Estas são as bases militares secretas da China no Brasil, segundo o Congresso dos EUA

Exército, Marinha e Aeronáutica nada comentam.

Um arquivo divulgado pelo Congresso dos Estados Unidos nessa quinta-feira acusa o Brasil, assim como outros países da América Latina, de possuírem bases militares chinesas para lançamentos especiais. A base no Brasil seria em Salvador, na Bahia, na sede da Ayla Space, uma empresa brasileira do setor aeroespacial. No documento, a base é intitulada como 'Tucano Ground Station'. Esse projeto é feito pela Ayla ao lado da empresa aeroespacial chinesa Beijing Tianlian Space Technology Co. Ltd. Seu desenvolvimento foi para analisar dados de satélites em observação da Terra para monitoramento dentro do Brasil. Além da base, outra citação é de um laboratório de radioastronomia entre Brasil e China na Serra do Urubu, que focaria no desenvolvimento de tecnologia avançada.'O laboratório se concentrará no desenvolvimento de tecnologia de ponta para apoiar a observação astronômica e a exploração do espaço profundo

Dentro do relatório, o Brasil é citado em quinze ocasiões. Algumas com outros países da América do Sul como de influência e outras vezes de forma mais específica.

Intitulado 'Atraindo a América Latina para a Órbita da China', o relatório descreve as supostas estratégias multifacetadas nas áreas diplomática, econômica, tecnológica e militar que a China tem empregado para aprofundar sua influência na América Latina e no Caribe.

Cenário econômico do RS em 2025

 Os dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul em 2025 mostram um cenário complexo e de recuperação, com forte volatilidade ao longo do ano devido a fatores climáticos e de reconstrução. 

Aqui estão os pontos principais com base nos dados disponíveis até o final de 2025/início de 2026:

Acumulado do Ano (Resultados Preliminares): Informações de fevereiro de 2026 indicaram que a economia do Rio Grande do Sul cresceu 1,7% em 2025. Esse desempenho ficou abaixo da média nacional, que foi estimada em 2,2% no mesmo período.

Volatilidade Trimestral: O ano foi marcado por grandes oscilações. Após uma queda no segundo trimestre de -2,7%, afetado pela estiagem e quebra na safra de soja, o estado teve uma forte recuperação no terceiro trimestre, crescendo 4,5% na comparação com o trimestre anterior.

Fatores de Impacto:

Agropecuária: Teve um desempenho negativo no acumulado devido à quebra de safra.

Indústria e Serviços: Lideraram a recuperação, impulsionados pela reconstrução e pela indústria de transformação (máquinas e implementos) após as enchentes de 2024, apresentando crescimento acima da média no terceiro trimestre.

Comparativo com o Brasil: Embora o resultado de 1,7% acumulado tenha ficado abaixo de algumas expectativas, o terceiro trimestre de 2025 (4,5%) mostrou o estado crescendo bem acima da média nacional (0,1%) no mesmo período. 

Portanto, o crescimento de 1,7% reflete um ano de "recuperação desigual", com a agropecuária prejudicada pela estiagem, enquanto a indústria e os serviços buscaram impulsionar a economia após os impactos das enchentes do ano anterior. 


Editorial da RBS - Investigações sobre Lulinha são um teste de solidez institucional e de maturidade política

A RBS está cada vez mais animada na sua virada de lado pela crítica ao autoritarismo do regime que sempre defendeu. Em seu editorial publicado hoje no jornal Zero Hora, a RBS atreve-se até mesmo a investir contra o presidente que ajudou a colocar no cargo.

Leia todo o editorial:

Não é de hoje que familiares de presidentes se veem envoltos em desconfianças

O avanço da investigação das fraudes no INSS sobre o filho do presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, representa um novo teste para a solidez das instituições democráticas do país e para a maturidade política de expoentes do governo e da oposição. É evidente que, em ano eleitoral, a possível implicação do filho do presidente e candidato à reeleição em um escândalo bilionário tem o poder de influenciar a disputa pelo Planalto. Por isso, é crucial que o trabalho da Polícia Federal e do sistema de Justiça seja pautado por absoluta liberdade de ação e critérios técnicos que não deixem dúvida sobre a lisura das apurações e a eventual culpa ou inocência de quem integra o círculo mais íntimo do atual chefe do Executivo.

O tumulto entre parlamentares em uma sessão da CPI do INSS ilustrou o quanto as suspeitas envolvendo o filho de Lula atiçam os ânimos

Na quinta-feira, o tumulto entre parlamentares em uma sessão da CPI do INSS ilustrou o quanto as suspeitas envolvendo Lulinha atiçam os ânimos de defensores e adversários do governo. Questionamentos à contagem de votos que acabou por autorizar a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente escalaram para um confronto físico que desonra o Congresso. Ninguém ignora que comissões parlamentares de inquérito são palco de embates partidários e interesses nem sempre republicanos, mas devem manter o mínimo de legalidade e civilidade.

O episódio teria implodido um "pacto de não agressão" entre lulistas e bolsonaristas, costurado nos bastidores, destinado a evitar convocações e quebras de sigilos sensíveis para o governo federal ou para a família Bolsonaro. Enquanto a própria existência desse tipo de acerto obscuro já é um indício de subversão do funcionamento de uma importante ferramenta da democracia, seu rompimento não deve levar ao extremo oposto: tentativas desesperadas de incriminação de parte a parte, que podem atrapalhar em vez de garantir o justo esclarecimento dos fatos.

Não é de hoje que familiares de presidentes se veem envoltos em desconfianças. No final do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) reabriu investigação para averiguar se Jair Bolsonaro, durante o mandato, atuou para interferir na Polícia Federal e barrar apurações envolvendo filhos e aliados. 

Entre os governistas, já há quem questione a "lealdade" do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao Palácio do Planalto por ter solicitado ainda em janeiro a quebra do sigilo de Lulinha – concedida em segredo pelo ministro do STF André Mendonça antes da confusão na CPI. Outra ala palaciana respalda Rodrigues sob justificativa de que o próprio presidente defende as averiguações.

Opinião do editor - O papel pedagógico das redes sociais no caso do desembargador mineiro

Foi exemplar a reação inicial das redes sociais ao denunciarem a decisão inaceitável do desembargador Magid Nauef Láuar, ao absolver um acusado de estuprador em Minas, alegando que a relação dele com a menina de 12 anos foi consentida e que eles estão casados. O magistrado foi afastado do cargo pelo CNJ e, ontem, agentes da Polícia Federal (PF) fizeram buscas e apreenderam objetos no gabinete de Láuar na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Ele também foi denunciado como assediador sexual (CLIQUE AQUI para ler as denúncias).

O papel das redes sociais foi pedagógico.

Não tem por que ser tolerante com estuprador de crianças. Lugar de estuprador de crianças é na cadeia. A pena de morte é com seus companheiros de cela.

A sentença do desembargador fere frontalmente o Código Penal, que estabelece que a conjunção carnal ou a prática de atos libidinosos com menores de 14 anos configura estupro de vulnerável. Contraria também a Súmula 593, que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou em 2017, estabelecendo que a prática de atos sexuais com menores de 14 anos é crime, sendo irrelevante o eventual consentimento da vítima, o fato dela ter algum tipo de relacionamento amoroso com o estuprador ou ter sido abusada anteriormente.

Depois da reação, Magid Nauef Láuar recuou, mas era tarde.