Saiba o que significa fechar o Estreito de Ormuz, segundo consulta deste blog à IA da Meta

Segundo correspondentes internacionais o porto/canal de Ormuz  no Oriente Médio já está parcialmente bloqueado, mas o bloqueio poderá ser rompido a qualquer momento pela força militar israelo-americana.

Além do petróleo e gás natural, navios carregando diversas outras mercadorias, incluindo alimentos e carnes, atravessam o Estreito de Ormuz. 

Embora o petróleo (cerca de 20% do consumo mundial) e o gás natural liquefeito (GNL) sejam os principais produtos que transitam por essa rota estratégica, o estreito é uma via de navegação comercial geral que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. 

Pontos importantes sobre o comércio não-petroleiro em Ormuz:

Importações Alimentares: Muitos países do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, são grandes importadores de alimentos, e grande parte desses produtos (incluindo carnes congeladas, grãos e produtos perecíveis) chega através de navios cargueiros que passam pelo estreito.

Comércio Geral: Navios de contêineres e navios de carga geral (que transportam alimentos, máquinas e produtos manufaturados) utilizam as mesmas rotas marítimas, especialmente o corredor de tráfego de saída.

Riscos de Bloqueio: Se o Irã bloquear o estreito, o impacto não será apenas no preço da gasolina, mas também na cadeia de suprimentos de alimentos e outros produtos essenciais para os países da região. 

Portanto, o Estreito de Ormuz é vital tanto para a energia mundial quanto para o comércio geral, incluindo o abastecimento de alimentos na regiã

𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐞𝐱-𝐚𝐮𝐱𝐢𝐥𝐢𝐚𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐏𝐚𝐮𝐥𝐨 𝐆𝐮𝐞𝐝𝐞𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐦𝐨𝐧𝐭𝐚𝐦 𝐧𝐚𝐫𝐫𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐝𝐚 '𝐡𝐞𝐫𝐚𝐧ç𝐚 𝐦𝐚𝐥𝐝𝐢𝐭𝐚'

Desde o fim do governo Bolsonaro, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes tem se mantido na sombra. Convencido de que não tem nada a ganhar ao responder às acusações feitas à sua gestão pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ele não deu até hoje uma única entrevista nos mais de três anos desde que deixou o cargo, apesar dos pedidos constantes da imprensa.

Seus ex-colaboradores têm seguido a mesma estratégia, mas um ex-colagorador do ministro mandou a mensagem a seguir para o jornalista Jose Fucs, pedindo para não ser identificado.


1. Gastos públicos


No governo Lula, de 2023 a 2025, o crescimento real (descontada a inflação) da despesa primária (excluídos os juros da dívida pública) chegou a 4,7%, em média, ao ano. Entre 2019 e 2022 a taxa ficou em 2,8% ao ano. Apenas para efeito de comparação, no período de 1998 a 2018 o crescimento real médio da despesa primária foi de 5,2% ao ano.


2. Despesa primária em relação ao PIB


Entre dezembro de 2018 e dezembro de 2022, houve uma redução de 1,4 ponto percentual do PIB (Produto Interno Bruto) na despesa primária, enquanto entre dezembro de 2022 e dezembro de 2025 houve um aumento de 0,8 ponto percentual. Cada ponto do PIB corresponde em valores atuais a cerca de R$ 130 bilhões.


3. Despesa primária com a Previdência


Em 2025, o gasto do governo com a Previdência foi de R$ 1 trilhão. Em 2022, a despesa foi de R$ 926 bilhões —12% a menos. Em relação ao PIB, o aumento dos gastos neste quesito no governo Lula chegou a 0,8% contra uma queda de 0,5% no governo Bolsonaro.


4. Custo da máquina pública


Em 2022, o custeio da máquina pública, excluída a despesa com pessoal, consumiu R$ 60,2 bilhões, enquanto no governo Lula 3 ela chegou a R$ 72,7 bilhões —um aumento real de 20,9% em apenas três anos. No período de 2019 a 2022, houve uma redução de R$ 8,2 bilhões nos gastos com a máquina— o equivalente a 12% da despesa realizadas no governo Temer na área.


