama atenção é o padrão de consumo. Em Jurerê, o verão 2026 consolidou um cenário de preços considerados abusivos por muitos visitantes, especialmente para famílias brasileiras.

Na faixa de areia, o custo de estrutura básica já assusta: um guarda-sol pode chegar a R$ 150, segundo relatos de frequentadores. Itens simples também pesam no orçamento: cervejas e bebidas chegam a R$ 25 em pontos da praia e estabelecimentos próximos.

O resultado é um contraste: turistas de países vizinhos conseguem consumir com mais facilidade, enquanto muitos brasileiros evitam o destino ou reduzem gastos.

Crítica ao governo: brasileiros fora da própria praia

O cenário virou combustível para críticas ao governo federal. Para parte do público, o Brasil se tornou um país onde o brasileiro perdeu poder de compra, enquanto estrangeiros se beneficiam do câmbio e da vantagem relativa de suas moedas em determinados gastos turísticos.

Na prática, Jurerê passa a simbolizar um incômodo crescente: o turismo de elite segue forte, mas cada vez menos acessível ao cidadão comum.

Popularidade de Lula cai e percepção econômica piora

O ambiente de frustração econômica também se conecta ao humor nacional. Nos últimos 12 meses, a avaliação positiva do governo Lula apresentou queda, em meio ao aumento do custo de vida, pressão sobre consumo e percepção de perda de renda.

Em destinos turísticos como Florianópolis, essa sensação aparece com força: o brasileiro observa a praia cheia, o comércio faturando — mas não consegue participar do mesmo padrão de consumo.

Dica do editor - Saiba como as jaquetas bomber brilhantes se tornaram o uniforme da mulher conservadora

The Washington Post de hoje conta como as jaquetas bomber brilhantes, particularmente as versões em lantejoulas, cetim ou com acabamento metálico, tornaram-se um símbolo visual da mulher MAGA ("Make America Great Again") moderna como uma forma de "moda de protesto" e sinalização de grupo em eventos conservadores. 

Leia tudo.

Essa tendência surgiu da necessidade de destacar-se na multidão, unindo o patriotismo com a estética glamorosa, popularizada por influenciadoras e apoiadoras de Donald Trump.

Como a tendência surgiu e se consolidou:

A "Jaqueta de Lantejoulas" MAGA: Deborah Yanna, uma criadora de moda focada no público conservador, começou a desenhar jaquetas bomber com lantejoulas que trazem frases como "Trump Girl", "God, Guns, & Trump" ou "Make Heaven Crowded" nas costas.

Significado político e visual: Diferente dos bonés MAGA vermelhos tradicionais, essas jaquetas são vistas como uma versão mais sofisticada e "glam" do apoio ao movimento, permitindo que mulheres demonstrem lealdade política de forma visível e estilizada em comícios e eventos como o Turning Point USA's AmericaFest.

Reação à Moda "Woke": A aposta em peças com brilho, cores vibrantes e materiais acetinados atua como um contraste deliberado a outras tendências de moda, servindo para afirmar uma identidade feminina forte, tradicional e, ao mesmo tempo, "fashionista" dentro do movimento conservador.

Uniforme em Eventos: Essas jaquetas bomber, muitas vezes personalizadas, transformaram-se em um uniforme não oficial para mulheres conservadoras influentes e participantes de conferências de alto nível (como CPAC), criando uma identidade visual coesa. 

O Estilo "MAGA Feminino"

Além da bomber brilhante, essa estética frequentemente combina roupas de alto contraste, como trajes sociais ajustados, maquiagem pesada (estilo "contorno" acentuado) e cabelos volumosos, projetando uma imagem de poder, "hiperfeminilidade" e riqueza. 

A bomber brilhante se encaixa como a peça outerwear perfeita: prática, mas chamativa, permitindo que a apoiadora mostre sua lealdade à marca MAGA de forma personalizada e espalhafatosa.

