MPF examina denúncias de nepotismo cruzado, cabidão de empregos, propinas e chantagem nos Correios

O jornalista Henrique Lessa, do nd+,Florianópolis, assina extensa reportagem sobre os malfeitos dos Correios na atual gestão do governo lulopetista. São denúncias de nepotismo cruzado, licitações fraudelentas, cabides de empregos para apadrinhados políticos, chantagem contra terceirizados e propinas.

A atual gestão lulopetista volvou a quebrar os Correios por má gestão e corrupção.

O caso envolve figurões do governo, congressitas e altas cúpulas do judiciário (STF e TCU).

Nos Correios, segundo denúncia apresentada ao MPF (Ministério Público Federal), a gestão do advogado Fabiano Silva dos Santos, ligado ao grupo Prerrogativas, que reúne advogados apoiadores do presidente nomeado Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria consolidado um cabide de empregos por meio de pressão e chantagem contra terceirizados.

O caso principal envolve uma disputa com a empresa GO2B, que terceirizava cerca de 7 mil trabalhadores e cobra uma dívida superior a R$ 380 milhões da estatal.

CLIQUE AQUI para ler a extensa reportagem do jornal.


Este instituto, o B55, criado por megaempresários, vai ajudar pequenas e médias empresas que querem crescer

Em duas páginas inteiras de capa e contracapa do jornal Zero Hora, RBS, da família Sirotsky, um grupo e empresários brasileiros anunciaram, hoje, a criação do instituto B55 (B de Brasil e 55 de código de área do Brasil) para ajudar pequenos e médios negócios no Brasil.

O instituto não tem fins lucrativos.

Os empreendedores principais são criadores do Nubank, XP, respectivamente André Street, David Vélez e Guilherme Benchimol. Christian Faé, 43 anos, será o CEO. Nomes como Jorge Lemann, Nelson Sirotsky, Jorge Gerdau

A nova instituição vai funcionar com base em quatro pilares:

Educação e desenvolvimento: cursos, programas e trilhas "criados por quem já construiu negócios", conforme material de divulgação do B55; Comunidade e networking: com foco no fator humano, será um espaço para empreendedores, investidores e especialistas se conectarem.; Jornada e aceleração: startups e empresas que já provaram potencial serão apoiadas com capital, mentorias e programas de aceleração.; Hub de empreendedorismo e inovação: será um campus físico em local ainda a ser confirmado — sob inspiração de iniciativas como a do Instituto Caldeira, na Capital.


🎬 Miss Sloane — quando o poder não aparece nas urnas, mas nos corredores; por Felipe Vieira

Há filmes que estouram no cinema e desaparecem. Outros passam quase despercebidos nas bilheterias — e ganham força anos depois, quando encontram o público certo. Foi exatamente assim que aconteceu comigo ao assistir Miss Sloane — lançado no Brasil como Armas na Mesa — hoje disponível no streaming do Prime Video.


Não vi na época do lançamento. Não fez grande sucesso comercial. Mas visto agora, com o distanciamento do tempo e a maturidade do debate político contemporâneo, o impacto é outro. É um filme que cresce — e muito.


Jessica Chastain constrói uma personagem que não pede simpatia. Ela impõe respeito. Elizabeth Sloane é uma lobista que vive no limite da estratégia, da ética e da exaustão. Seu mantra é simples: para vencer, é preciso estar sempre um passo à frente. Não um discurso à frente. Um passo.


E é aí que o filme deixa de ser apenas entretenimento e se torna reflexão.

Miss Sloane não é baseado em fatos reais. Mas é profundamente verossímil. Quem acompanha política sabe que as grandes decisões raramente nascem no plenário. Elas são moldadas antes — em escritórios discretos, reuniões estratégicas, jantares privados, memorandos cuidadosamente redigidos.


O filme revela esse subsolo institucional onde interesses econômicos e ideológicos disputam influência. Não há caricaturas. Não há vilões de desenho animado.


Há profissionais competentes defendendo causas opostas, cada um convencido da própria legitimidade. E isso é o que torna tudo mais inquietante.


O tema não é exclusivo deste longa. O cinema já explorou o universo do lobby sob diferentes ângulos. Em Thank You for Smoking, a sátira afiada mostra como a retórica molda a opinião pública no lobby do cigarro.


Em The Insider, vemos os bastidores da indústria do tabaco e o peso das pressões corporativas. 


Dark Waters aborda a influência empresarial no setor químico e seus impactos na saúde pública. E Dallas Buyers Club, ainda que não trate de lobby tradicional, expõe as tensões entre indústria farmacêutica, regulação e acesso a medicamentos.