5. Restos a pagar (RAP)


Nesta rubrica do Orçamento, os valores foram de R$ 291,7 bilhões na virada de 2022 para 2023, segundo o "zap" enviado pelo ex-colaborador de Guedes. Mesmo de 2020 para 2021, no pico da pandemia, os restos a pagar atingiram R$ 303,4 bilhões. Já de 2025 para 2026, os valores rolados de um ano para o outro chegaram a R$ 391,5 bilhões —34% a mais que em 2022. Na atual gestão, os restos a pagar voltaram praticamente ao nível atingido de 2014 para 2015, no governo Dilma, um dos piores momentos da economia na história recente do país.


6. Rombo nas estatais


Em 2022, o resultado primário das estatais alcançou um superávit de R$ 6,1 bilhões, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, enquanto em 2025 as empresas públicas tiveram um déficit de R$ 5,9 bilhões - uma diferença significativa de R$ 12 bilhões.


7. Dívida líquida


No período 2023 a 2025, a dívida líquida do setor público explodiu, devido à gastança sem lastro promovida pelo governo Lula. O nível de endividamento bateu recorde, atingindo 65,3% do PIB em 2025 —um salto de 9,2 pontos percentuais do PIB ou um aumento nominal de R$ 2,7 trilhões em três anos.


8. Dívida bruta


No fim da gestão de Guedes, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) era equivalente a 71,7% do PIB e fechou 2025 em 78,7% do PIB ou R$ 10 trilhões, com um aumento de sete pontos percentuais do PIB só no governo Lula. De outubro de 2020, no auge da pandemia, quando a dívida bruta chegou a 86,7% do PIB, a dezembro de 2022, houve um corte de 16 pontos percentuais do PIB na dívida pública, mas ela voltou a subir em ritmo acelerado desde 2023.


9. Taxa de juros


A taxa de juros implícita na Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 12,7% em 2025. No total, o gasto com juros superou a casa de R$ 1 trilhão no ano passado, o equivalente a quase R$ 2 bilhões por minuto. Em 2022, a taxa de juros implícita era 10,8%, enquanto a média de 2019 a 2022 foi de 7,7% ao ano. No caso da dívida líquida, o indicador atingiu 13,8% em 2025 ante 11,6% em 2022 e uma média de 9,8% ao ano no governo anterior. Na gestão de Guedes, houve uma redução de 3,6 pontos percentuais do PIB na dívida e não um aumento significativo, como o que está ocorrendo com Lula.


10. Resultado fiscal estrutural


O indicador —que desconsidera receitas não recorrentes no diagnóstico fiscal do país e é tido como o mais adequado para avaliar resultados e entregas de governos— aponta que houve um superávit estrutural de 0,3% do PIB em 2022, mesmo dado apurado pela IFI (Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado), ante um déficit de 0,9% do PIB em 2025. Na gestão de Guedes, a variação em relação ao resultado herdado do governo Temer foi positiva em 2,3 pontos percentuais do PIB, enquanto na gestão de Haddad foi negativa em 1,2 pontos do PIB em relação ao que herdou de seu antecessor. O resultado de Haddad até agora só é melhor do que o apresentado na gestão do ex-ministro Guido Mantega na Fazenda, no governo Dilma.


Como mostram os indicadores acima, Lula e Haddad podem até iludir quem não acompanha os números de perto, ao "dourar" os dados do atual governo na área fiscal e compará-los ao seu modo com os do governo anterior. Mas, para quem tem uma noção básica dos principais indicadores relacionados às contas públicas, a narrativa petista não resiste ao teste da realidade.


Na hora que subir a rampa do Palácio do Planalto em 1º de janeiro de 2027, o próximo presidente, seja ele quem for, terá de lidar com uma bomba fiscal e com um nível de endividamento recorde que narrativa nenhuma poderá apagar.

CNN mudará de lado

 Hoje pela manhã, na sede da CNN em New York, o edifício Hudson Yards, o clima era de velório.

Mais: de pânico.

A razão: a Netflix, que defende transgêneros e a volta de Obama, esperada pela esquerda como compradora da Warner Brothers, dona da CNN, desistiu oficialmente da compra.

O motivo do pânico -que acabou indo ao ar hoje pela manhã nos noticiários da CNN e CBS- é mais do que justificado: o novo dono do maior império midiático do mundo agora é a Paramount, de David Ellison, conservador e cuja família é totalmente alinhada a Donald Trump.

