O ministro Dias Toffoli foi colocado sob suspeição público desde que viajou a Lima para ver um jogo do Palmeiras, tudo no jatinho privado do empresário Luiz Oswaldo Pastore dias antes de impor sigilo máximo e assumir o controle total do processo que envolve Daniel Vorcaro e diretores do Banco Master. No mesmo voo estavam Pastore e o advogado Augusto Arruda Botelho, ex-secretário nacional de Justiça do governo Lula. Arruda Botelho foi justamente quem apresentou um recurso em defesa de Luiz Antonio Bull, diretor de Compliance do Banco Master e que originou a avocação do processo por parte do ministro que colocou tudo sob sigilo total. A decisão concentra no magistrado a competência para avaliar e autorizar qualquer procedimento futuro referente ao inquérito.
Daniel Vorcaro e Bull são suspeitos de envolvimento em um esquema de fraudes financeiras que teria gerado um prejuízo estimado em pelo menos R$ 12 bilhões.
Outros ministros - Entre 2022 e 2024, o Banco Master financiou ao menos cinco eventos que contaram com ministros do STF: Toffoli participou do Fórum Jurídico Brasil de Ideias, em Londres, em abril do ano passado e no encerramento, estavam ainda Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o presidente do Senado Davi Alcolumbre. A jornalista gaúcha Karim Miskulim, que organizou o evento, disse que sua organização, a Voto, pagou tudo.
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