Hospital Moinhos de Vento apoia campanha Mundial de Combate ao Câncer

 Hospital Moinhos de Vento apoia campanha Mundial de Combate ao Câncer

Com o slogan “Não é fácil, mas é possível”, a instituição reforça a importância da prevenção, do diagnóstico do câncer e da evolução de novas terapias

Em 4 de fevereiro, é celebrado o Dia Mundial do Câncer. A iniciativa, criada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e visa aumentar a conscientização e a educação global sobre a doença. O Hospital Moinhos de Vento, engajado na causa, lança, neste ano, uma campanha com uma mensagem direta e objetiva: “Pode não ser fácil, mas é possível”.

Afinal, existem alguns tipos de câncer que podem ser evitados. A prevenção é possível — e, mais ainda, desejável. Alguns fatores evitáveis já são amplamente conhecidos – evitar tabagismo, obesidade, dietas desequilibradas e exposição ao sol sem proteção adequada, por exemplo. Quando há histórico hereditário de câncer, é possível fazer procedimentos preventivos, como cirurgias de mama e de ovário.

Ainda assim, a doença surgirá para uma parcela significativa da população. No entanto, o Chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, Sérgio Roithmann, destaca que há cura em muitos dos casos. “Ainda que um tumor maligno seja encontrado, também há enormes chances de cura e tratamentos disponíveis para que o paciente possa viver bem e com qualidade”, ressalta.

 Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 704 mil casos novos da neoplasia no Brasil para cada ano do triênio 2023-2025. As regiões Sul e Sudeste concentram a maior incidência da doença, chegando a 70%. O tumor maligno mais recorrente no Brasil é o de pele não melanoma (31,3% do total de casos), seguido do câncer de mama feminina (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%). Especificamente no Rio Grande do Sul, estima-se que, em 2023, haja mais de 24 mil casos de neoplasia em homens e mais de 27 mil casos de neoplasias em mulheres, podendo ser primárias ou malignas — a cada 100 mil habitantes.

A boa notícia é que, nos últimos anos, surgiram novos tratamentos como a imunoterapia para a doença na mama, próstata, bexiga, pulmão, entre outros. Roithmann ainda explica que o organismo humano está modificando geneticamente as células para combater alguns tipos de tumores, como os linfomas e o mieloma. “Pode-se também acoplar anticorpos monoclonais a quimioterápicos ou agentes radioativos, liberados diretamente sobre os tecidos cancerosos. Tecnologias que trazem maior esperança de cura com menos toxicidade para o paciente”, reitera.

Prevenção

O oncologista clínico do Hospital Moinhos Alexander Welaussen Daudt observa que os exames de detecção precoce possibilitam o diagnóstico do câncer em um estágio inicial da doença, quando o tratamento é potencialmente curativo. “De fato, existe consenso que o rastreamento regular de adultos assintomáticos para cânceres de mama, cólon (intestino grosso) e colo de útero reduz a mortalidade por essas neoplasias”, assegura.

 Além disso, já existem vacinas contra o HPV (papilomavírus humano), impedindo o desenvolvimento de como cânceres da vulva, vagina, pênis, ânus ou cervical. “Quanto à prevenção de câncer de pele, além dos cuidados de exposição ao sol, o aparecimento de sinais novos ou a mudança de características dos sinais existentes são motivos de alerta e consulta com especialista”, recomenda.

Diagnóstico

É por isso que a campanha deste ano do Hospital Moinhos de Vento em apoio ao Dia Mundial de Combate ao Câncer foca a trajetória do paciente, com o slogan “Pode não ser fácil, mas é possível”. Isso porque existem formas de auxiliar o paciente a passar pela etapa mais crítica do tratamento. A ideia é formar uma relação mais positiva com o diagnóstico, de acordo com o médico Alexander Welaussen Daudt.

“É possível fazer algumas mudanças no estilo de vida para que esse momento transcorra com mais tranquilidade. Adotar hábitos saudáveis, fortalecer e ampliar conexões, aprender a lidar melhor com o estresse, reconhecer os pensamentos negativos e buscar práticas que ajudem a lidar com esses sentimentos, como “mindfulness”, yoga ou alguma arte e mesmo um voluntariado poderá ser interessante”, pondera Daudt. “Tentar manter em mente que a crise vital que é enfrentar uma doença também oferece uma oportunidade para o autoconhecimento e para o florescimento pessoal é imprescindível”, ressalta o especialista.

Juntos no combate à doença

 No dia 14 de fevereiro, o Moinhos Science Class abordará a Imunoterapia em câncer de colo de útero. A palestrante será a oncologista clínica Larissa Gomes do Centro Paulista de Oncologia e Grupo Oncoclínicas em São Paulo, ainda terá a participação da médica oncologista Fernanda Casarotto e do médico oncologista José Roberto Freitas Rossari, ambos do Moinhos. As iniciativas são gratuitas e podem ser acessadas pelo site do Hospital.

 E com o propósito de qualificar as redes de apoio a pacientes, familiares e amigos, o Hospital Moinhos de Vento promove, neste mês, a edição do encontro Juntos, que abordará: Saúde Mental e Espiritualidade: cuidando integralmente da experiência do adoecer, no próximo dia 16 de fevereiro. O bate-papo será entre a psicóloga do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, Marceli Emer, o pastor Daniel Annuseck Hoepfner e a médica psiquiatra do Hospital Moinhos de Vento, Luciane Cruz.


Nenhum comentário:

Postar um comentário