Idosos voltam a trabalhar. Saiba as razões.

A presença de idosos (60+ anos) no mercado de trabalho brasileiro bateu recorde em 2024, com 24,4% de ocupação, impulsionada pela necessidade de complementação de renda, aumento da longevidade e Reforma da Previdência. Com 8,3 milhões de idosos ocupados, o trabalho autônomo e a informalidade predominam, marcando uma tendência de vida mais ativa. 

Principais Aspectos do Retorno ao Trabalho:

Dados e Perfil: A taxa de ocupação de 24,4% em 2024 é a mais alta em 12 anos. A faixa de 60 a 69 anos é a mais ativa, com quase metade dos homens (48%) trabalhando, e alta participação feminina.

Motivações: A necessidade de reforçar o orçamento familiar, o aumento do custo de vida e o impacto da Reforma da Previdência (2019), que exige mais tempo de contribuição, são os principais motores.

Formas de Trabalho: Muitos atuam por conta própria (43,3%) ou em empregos informais (53,9%).

Benefícios: Aposentados do INSS podem voltar a trabalhar, exceto em casos de aposentadoria por invalidez ou especial, sem perder o benefício.

Valorização: Empresas estão valorizando a experiência e a maturidade dos profissionais 60+, muitas vezes atuando como mentores de gerações mais jovens. 

O fenômeno também é impulsionado pelo "nicho cheio", onde idosos auxiliam financeiramente filhos e netos, além de buscarem maior interação social e propósito após a aposentadoria. 


Editorial, RBS - O último recurso

Este editorial da RBS foi publicado, hoje, no jornal Zero Hora e baliza a opinião de todas as mídias do grupo da família Sirotsky. É uma posição correta e reflete uma posição editorial mais consequente politicamente e que vem sendo adotada pela RBS.

Leia tudo no link a seguir e no site do jornal. Neste caso é para assinantes. O editor é assinante.

Não pode ser esquecido que o Irã fomenta milícias armadas e grupos extremistas na região, como os Houthis, no Iêmen, o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza

O uso do poder militar deve ser sempre o último recurso, após os esforços diplomáticos mostrarem-se frustrados ou a manutenção de canais de diálogo tornarem-se apenas um ardil. Esse é, infelizmente, o caso do Irã, bombardeado desde sábado pelos Estados Unidos e por Israel. 

O regime dos aiatolás, opressor do próprio povo e fonte de terrorismo e instabilidade não apenas no Oriente Médio, mas no mundo, não abre mão de seu programa nuclear com propósitos que claramente vão além dos fins pacíficos. É indisfarçável o desejo do Irã de enriquecer urânio ao ponto de desenvolver uma bomba atômica. Uma arma com enorme poder de destruição nas mãos de fanáticos que sempre manifestaram o desejo de varrer Israel do mapa  _ e de ameaçar outros vizinhos e países ocidentais _ não poderia ser uma hipótese tolerada pelo mundo civilizado. 

A ofensiva norte-americana e israelense matou o aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do Irã, há 37 anos no poder, período em que oprimiu compatriotas, em especial mulheres e minorias, e liderou o país persa na política de financiamento do terrorismo no Exterior. Foram eliminadas outras figuras proeminentes do comando do país, como o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas do Irã, Abdolrahim Mousavi,  o ministro da Defesa do país, Aziz Nasirzadeh, e o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Mohammad Pakpour. É um abalo sem precedentes no regime, ainda que novos nomes tenham sido designados rapidamente para as funções.

É inequívoco, apenas, que o Irã terá melhores chances de ser uma nação mais justa e próspera para os seus próprios cidadãos se o regime cair

Não há como prever os desdobramentos dos ataques. O Irã tem um exército numeroso, uma força militar de poderio razoável e tão logo foi atingido pelos bombardeios revidou, atingindo países vizinhos. O aparato de repressão interna é vasto e organizado e, mostra o histórico, capaz de esmagar sublevações domésticas, sem pudor de ser sanguinário. Também não são claras as motivações de Donald Trump para uma medida tão drástica e que pode ter inclusive repercussão negativa junto ao público norte-americano, dependendo de como o conflito se desenrolará. 

É inequívoco, apenas, que o Irã terá melhores chances de ser uma nação mais justa e próspera para os seus próprios cidadãos se o regime cair. Talvez com a eclosão de uma nova onda de protestos do povo hoje tiranizado, levando à lona a ditadura  teocrática em um momento de rara fragilidade. As recentes manifestações massivas que se alastraram na virada do ano, sufocadas com letalidade e prisões, comprovam a grande insatisfação dos iranianos. 

Não pode ser esquecido que o Irã fomenta milícias armadas e grupos extremistas na região, como os Houthis, no Iêmen, o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza. É dever recordar que o Irã esteve por trás do massacre e dos sequestros promovidos pelo grupo terrorista Hamas em Israel, em 7 de outubro de 2023, ação que gerou uma reação rigorosa das forças armadas israelenses em Gaza. Milhares de mortes de inocentes israelenses, palestinos e de outras nacionalidades, inclusive brasileiros, tiveram como fator deflagrador o ódio e a intolerância insuflados pelo regime dos aiatolás. É lamentável que mais um conflito bélico tenha sido desencadeado. Mas o Oriente Médio terá oportunidades mais concretas de estabilização caso o comando do Irã troque de mãos.