sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Próxima safra nacional de grãos deve chegar a nível recorde, favorecendo a queda dos preços dos produtos agrícolas

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ontem a primeira estimativa de plantio da safra 2016/17 de grãos, que está sendo plantada no País. Considerando a média entre o limite inferior e superior, a área plantada está estimada em 59,1 milhões de hectares, o que representa uma ampliação de 1,3% ante a safra anterior. As principais culturas com expansão prevista de área são o feijão (3,8%), o arroz (2,0%), a soja (1,6%) e o milho (0,5%), incentivados pela boa rentabilidade. Com a expectativa de clima mais regular durante o desenvolvimento da safra, é esperado o retorno aos bons níveis de produtividade alcançada antes da quebra de 2016. Assim, a produção esperada deve alcançar 212,5 milhões de toneladas, crescendo 14,1% em relação à safra passada, considerando o intervalo entre os limites inferior e superior. As estimativas são de expressiva ampliação de produção para todos os grãos. Para a soja é esperada produção recorde, devendo alcançar 102,9 milhões de toneladas, com alta de 7,9%. A produção de milho deverá somar 83,1 milhões de toneladas, subindo 24,6% ante a safra passada. A produção de feijão e de arroz deverá crescer 19,9% e 11,3% nessa ordem. O bom desempenho no campo também será disseminado entre todas as regiões do País, com maior destaque para o Nordeste (+59,4%) e para o Centro-Oeste (+20,9%), regiões que sofreram quebra acentuada de produtividade como resultado da seca deste ano, mas devem voltar ao nível normal de produtividade. Já o Sudeste e o Sul devem registrar elevações mais modestas, embora também relevantes, pois a queda da produção foi menor, comparativamente às demais regiões. Esse aumento de produção, por sua vez, deverá levar à acomodação dos preços domésticos do arroz e feijão na entrada das safras. Além disso, concretizado esse cenário positivo de produção, podemos esperar alívio para os custos nos segmentos de carnes e de leites e derivados, com potencial recuo dos preços desses itens.

  

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