Governo Lula mia como gato e entrega terras raras aos americanos. Saiba o que acontece de fato.

 Enquanto Lula e seu gaoverno tentam engabelar todo mundo com discursos na base do morde e assopra, mas sabendo-se que já arreglaram com os americanos, o governo dos Estados Unidos avança sobre as terras raras do Brasil.

É o caso do acordo de financiamento no valor de US$ 565 milhões (aproximadamente R$ 3 bilhões) com a mineradora brasileira de terras raras Serra Verde. [

Além do financiamento, o governo americano tornou-se sócio relevante da mineradora.

O acordo faz parte de um amplo pacote anunciado na última quarta-feira (4) pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, para criar um bloco comercial preferencial para minerais críticos e definir preços mínimos, à medida que Washington intensifica os esforços para diminuir o controle da China sobre materiais essenciais para a manufatura avançada.

Leia o que diz o G1.

A Serra Verde utilizará o financiamento da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC) para refinanciar linhas de crédito em condições mais favoráveis e expandir a produção, informou em comunicado.

A mina da Serra Verde, de capital fechado, é rica em terras raras pesadas, ao contrário de muitos outros depósitos ocidentais.

O produto da Serra Verde apresenta elevada concentração de disprósio e térbio — dois minerais críticos — além de outros elementos de terras raras fundamentais para componentes de alta tecnologia utilizados nos setores automotivo, médico, de energias renováveis, eletrônicos, robótica, defesa e aeroespacial, segundo a empresa.

A empresa iniciou a produção comercial no início de 2024 em Minaçu, no Estado de Goiás, e ainda não atingiu a produção total, que deve ser de cerca de 6.500 toneladas de óxidos de terras raras por ano até 2027.

A Serra Verde é propriedade dos grupos de private equity Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue, liderado pelo ex-diretor da Xstrata, Mick Davis.

Busca por minerais críticos

O governo Trump intensificou os esforços para garantir o abastecimento dos Estados Unidos de minerais críticos depois que a China abalou os mercados globais no ano passado ao reter terras raras necessárias para montadoras norte-americanas e outros fabricantes industriais.

Nesse contexto, o Brasil tem despertado o interesse dos Estados Unidos e de outros países, diante do potencial para a exploração de minerais críticos como terras raras, cobre, níquel e nióbio, entre outros.

Segundo a agência de notícias Reuters informou na véspera, o governo se prepara para iniciar conversas sobre uma eventual viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington e que, se for interesse do governo dos EUA, o tema poderá ser colocado à mesa.

À Reuters, o Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou que está aberto ao diálogo e a iniciativas internacionais "em consonância com os interesses nacionais e com os princípios do desenvolvimento econômico e social do país".

Sem responder diretamente sobre a reunião desta quarta-feira, a pasta disse ainda que a atuação brasileira é pautada pelo fortalecimento da cooperação internacional, pela atração de investimentos, pelo desenvolvimento tecnológico e industrial no país e pela inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, em diálogo com diferentes parceiros, incluindo Estados Unidos, União Europeia, China e outros atores estratégicos.

Comissões de diversas partes do mundo têm procurado mineradoras no Brasil e marcado reuniões com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor no país, como Vale, BHP e Anglo American.

No caso das terras raras, o Brasil tem a segunda maior reserva global, atrás apenas da China, mas conta com poucos projetos em desenvolvimento.

Na segunda-feira (2), Trump lançou um pacote estratégico norte-americano de minerais críticos, chamado Projeto Vault, apoiado por US$ 10 bilhões (R$ 52,4 milhões) em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos e por US$ 2 bilhões (R$ 10,5 bilhões) em financiamento privado.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que 55 países participaram das negociações em Washington, entre eles Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo, todos com diferentes capacidades de refino ou mineração.

BRB apresenta ao BC um plano para recompor capital depois das perdas com o Master

 O Banco de Brasília (BRB) entregou nesta sexta-feira  ao Banco Central (BC) o Plano de Capital com medidas para recompor o balanço e reforçar a liquidez da instituição num prazo máximo de 180 dias.O banco não detalhou as ações apresentadas ao BC. Apenas informou que o plano protege os clientes do BRB e garantem o funcionamento da instituição.

O banco afirma que a iniciativa busca garantir a sustentabilidade da instituição, preservar a estabilidade das operações e assegurar transparência a clientes, investidores e parceiros.

Em comunicado oficial, o BRB não mencionou valores.

Inquérito da PF constatou. que o Banco Master provocou um rombo de R$ 5 bilhões no balanço do BRB. As apurações em curso investigam a compra pelo BRB de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master, com ativos superfaturados ou inexistentes. Desse total, o BRB afirma que aproximadamente R$ 10 bilhões foram substituídos ou liquidados e negou o bloqueio de bens.