CPI dos Pedágios

 O pedido do governador Eduardo Leite de comparecer à CPI dos Pedágios e que será votado na segunda-feira, é apenas mais uma jogada política para que sirva de palanque ao declarado candidato ao Planalto ou ao Senado e cuja decisão dependerá da sua vontade, mas que exigirá que ele saia do governo dentro de 60 dias.

A maioria dos deputados d CPI não podem cair na armadilha, aguardando par convocar Leite quando mais elementos estiverem coletados.

A CPI mal foi instalada e apenas ontem realizou sua primeira audiência pública no interior, no caso em Lajeado, onde as manifestações de oposição a novas concessões rodoviárias foram brutais.

Apesar da oposição generalizada e de 50 apontamentos de restrições feitas pelo TCE,  Eduardo Leite insiste no leilão do bloco 2, agendado para o dia 13 de março de 2026, às 14h, na sede da B3, em São Paulo, um mês antes do governador renunciar. O edital contempla 409 km de rodovias no Vale do Taquari e Norte do Estado, com previsão de 30 anos de concessão. Já o bloco 1, passou pela fase de consultas públicas e está sendo aprimorado. O lançamento do edital está previsto para o primeiro trimestre deste ano

No contexto de jogadas de efeito, na última quinta-feira, Leite anunciou, durante evento na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul, o início das obras de duplicação do contorno norte de Caxias, na ERS-122, que integra o bloco 3, já implementado, para as próximas semanas.

Desemprego no RS é o menor da história

  O Rio Grande do Sul apresentou uma taxa de desocupação anual de 4%, a menor registrada no Estado em toda a série histórica (iniciada em 2012) do levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a 2024, o RS recuou mais de 1,2 ponto percentual (p.p.) no índice, reduzindo a desocupação. 

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira.

O Rio Grande do Sul ficou abaixo da taxa média de desemprego do Brasil (que foi de 5,6%), figurando entre os dez primeiros Estados com as menores taxas. 

Redução da informalidade 

A taxa anual de informalidade do Estado ficou em 31,4% – 0,6 p.p. menor que o ano anterior. Entre as unidades da federação, o Rio Grande do Sul marca posição entre os primeiros dez colocados, em quarto lugar – atrás apenas de São Paulo (29%), Distrito Federal (27,3%) e Santa Catarina (26,3%). O número registrado no RS é 6,7 p.p. menor que a média do Brasil (38,1%).