Na reunião secreta, ministros dizem que PF usou ferramenta de espionagem do Mossad para pegar Toffoli

A ilustração é do site Poder360.

Novas revelações vão surgindo e ninguém sabe com certeza quem é o autor das gravações secretas das reuniões secretas mantidas entre ministros do STF e que resultaram no expurgo de Dias Toffoli da relatoria do inquérito do Master.

A desconfiança é de que a gravação foi feita às escondidas por Toffoli, mas ele nega.

A mais recente gravação acaba de ser publicada pelo site Poder360 e mostram convrsações inacreditáveis ocorridas entre os ministros, tudo quando o ministro Cristiano Zanin mencionou a contrtação e uso da Blkack Wall Global israelense pela PF. Zanin disse que não sabia dessa ferramenta, ao que Moraes interveio e declarou

- Eu conheçou essa gente. É o pessoal do Mossad (serviço secreto de Israel).

CLIQUE AQUI para ler a reportagem do site Poder360 na íntegra, inclusive diálogos cabulosos entre os ministros.


Dica do editor - Saiba por que é aconselhável fazer um detox digital em um retiro de silêncio

Fazer um detox digital em um retiro de silêncio é uma experiência que frequentemente traz à tona emoções intensas e situações "perturbadoras", pois, ao remover o estímulo externo constante, nosso cérebro é forçado a processar conteúdos internos guardados. Relatos de experiências semelhantes indicam que o que parece perturbador no momento é, na verdade, um processo profundo de adaptação e reflexão. Aqui estão os pontos mais comuns que podem ter acontecido com você:Bombardeio de pensamentos e emoções reprimidas: Sem a "distração" das telas, pensamentos aleatórios, ansiedade, tristeza ou memórias antigas podem surgir de forma avassaladora.

As informações são do jornal The Washington de hoje. Leia mais:

Abstinência Digital (Withdrawal): Nas primeiras 24 a 48 horas, é normal sentir irritabilidade, ansiedade, inquietação e um "vazio" semelhante a uma abstinência de substâncias.

Exaustão Extrema: O choque da mudança de ritmo pode causar um cansaço intenso, onde o corpo "apaga" como forma de adaptação à calma.

A "Dor" do Silêncio: O silêncio forçado pode confrontar você com medos, inseguranças e a necessidade de lidar com a própria presença, o que pode parecer um "castigo" inicialmente.

Processamento da Realidade: A falta de informações externas pode causar uma sensação de desorientação, onde o tempo parece parar ou distorcer. 

Embora essas experiências sejam desconfortáveis, o relato comum é que, após a fase inicial de "crise", o silêncio proporciona uma clareza mental significativa e um aumento na resiliência emocional. 


Artigo, Felipe Vieira - O baileda impunidade: Transparência Internacional mostra que a festa é dos privilegiados — a conta é do povo

O Brasil não caiu na corrupção por acidente. O Brasil convive com ela como método de poder.

Quando um país repete o mesmo vexame ano após ano, o problema deixa de ser moral ou episódico e se torna estrutural e institucional. O Índice de Percepção da Corrupção 2025, divulgado pela Transparência Internacional nesta terça-feira, não traz surpresa nem escândalo novo. Ele apenas confirma, com números frios, aquilo que o brasileiro já sente no bolso, no hospital, na escola, na estrada e na segurança pública.


O Brasil marcou 35 pontos, numa escala de 0 a 100, e ficou na 107ª posição entre 182 países. Está abaixo da média mundial e regional. Vergonhosamente abaixo. Somos a potência do agro, gostamos de nos orgulhar do tamanho da economia, do futebol, da criatividade. Mas quando o assunto é integridade institucional, estamos no porão.


Desde 2015 o país não consegue sair dessa lama. Um ponto a mais é estatisticamente irrelevante. Não há trator de esteira capaz de puxar o Brasil desse pântano enquanto a própria estrutura de poder se sente confortável nele. O país está atolado — e quem orbita a Praça dos Três Poderes parece perfeitamente adaptado ao ambiente.

Não é falta de indignação popular. É excesso de blindagem institucional.