Cada um revela uma face distinta da mesma engrenagem: a disputa organizada por influência.


Mas Miss Sloane se diferencia porque mergulha na técnica. No cálculo. Na engenharia política. Não é sobre escândalo. É sobre método. É sobre compreender que, em Washington, quem reage já perdeu.


O suspense nasce da inteligência e do realismo. Da capacidade de antecipar movimentos. Elizabeth Sloane trabalha como um enxadrista em ritmo calculado. E o filme nos obriga a perguntar: até onde vale tudo para vencer? Existe vitória quando o custo é pessoal, emocional e moral?


Assistido hoje, o longa parece ainda mais atual.


Vivemos uma era de polarização, de debates intensos sobre regulação, armas, saúde, tecnologia. O lobby continua sendo parte estrutural da democracia americana — e, de formas distintas, de qualquer sistema político moderno.


O filme não condena nem absolve. Ele expõe. E ao expor, incomoda.

Talvez por isso não tenha sido um sucesso imediato de bilheteria. É denso. Exige atenção. Não entrega conforto.


Porém, visto no tempo certo, é um daqueles filmes que ficam na cabeça. E nos lembram que, no jogo do poder, não basta estar certo. É preciso estar um passo à frente.



Felipe Vieira

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Violações contra idosos

 No Rio Grande do Sul, onde, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vivem aproximadamente 2.193.416 pessoas com 60 anos ou mais, representando cerca de 20,15% da população total, e em 2025 foram registrados 69.606 casos de violações contra idosos. Esses números são do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), e como consta no Painel de Dados do órgão, do total no RS, apenas 7.161 protocolos de denúncias foram registrados (Quantidade de registros que demonstra a quantidade de vezes em que os usuários buscaram a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH) para registrarem uma denúncia. Um protocolo de denúncia pode conter uma ou mais denúncias).

 Já neste ano de 2026, o RS já atingiu a marca de 9.502 casos de violações contra a pessoa idosa, com apenas 1.068 protocolos de denúncias. A capital Porto Alegre teve 9,883 casos em 2025, e neste ano, já tem 1.327 casos, segundo o MDHC.

 Para a coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera, Profa. Maria Luiza Bernardi, essa é uma realidade em que a vítima tem receio de denunciar em função de o agressor ser, na grande maioria das vezes, um ente próximo.  “É necessário conscientizar a população acerca dos cuidados que devemos ter com os idosos e assim, ampliarmos a qualidade de vida da terceira idade. Essas vítimas, em linhas gerais. convivem com familiares por necessidade de receber rede de apoio, o qual nem sempre é prestado de forma adequada. Por isso a atenção deve ser constante”, indica. Maria Luiza alerta ainda que, quando não é um familiar, o idoso acaba sendo negligenciado por um cuidador e que a atenção permanente contribui para a redução dessas violências. “Quando se notar qualquer anormalidade no tratamento com o idoso, investigue e denuncie se houver algo de errado. Os idosos não têm, em geral, força ou métodos para se defender sozinhos. Há uma legislação responsável pelo direito do idoso e qualquer pessoa pode fazer a denúncia”, destaca. 

 A docente da Anhanguera indica que as denúncias podem ser feitas por diversos meios, seja através das Polícias Militar (190) ou Civil (197), o Disque 100 (que funciona diariamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana) e canais eletrônicos. Ademais, órgãos como o Ministério Público, mais específico a Promotoria de Justiça com atribuição em matéria do Idoso, podem ser procurados para defesa dos direitos difusos e coletivos dessa classe uma vez que forem violados.

 Por fim, a especialista afirma que é essencial evitar a perpetuação da vulnerabilidade do idoso, sendo fundamental que a família exercite o amor e a paciência para lidar com os desafios da terceira idade. “Estabeleça diálogos, fortaleça laços e proporcione um ambiente adequado e seguro para eles. Ouvir o idoso sobre o que ele está passando ajuda a dirimir esse problema”, afirma Maria Luiza.

Canais de Denúncia no RS:

Disque 100 (Disque Direitos Humanos): Funciona 24h, inclusive fins de semana, garantindo sigilo e anonimato.

Delegacia Online RS: Link - Delegacia Online oficial do estado para registros.

Denúncia Digital 181: Canal seguro da segurança pública.

Ouvidoria Geral do Estado (OGE/RS): Link - O formulário eletrônico no site da Ouvidoria.

Polícia Militar (190): Para situações de risco iminente.

Delegacias Especializadas: Delegacias de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) ou especializadas na proteção ao idoso.