A Netflix desistiu oficialmente quando sua oferta de 72 bilhões de dólares foi superada pelos 81 bilhões da Paramount.

Há muito, Trump tem rotulado a CNN como um dos veículos que mais dissemina notícias falsas nos EUA, e tem afirmado sua intenção de reformular totalmente a empresa.

A compra, evidentemente, promete demissões brutais em toda a empresa.

Trump é apoiado integralmente por Ellison, agora dono  de uma enorme rede de franquias, que inclui, além da CNN, dezenas de outras como O Senhor dos Anéis, Batman, Superman e DC Comics.

O comunicado oficial foi feito hoje pelo Departamento de Justiça americano e pela Netflix, e manchetes se alastraram pela mídia de esquerda afirmando que 'Trump e seus aliados pretendem transformar a emissora em canal pró-MAGA.'

Os reflexos dessa guinada nos rumos da mídia mundial vão se espalhar por todo o mundo, e inclusive no Brasil, onde a CNN poderá, sob uma orientação conservadora, virar uma pedra no sapato da rede globo, conhecida por seu 'jornalismo' de ocasião e alugado a quem paga mais.

Fato é que a nefasta onda woke estimulada pela esquerda, que invadiu o mundo, vai agonizar.

Para alívio do planeta, cansado desse lixo.

A própria Netflix deverá, a partir de agora, rever suas posições duvidosas, diante da realidade...e da concorrência.

Good news, especialmente no caso do Brasil, em ano eleitoral e sujeito a uma imprensa totalmente comprada por lula e seus asseclas.

Quem viver verá

Artigo, especial - O Brasil dono do Brasil

Este asrtigo é do Observatório Brasil Soberano

A história das nações que alcançaram o topo do desenvolvimento demonstra uma verdade frequentemente ignorada: a prosperidade é produto da vontade política consciente e de uma visão de Estado de longo prazo. Para o Brasil romper o ciclo de subdesenvolvimento, é fundamental abandonar a visão puramente contábil da economia e adotar uma estratégia de Estado Soberano, onde o crescimento econômico seja o meio e o fortalecimento da nação seja o fim. Ao nos resignarmos como exportadores de riqueza bruta e importadores de inteligência, aceitamos uma renúncia silenciosa à nossa autonomia. Um gigante que entrega matéria-pri ma para comprar de volta o fruto da tecnologia alheia torna-se, inevitavelmente, refém de decisões tomadas em capitais estrangeiras e de fluxos financeiros sem compromisso com o Brasil. A economia deve subordinar-se aos objetivos permanentes da nação. Isso exi ge uma hierarquia moral do dinheiro, onde o capital que realmente importa é aquele que se fixa no território, constrói indústrias e gera empregos dignos. O trabalho é o cimento da ordem social, o fundamento da dignidade humana e o pilar de sustentação da coesão familiar. São ferramentas de pacificação social e de fortalecimento da identidade do povo. Essa soberania é indissociável da se gurança pública e do controle do território. Não existe país soberano quando o Estado transfere, por omissão ou leniência, sua autoridade a facções criminosas que prosperam sob a inversão de valores. Um Estado forte protege o cidadão e trata o crime organizado como uma ameaça, aplicando tolerância zero contra quem atenta contra a lei e a ordem. Outra questão fundamental é como o produtor é tratado. Aceitar passivamente o rótulo de “celeiro do mundo” é uma sentença de estagnação que ignora que a verdadeira riqueza reside na agregação de valor. Exportar minério e petróleo bru to para importar aço e combustíveis processados é uma transferência direta de riqueza nacional para o exterior. O Brasil possui escala para dominar suas cadeias produtivas estratégicas, da segurança alimentar à tecnologia de defesa. A rein dustrialização é um imperativo de defesa nacional; em um mundo de incertezas geopolíticas, quem não fabrica suas próprias ferramentas de proteção está sob o arbítrio alheio. Precisamos superar o modelo centralizador que asfixia a produção e investir em logística — ferrovias, portos e infraestrutura moderna — que conecte o interior produtivo ao litoral de forma eficiente. Nossa matriz energética abun dante deve servir como vantagem competitiva, e não como um peso tarifário que pune quem produz. No cenário global, o Brasil deve pautar suas relações por um pragmatismo absolu to. O acesso ao nosso mercado consumidor e às nossas riquezas é uma moeda de troca valiosa que exige contrapartidas em tecnologia e reciprocidade comercial. Hoje, normas internacionais e “pautas verdes” de fachada são utilizadas como instrumentos para ferir o produtor nacional e nossa soberania sobre a Amazônia. Para termos um “Brasil dono do Brasil” só com um Estado estrategista e muscu loso —— não inchado pela burocracia — que não peça licença para crescer e que projete poder através da autossuficiência. O futuro não pode ser decidido por burocratas internacionais, mas pela nossa capacidade de converter recursos em desenvolvimento real. • Estado estrategista: Economia subordinada aos objetivos permanentes da nação, capital produtivo enraizado no território e crescimento orientado pela soberania. • Reindustrialização e valor agregado: Superação do papel de exportador de matéria-prima, domínio das cadeias estratégicas, logística eficiente e energia como vantagem competitiva. • Autoridade e autonomia: Combate f irme ao crime organizado, controle efetivo do território e política externa pragmática baseada em reciprocidade e tecnologia. Pág. 1 O Brasil precisa comandar a própria história.