O orçamento foi capturado por emendas distribuídas em ambientes de baixa transparência e fiscalização. Políticas públicas operam com controles frágeis. O crime organizado infiltra-se na economia formal — da Faria Lima ao setor de combustíveis, de estruturas empresariais sofisticadas a negócios que parecem comuns. O Estado vira balcão. A fronteira entre público e privado desaparece. E o país finge se escandalizar.


Não se sabe sequer dimensionar com precisão as centenas de bilhões drenadas ao longo dos anos. O dinheiro do contribuinte desaparece antes de virar ambulância, antes de virar sala de aula, antes de virar asfalto, antes de virar equipamento policial. A corrupção mata — mata na fila do hospital, no buraco da estrada, na falta de remédio, na ausência de segurança, na escola precária.


O escândalo do INSS escancara essa lógica. Mais de R$ 12 bilhões já identificados como desviados de aposentados e pensionistas. Se confirmadas todas as irregularidades nos consignados, o rombo pode ultrapassar R$ 100 bilhões. Não é falha técnica. É crime em escala industrial contra quem não tem lobby nem padrinho.


Aposentados e pensionistas foram saqueados por sindicatos e operadores que atuaram sob a complacência — para dizer o mínimo — de uma estrutura que tinha o dever de fiscalizar e impedir o esquema. Não foi descuido. Foi vista grossa. Foi falha grave de controle. E o sistema protege os seus.


Mesmo após o presidente Lula afirmar que conversou com o filho citado na CPMI do INSS — Lulinha — e declarar publicamente “se tiver alguma coisa, vai pagar o preço”, o filho do presidente segue sem convocação. O presidente fala para a plateia. A base age para blindar. Um diz uma coisa. O outro faz outra.


No Brasil, a transparência é farol seletivo: ilumina o adversário e poupa o aliado.


Nada disso é novidade. Neste século tivemos mensalão, petrolão, orçamento secreto, emendas bilionárias, fraudes financeiras sofisticadas. Houve operações, delações premiadas, confissões explícitas. Sim, confessaram. Sim, admitiram que desviaram dinheiro público. Sim, devolveram parte — mas não tudo.


E agora, em muitos casos, buscam de volta.


O dinheiro desviado do contribuinte abasteceu contratos fraudados e campanhas eleitorais. Descobertos os esquemas, foi apreendido dos corruptos e corruptores, retornou ao Estado e, com pareceres da PGR e decisões de tribunais superiores, voltou em larga escala ao patrimônio de quem o desviou.


No Brasil retratado pelo Índice da Transparência Internacional, confessar não pode compensar — mas muitas vezes compensa.


O caso do ex-governador Sérgio Cabral simboliza esse deboche. Condenado a mais de 400 anos de prisão e a devolver mais de R$ 2,5 bilhões, deixou a cadeia e passou a viver em cobertura de alto padrão na Lagoa Rodrigo de Freitas, gravando vídeos com dicas de filmes.


Como alguém que construiu carreira política consegue acumular patrimônio que leva a condenação bilionária sem que órgãos de controle detectem? Onde estavam os Tribunais de Contas enquanto esse patrimônio crescia? São órgãos de fiscalização ou tribunais do faz de conta?

Isso é um soco no estômago do aposentado saqueado. Do pensionista enganado. Do contribuinte que trabalha cerca de cinco meses por ano apenas para pagar impostos e não recebe serviços públicos compatíveis com o que paga.


A Transparência Internacional alerta: corrupção hoje não é só desvio. É infiltração. É captura do Estado. É crime organizado comprando acesso, cooptando estruturas, utilizando o sistema financeiro e empresarial para lavar dinheiro e expandir poder.


Quando isso acontece, a corrupção deixa de ser problema. Vira sistema.


Os poderosos transformaram o Estado brasileiro em um permanente baile da Ilha Fiscal. Para quem esqueceu, o Baile da Ilha Fiscal foi a festa luxuosa da elite imperial às vésperas da Proclamação da República — uma celebração opulenta enquanto o país real já estava em crise.


Poucos convidados seguem brindando. Milhões seguem pagando a conta.


A festa é para poucos. A fatura é de mais de 200 milhões de brasileiros.


E há um mecanismo que sustenta essa engrenagem: o foro privilegiado.