Dica do editor - Dá para acreditar em pacientes que contam o que viram depois de morrer ?

Este material é do The Washington Post de hoje, extraído pelo editor.

A questão sobre se devemos acreditar nos relatosde pacientes que passaram por Experiências de Quase Morte (EQM) e dizem ter visto "o que acontece depois da morte" é complexa, dividindo opiniões entre a ciência, a psicologia e a espiritualidade.

Aqui estão os principais pontos de vista baseados em estudos científicos e relatos clínicos:

A Realidade da Experiência: Cientistas e médicos não questionam que os pacientes realmente vivenciaram sensações intensas, vívidas e transformadoras. Muitos relatos são consistentes, incluindo a sensação de sair do corpo, passar por um túnel, luz intensa, paz profunda e revisão da vida.

O Que a Ciência Explica (Neurobiologia): A maioria dos neurocientistas interpreta as EQMs como um estado cerebral extremo, não como uma prova de vida após a morte. Quando o cérebro sofre falta de oxigênio (hipóxia) ou parada cardíaca, ele pode produzir alucinações vivas, liberação massiva de endorfinas e serotonina, resultando em paz e visão de luz.

Atividade Cerebral na Morte: Estudos indicam que o cérebro humano pode apresentar atividade de "consciência oculta" por alguns minutos após a parada cardíaca, o que pode explicar a lucidez relatada durante a experiência.

O Enigma dos Relatos Verídicos: Algumas EQMs incluem "percepções verídicas", nas quais o paciente descreve com precisão detalhes do ambiente hospitalar (o que a equipe médica estava fazendo ou dizendo) enquanto estava clinicamente morto. Isso desafia as explicações puramente biológicas e leva alguns pesquisadores a investigar a consciência "não local" (mente separada do cérebro).

Conclusão sobre "Acreditar":

Acreditar no relato: Sim, a maioria dos relatos é genuína no sentido de que a experiência ocorreu na mente da pessoa.

Acreditar ser a "prova" do pós-morte: A ciência não possui evidência robusta para confirmar que esses relatos são uma visão do "outro lado". Eles podem ser o último suspiro de um cérebro funcionando sob condições extremas. 

No entanto, o impacto transformador na vida dos pacientes é real: muitos perdem o medo da morte e tornam-se pessoas mais compassivas

Leia o artigo de Rosane Oliveira, RBS

O editor recomenda ler o artigo no original do site de Zero Hora. É para assinantes. O editor é assinante e recomenda que os leitores deste blog façam o mesmo.

O jogral protagonizado pelos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, na tarde de quarta-feira, escancarou a oposição ao código de conduta proposto pelo ministro Edson Fachin. Quem não acompanha a novela do Banco Master poderia confundir aquele diálogo com um ensaio de teatro de dois atores amadores.

Talvez Shakespeare, de Hamlet, talvez o brasileiríssimo Dias Gomes, autor de O Bem Amado. Mas era um diálogo real de dois ministros de Suprema Corte, inconformados com o clamor popular por ética, respeito e balizas na atuação dentro e fora do tribunal.

Ninguém está querendo proibir os ministros de participarem de aulas magnas em faculdades de Direito, nem impedir que deixem a herança para os filhos.

Em meio às discussões sobre código de ética do STF, Moraes diz que juiz pode receber por palestra e ter ações de empresas

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Essas distorções foram usadas para desviar do que interessa, a necessidade de estabelecer regras de conduta para a aceitação de patrocínios, participação em congressos e atuação de advogados da família em causas que serão por eles julgadas.

Pelo que se ouviu dos dois ministros, eles não veem nada de estranho em ter negócios com empresas de reputação duvidosa, como o Banco Master. Na prática, estão dizendo que não há nada de errado em Toffoli ter parentes ou laranjas associados a Daniel Vorcaro, nem no contrato milionário de Viviane Barci de Moraes com o Master.