Ministério Público do RS: Procuradorias especializadas.

 

Sobre a Anhanguera – Fundada em 1994, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e um portfólio diversificado com mais de 47 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 96 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos, EJA e preparatórios, com destaque para o Intensivo da OAB. Pertencente à Cogna Educação, o mais diversificado e maior grupo educacional do país, a marca está presente em mais de 106 unidades e 1.698 polos em todos os estados brasileiros, atendendo a milhares de alunos por meio de professores especialistas, mestres e doutores. Com o conceito lifelong centric, centrado na aprendizagem em todas as fases do aluno, 91% das instituições possuem notas 4 ou 5 no MEC. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.

 




Audiência pública de Lajeado mostra forte repúcio a novas concessões rodoviárias no RS

A primeira audiência pública da CPI dos Pedágios foi realizada na noite de ontem, às 19h, na Câmara de Vereadores de Lajeado, reunindo prefeitos, vereadores, lideranças empresariais, representantes do setor produtivo e moradores da região do Vale do Taquari. Ao abrir os trabalhos, o presidente da CPI, deputado Paparico Bacchi, afirmou que o objetivo é “dar voz a quem vai pagar essa conta pelos próximos 30 anos” e criticou a condução do leilão do Bloco 2. “Estamos falando de um contrato que compromete a economia do Estado por três décadas. Isso é praticamente metade da vida de uma pessoa. Não é algo que possa ser tratado com pressa ou sem o devido esclarecimento”, declarou. Bacchi também questionou o avanço do processo sem a conclusão do relatório do Tribunal de Contas e apontou problemas já verificados em concessões anteriores. “O governo não aguardou o relatório final do TCE e ignorou questionamentos importantes. Nós já temos exemplos de obras atrasadas e reajustes elevados em contratos vigentes. Como aceitar ampliar esse modelo sem corrigir as falhas?”, afirmou. Segundo ele, a CPI pretende consolidar as informações colhidas nas oitivas técnicas e nas audiências públicas para elaborar um relatório que possa fundamentar medidas em relação ao leilão.

Houve forte participação populaar.

Outros encontros regionais serão agendados.

CPI dos Pedágios

 O pedido do governador Eduardo Leite de comparecer à CPI dos Pedágios e que será votado na segunda-feira, é apenas mais uma jogada política para que sirva de palanque ao declarado candidato ao Planalto ou ao Senado e cuja decisão dependerá da sua vontade, mas que exigirá que ele saia do governo dentro de 60 dias.

A maioria dos deputados d CPI não podem cair na armadilha, aguardando par convocar Leite quando mais elementos estiverem coletados.

A CPI mal foi instalada e apenas ontem realizou sua primeira audiência pública no interior, no caso em Lajeado, onde as manifestações de oposição a novas concessões rodoviárias foram brutais.

Apesar da oposição generalizada e de 50 apontamentos de restrições feitas pelo TCE,  Eduardo Leite insiste no leilão do bloco 2, agendado para o dia 13 de março de 2026, às 14h, na sede da B3, em São Paulo, um mês antes do governador renunciar. O edital contempla 409 km de rodovias no Vale do Taquari e Norte do Estado, com previsão de 30 anos de concessão. Já o bloco 1, passou pela fase de consultas públicas e está sendo aprimorado. O lançamento do edital está previsto para o primeiro trimestre deste ano

No contexto de jogadas de efeito, na última quinta-feira, Leite anunciou, durante evento na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul, o início das obras de duplicação do contorno norte de Caxias, na ERS-122, que integra o bloco 3, já implementado, para as próximas semanas.

Desemprego no RS é o menor da história

  O Rio Grande do Sul apresentou uma taxa de desocupação anual de 4%, a menor registrada no Estado em toda a série histórica (iniciada em 2012) do levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a 2024, o RS recuou mais de 1,2 ponto percentual (p.p.) no índice, reduzindo a desocupação. 

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira.

O Rio Grande do Sul ficou abaixo da taxa média de desemprego do Brasil (que foi de 5,6%), figurando entre os dez primeiros Estados com as menores taxas. 

Redução da informalidade 

A taxa anual de informalidade do Estado ficou em 31,4% – 0,6 p.p. menor que o ano anterior. Entre as unidades da federação, o Rio Grande do Sul marca posição entre os primeiros dez colocados, em quarto lugar – atrás apenas de São Paulo (29%), Distrito Federal (27,3%) e Santa Catarina (26,3%). O número registrado no RS é 6,7 p.p. menor que a média do Brasil (38,1%).