O jornal Valor de hoje diz que as vendas de vestuário estão 20% abaixo do nível pré-pandemia e que isto resulta de uma combinação de fatores: a forte concorrência de gigantes asiáticos importados, mudanças no comportamento do consumidor (foco no online/casual) e a perda de poder de compra.
O setor enfrenta um "ataque" de importações de baixo custo, inflação, juros altos e endividamento, afetando o varejo físico tradicional.
Ataque de Gigantes Asiáticos e Importados: Plataformas internacionais (como Shein, Shopee, AliExpress) ganharam forte participação, oferecendo preços muito competitivos que o mercado nacional tem dificuldade em cobrir.
Mudança no Comportamento do Consumidor: A pandemia consolidou o e-commerce, que cresceu mais de 50% em 2022, reduzindo o fluxo em lojas físicas. Além disso, houve uma mudança para vestuário mais confortável/casual e uma busca por maior funcionalidade nas peças.
Fatores Econômicos (Inflação e Juros): O endividamento das famílias e a inflação elevada reduziram a renda disponível para bens não essenciais, como roupas.
Mudança Estrutural: O consumo migrou, e a pesquisa do IBGE aponta que o varejo físico, em particular, ainda sofre para recuperar os patamares de 2019.
Concorrência por Carteira: Consumidores mudaram prioridades de gasto, com aumento no consumo de serviços (streaming, viagens) e apostas (bets) em detrimento de produtos físicos.