Estas são as bases militares secretas da China no Brasil, segundo o Congresso dos EUA

Exército, Marinha e Aeronáutica nada comentam.

Um arquivo divulgado pelo Congresso dos Estados Unidos nessa quinta-feira acusa o Brasil, assim como outros países da América Latina, de possuírem bases militares chinesas para lançamentos especiais. A base no Brasil seria em Salvador, na Bahia, na sede da Ayla Space, uma empresa brasileira do setor aeroespacial. No documento, a base é intitulada como 'Tucano Ground Station'. Esse projeto é feito pela Ayla ao lado da empresa aeroespacial chinesa Beijing Tianlian Space Technology Co. Ltd. Seu desenvolvimento foi para analisar dados de satélites em observação da Terra para monitoramento dentro do Brasil. Além da base, outra citação é de um laboratório de radioastronomia entre Brasil e China na Serra do Urubu, que focaria no desenvolvimento de tecnologia avançada.'O laboratório se concentrará no desenvolvimento de tecnologia de ponta para apoiar a observação astronômica e a exploração do espaço profundo

Dentro do relatório, o Brasil é citado em quinze ocasiões. Algumas com outros países da América do Sul como de influência e outras vezes de forma mais específica.

Intitulado 'Atraindo a América Latina para a Órbita da China', o relatório descreve as supostas estratégias multifacetadas nas áreas diplomática, econômica, tecnológica e militar que a China tem empregado para aprofundar sua influência na América Latina e no Caribe.

Cenário econômico do RS em 2025

 Os dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul em 2025 mostram um cenário complexo e de recuperação, com forte volatilidade ao longo do ano devido a fatores climáticos e de reconstrução. 

Aqui estão os pontos principais com base nos dados disponíveis até o final de 2025/início de 2026:

Acumulado do Ano (Resultados Preliminares): Informações de fevereiro de 2026 indicaram que a economia do Rio Grande do Sul cresceu 1,7% em 2025. Esse desempenho ficou abaixo da média nacional, que foi estimada em 2,2% no mesmo período.

Volatilidade Trimestral: O ano foi marcado por grandes oscilações. Após uma queda no segundo trimestre de -2,7%, afetado pela estiagem e quebra na safra de soja, o estado teve uma forte recuperação no terceiro trimestre, crescendo 4,5% na comparação com o trimestre anterior.

Fatores de Impacto:

Agropecuária: Teve um desempenho negativo no acumulado devido à quebra de safra.

Indústria e Serviços: Lideraram a recuperação, impulsionados pela reconstrução e pela indústria de transformação (máquinas e implementos) após as enchentes de 2024, apresentando crescimento acima da média no terceiro trimestre.

Comparativo com o Brasil: Embora o resultado de 1,7% acumulado tenha ficado abaixo de algumas expectativas, o terceiro trimestre de 2025 (4,5%) mostrou o estado crescendo bem acima da média nacional (0,1%) no mesmo período. 

Portanto, o crescimento de 1,7% reflete um ano de "recuperação desigual", com a agropecuária prejudicada pela estiagem, enquanto a indústria e os serviços buscaram impulsionar a economia após os impactos das enchentes do ano anterior. 