Um dos mecanismos que sustentam essa engrenagem é o foro privilegiado. Não existe, no mundo democrático, país com tamanho alcance de foro especial como o Brasil. Ele viola o princípio da isonomia — todos iguais perante a lei — e cria uma aristocracia processual.


O Supremo, em vez de restringir drasticamente esse privilégio, recentemente ampliou seu alcance.


Enquanto o foro funcionar como blindagem estrutural, haverá incentivo institucional à impunidade.


O sistema entrega alguns anéis para preservar os dedos. Sacrifica alguns nomes para proteger o núcleo.


O índice não acusa. Ele mostra o que se vê todos os dias.


Confirma que o saque ao Estado brasileiro não é acidente histórico nem azar estrutural. É modelo de poder que protege os seus, pune seletivamente e se perpetua na sombra.


E o povo não pode ver tudo isso porque falta luz no poste da rua que foi roubado por esse esquema canalha de corrupção, para que quem paga a conta permaneça no escuro, não por acaso, mas para que não enxergue com clareza o que corruptos e corruptores fazem com o Brasil. É preciso acender a luz e jogar na cara deles, identificando-os e fazendo-os responder pelos seus crimes e, condenados no devido processo legal, afastá-los por muito tempo da sociedade para que não retornem a alimentar essa engrenagem viciada que gira sem parar, sempre às custas de quem trabalha e paga a conta.


Felipe Vieira

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Oposição anuncia atos públicos para o dia 1o. Em Porto Alegre, comício será no Parcão.

A oposição anunciou a convocação de uma ampla mobilização nacional diante da grave crise institucional que o país enfrenta, intensificada pelas denúncias envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal e por fatos recentes que colocam em xeque a credibilidade da mais alta Corte do país.

Com ato central marcado para a Avenida Paulista, em São Paulo, a mobilização também ocorrerá simultaneamente em todo o Brasil, alcançando capitais e cidades do interior. 

O movimento, denominado “Acorda Brasil”, busca canalizar a indignação popular e reforçar o clamor por transparência, respeito à Constituição e responsabilização das autoridades.

Em Porto Alegre, a manifestação está marcada para o domingo, 1º de março, às 15h, no Parcão.

Para o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), a mobilização vai muito além de um único escândalo. “Não se trata apenas do caso do Banco Master, que por si só já representa um dos maiores escândalos de promiscuidade entre poder político, econômico e institucional que o país já viu. O que estamos assistindo é uma sucessão de crises: a CPI do roubo dos aposentados, os Correios completamente quebrados, denúncias de corrupção em série. Para onde se olha, há indícios de irregularidades, descontrole e falta de responsabilidade. O Brasil vive uma crise profunda, moral, institucional e econômica, e a sociedade precisa reagir”, afirmou.

Dica do editor - Portugal restringe uso de redes sociais por menores de até 16 anos

O Parlamento de Portugal aprovou, ontem, quinta-feira, uma legislação para restringir o acesso de menores de 16 anos a redes sociais, plataformas de vídeo e apostas online. A medida exige consentimento parental para jovens entre 13 e 16 anos e proíbe o uso por menores de 13, utilizando a Chave Móvel Digital para verificar idades, visando proteção contra danos cognitivos e psicológicos. 

As principais características da proposta portuguesa incluem:

Idade Mínima Digital: Fixada em 16 anos para acesso autónomo a redes sociais e plataformas de partilha de vídeos.

Consentimento Parental: Necessário para jovens entre 13 e 16 anos.

Proibição: Crianças com menos de 13 anos não poderão aceder a estas plataformas.

Verificação de Idade: Os provedores de tecnologia devem implementar sistemas compatíveis com a Chave Móvel Digital (DMK).

Multas: Empresas que ignorarem as restrições podem enfrentar multas de até 2% da receita global.

Abrangência: Plataformas como Instagram, Facebook e TikTok estão incluídas, mas o WhatsApp foi inicialmente excluído da restrição. 

A iniciativa, liderada pelo Partido Social-Democrata (PSD), reflete uma tendência europeia de proteção de menores face aos danos cognitivos e riscos de segurança online, como o cyberbullying. 

A aprovação ocorreu com 148 votos a favor e 69 contra, prevendo-se uma fase de debate na especialidade para modificações antes da votação final.