O diálogo de Toffoli e Xandão passa a impressão de que os ministros, coitados, fazem um sacrifício pela Pátria quando aceitam a indicação. Ora, se é tão ruim assim, basta não aceitar ou pedir para sair se quiser ficar milionário na advocacia privada.

As críticas ao comportamento de Moraes e de Toffoli não significam defesa do enfraquecimento da instituição Supremo Tribunal Federal, guardiã da Constituição. O Supremo precisa ser respeitado e valorizado.

Só o será se os ministros entenderem que não estão acima da Constituição e que um código de ética só está em discussão porque cruzaram a linha vermelha que separa o interesse público do privado.


Artigo, Lenadro Ruschel - A pergunta de um milhão de dólares

Texto do Leandro Ruschel publicado no Telegram:

A ideia de “o povo tomar o poder” soa bonita, mas não se sustenta na prática.

Poder não se exerce de forma difusa; ele exige lideranças e, sobretudo, estruturas capazes de sustentá-lo ao longo do tempo.

Foi exatamente aí que a direita fracassou.

Enquanto a esquerda passou décadas construindo bases — na imprensa, na academia, no Judiciário, na política e em instituições dentro e fora do Estado —, a direita tentou chegar ao topo sem ter nada por baixo que a sustentasse.

A eleição de Bolsonaro escancarou esse problema. Colocou-se um líder no centro do poder sem que houvesse uma base institucional minimamente preparada para defendê-lo. 

O resultado foi previsível: isolamento, desgaste permanente e, no fim, a absorção e trituração do movimento pelo próprio sistema.

Sem estruturas, não há poder durável.

Sem trabalho de "formiguinha", qualquer vitória eleitoral se transforma apenas em um episódio passageiro — romântico, talvez, mas incapaz de alterar a realidade.

Opinião do editor - O editor dá razão a Paulo Pimenta na análise de culpas pelas filas do INSS

Os empregados públicos federais da Saúde, Trabalho e Previdência Social do Rio Grande do Sul, reunidos no sindicato da classe, notoriamente alinhados com a esquerda lulopetista,  tirasram nota para "manifestar sua profunda indignação com as declarações do deputado federal Paulo Pimenta, que, ao afirmar que “o INSS é uma vergonha e eu não vou ficar calado”, responsabilizou os servidores públicos pelo caos estrutural que há décadas atinge a Previdência Social, desconsiderando fatos objetivos e a realidade vivida diariamente dentro do Instituto"

O deputado do PT reclamou com razão.

Paulo Pimenta denunciou que a população sofre nas filas do INSS, o que é verdade, e com razão refutou a informação de que há falta de pessoal, colocando duas questões verdadeiras

1) Os funcionários públicos da Previdência teimam em ficar em casa, trabalhando em regime de home office, semcontrole de produção e produtividade.

2) A introdução de TI massiva reduz postos de trabalho em qualquer atividade.


Atropelada por Carlos Bolsonaro e vetada pelo PL, Carol de Toni decide ir para o Novo

A deputada federal Caroline de Toni deciAdiu deixar o PL por ter sua candidatura vetada para o Senado. Carol é bolsonarista raiz, é  combativa e competesnte.

O PL de Santa Catarina tinha fechado acordocom o PP para fechar uma chapa com o atual governador Jorginho Melo para governador, tendo por companheiros de  chapa para o Senado duas companhias.

Carol de Toni, PL
Espiridião Amin, PP

Aconteceque no meio do caminho o ex-presidente Bolsonaro mandou. seu. filho Carlos para SC e exigiu a saída de Carol e a sua substituição por Carlos.

A deputada tentou romper a aliança e formar  chapa pura,  mas, ontem, o presidente nacional do PL,Valdemar da Costa Neto, vetou-a. Ela irá para o Novo e sairá .candidata pelo Partido ao Senado.

CLIQUE AQUI para saber quem é a deputada. O material é do site Poder360.