Editorial da RBS - Investigações sobre Lulinha são um teste de solidez institucional e de maturidade política

A RBS está cada vez mais animada na sua virada de lado pela crítica ao autoritarismo do regime que sempre defendeu. Em seu editorial publicado hoje no jornal Zero Hora, a RBS atreve-se até mesmo a investir contra o presidente que ajudou a colocar no cargo.

Leia todo o editorial:

Não é de hoje que familiares de presidentes se veem envoltos em desconfianças

O avanço da investigação das fraudes no INSS sobre o filho do presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, representa um novo teste para a solidez das instituições democráticas do país e para a maturidade política de expoentes do governo e da oposição. É evidente que, em ano eleitoral, a possível implicação do filho do presidente e candidato à reeleição em um escândalo bilionário tem o poder de influenciar a disputa pelo Planalto. Por isso, é crucial que o trabalho da Polícia Federal e do sistema de Justiça seja pautado por absoluta liberdade de ação e critérios técnicos que não deixem dúvida sobre a lisura das apurações e a eventual culpa ou inocência de quem integra o círculo mais íntimo do atual chefe do Executivo.

O tumulto entre parlamentares em uma sessão da CPI do INSS ilustrou o quanto as suspeitas envolvendo o filho de Lula atiçam os ânimos

Na quinta-feira, o tumulto entre parlamentares em uma sessão da CPI do INSS ilustrou o quanto as suspeitas envolvendo Lulinha atiçam os ânimos de defensores e adversários do governo. Questionamentos à contagem de votos que acabou por autorizar a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente escalaram para um confronto físico que desonra o Congresso. Ninguém ignora que comissões parlamentares de inquérito são palco de embates partidários e interesses nem sempre republicanos, mas devem manter o mínimo de legalidade e civilidade.

O episódio teria implodido um "pacto de não agressão" entre lulistas e bolsonaristas, costurado nos bastidores, destinado a evitar convocações e quebras de sigilos sensíveis para o governo federal ou para a família Bolsonaro. Enquanto a própria existência desse tipo de acerto obscuro já é um indício de subversão do funcionamento de uma importante ferramenta da democracia, seu rompimento não deve levar ao extremo oposto: tentativas desesperadas de incriminação de parte a parte, que podem atrapalhar em vez de garantir o justo esclarecimento dos fatos.

Não é de hoje que familiares de presidentes se veem envoltos em desconfianças. No final do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) reabriu investigação para averiguar se Jair Bolsonaro, durante o mandato, atuou para interferir na Polícia Federal e barrar apurações envolvendo filhos e aliados. 

Entre os governistas, já há quem questione a "lealdade" do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao Palácio do Planalto por ter solicitado ainda em janeiro a quebra do sigilo de Lulinha – concedida em segredo pelo ministro do STF André Mendonça antes da confusão na CPI. Outra ala palaciana respalda Rodrigues sob justificativa de que o próprio presidente defende as averiguações.

Opinião do editor - O papel pedagógico das redes sociais no caso do desembargador mineiro

Foi exemplar a reação inicial das redes sociais ao denunciarem a decisão inaceitável do desembargador Magid Nauef Láuar, ao absolver um acusado de estuprador em Minas, alegando que a relação dele com a menina de 12 anos foi consentida e que eles estão casados. O magistrado foi afastado do cargo pelo CNJ e, ontem, agentes da Polícia Federal (PF) fizeram buscas e apreenderam objetos no gabinete de Láuar na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Ele também foi denunciado como assediador sexual (CLIQUE AQUI para ler as denúncias).

O papel das redes sociais foi pedagógico.

Não tem por que ser tolerante com estuprador de crianças. Lugar de estuprador de crianças é na cadeia. A pena de morte é com seus companheiros de cela.

A sentença do desembargador fere frontalmente o Código Penal, que estabelece que a conjunção carnal ou a prática de atos libidinosos com menores de 14 anos configura estupro de vulnerável. Contraria também a Súmula 593, que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou em 2017, estabelecendo que a prática de atos sexuais com menores de 14 anos é crime, sendo irrelevante o eventual consentimento da vítima, o fato dela ter algum tipo de relacionamento amoroso com o estuprador ou ter sido abusada anteriormente.

Depois da reação, Magid Nauef Láuar recuou, mas era tarde.