sexta-feira, 4 de março de 2016

Altus aposta na exportação para driblar a crise econômica

Uma das mais tradicionais instituições tecnológicas do Estado busca em terras estrangeiras a solução para os problemas gerados pela crise econômica nacional. Em 2016, a Altus, empresa de automação com sede em São Leopoldo, passa a ter como foco a exportação de produtos para América Latina e Europa. “Acreditamos que esta é uma das maiores conquistas para uma empresa como a nossa – exportar nossa capacidade técnica de forma crescente para um mercado altamente competitivo, mas de tamanho muito maior que o do Brasil”, afirma o presidente e cofundador da empresa, Luiz Gerbase.

Para ampliar sua visibilidade e expandir seu alcance nessas regiões, a companhia está em busca de parceiros e novos representantes. Com o objetivo de intensificar essa procura, a partir de maio, Fernando Trein, diretor de marketing internacional, estará locado fisicamente em Malmo, cidade do extremo sul sueco. De lá, ele poderá mapear novas oportunidades e avançar nas negociações com empresas de países como Rússia, Israel, Eslovênia, Portugal, França, entre outros.

O novo conjunto de estratégias tem como objetivo acelerar o processo de internacionalização da empresa, difundindo a marca e posicionando a Altus como uma fornecedora global de produtos e serviços com excelência tecnológica.

Altus amplia investimentos 
no mercado internacional
Exportação de produtos e inteligência de engenharia para Europa e América Latina é o foco da estratégia de expansão comercial da empresa.
A crise político-econômica que se instaurou em nosso país nos últimos 18 meses tem contribuído diretamente para a desvalorização da moeda brasileira e reduzido a capacidade de investimento de empresas em muitos segmentos da economia. Em momentos como este é natural uma mudança no perfil da balança comercial.

O ano de 2015 encerrou com um saldo positivo de U$19 bilhões, o que é importante, mas ainda não reflete em um bom desempenho das empresas. Esta realidade deve-se muito mais à redução de 24% nas importações do que a um aumento nas exportações das empresas nacionais. A surpreendente queda de cerca de 8% em valor mostra que a indústria nacional não estava preparada para competir em um mercado cada vez mais sofisticado. Devido à acentuada queda no preço das commodities, principalmente ferro e soja, o setor primário acabou exportando mais em volume e menos em valor.
Este cenário deixa evidente que, atualmente, apenas o bom preço de um bem não torna sua exportação viável, é necessário que a tecnologia embarcada em qualquer tipo de produto seja compatível com o mercado global, só assim será possível competir a nível internacional.
É com esta visão que a Altus tem atuado, desenvolvendo produtos diferenciados que tenham aceitação em diversos países. O resultado tem sido positivo, tanto com o parceiro Beijer, na Escandinávia, quanto em aplicações de O&G e novos canais. Por ter uma mentalidade positiva e acreditar que, com o planejamento correto e a quantidade certa de criatividade, é possível progredir mesmo na crise, a empresa intensifica os esforços para propagar a marca Altus como uma poderosa fornecedora de produtos e sistemas para o mercado de automação industrial. Assim, a partir de 2016, a companhia reforça as atenções para o mercado internacional a fim de aumentar sua presença na Europa e America Latina.

“Nos últimos anos, temos investido de forma contínua em produtos que atendam aos requisitos do mercado mundial. Acreditamos que esta é uma das maiores conquistas para uma empresa como a nossa – exportar nossa capacidade técnica de forma crescente para um mercado altamente competitivo, mas de tamanho muito maior que o do Brasil”, afirma o presidente e cofundador da Altus, Luiz Gerbase. Os resultados obtidos até agora e o interesse demonstrado pelos vários parceiros conquistados recentemente pela companhia permitem a Gerbase declarar que “a exportação será uma peça-chave na estratégia de crescimento da empresa e uma importante parcela de nosso faturamento a partir deste ano”.

O novo plano de expansão internacional da Altus tem como foco os mercados europeu, continente onde a empresa possui uma sólida parceira comercial e substancial base instalada, e latino americano, território em que já se aventura há anos, mas, agora, busca maior destaque. Responsável pelo processo de exportação de produtos para a Europa, o diretor de marketing internacional, Fernando Trein, também assume a ponta dos negócios da organização no Velho Mundo. “A aposta da Altus para os próximos anos será na exportação, o ambiente está propício para isso”, afirma Trein. “Com serviços de excelência e produtos de classe mundial, a empresa está perfeitamente apta a competir com as tradicionais forças de automação na Europa, projetando-se como uma opção de alta qualidade”, finaliza.

Hoje, o acesso da empresa ao mercado europeu se dá através da Beijer Electronics, companhia sueca com a qual a Altus mantém uma frutífera parceria há mais de 10 anos. Muito da certeza de que a exportação é um fator decisivo para a prosperidade da empresa nos próximos anos se dá pelos resultados alcançados por meio desta associação. Um exemplo disto é a campanha Let’s Talk About Future, um road tour organizado entre as duas empresas que levou os produtos Altus para mais de 1.500 clientes e prospects da região escandinava, aumentando a visibilidade da marca brasileira no mercado nórdico.

Para amplificar ainda mais essa visibilidade e expandir o alcance da companhia para além da tríade Suécia, Dinamarca e Noruega, a Altus está em busca de novos parceiros e integradores no continente. Atualmente, a empresa está em negociação com corporações localizadas em países como Rússia, Israel, Eslovênia, França, Portugal, Holanda, entre outros. Com o intuito de intensificar essa busca, a partir de maio de 2016, Fernando Trein estará locado fisicamente na Europa. “Estamos em busca de parceiros que, assim como a Beijer, nos ajudem a adentrar no exigente mercado europeu. É um relacionamento de troca: nós entramos com a tecnologia de ponta dos produtos Altus e eles nos emprestam sua credibilidade e acesso com os clientes locais”, declara Fernando.
Na outra ponta do plano, Mario Weiser, diretor de novos negócios, tem a tarefa de identificar novos parceiros, integradores e oportunidades de negócio nos vizinhos latino-americanos. O embrião deste processo já havia sido lançado em 1997, com a inauguração da Altus Argentina, primeira representação da empresa na América do Sul, e, agora, com o novo plano de internacionalização da marca, esse projeto começa a crescer e ganhar destaque. “Com o alinhamento do novo plano de internacionalização da empresa, no final de 2015, passamos a buscar novos integradores e representantes pelos países vizinhos. Desde então, já fechamos parcerias com empresas da Argentina, Uruguai, Chile, Venezuela, Peru e México”, informou Weiser.

Por enxergar o segmento energético como uma fonte altamente potencial de projetos e negócios para o biênio 2016/2017, a expansão da Altus pela América Latina terá como carro-chefe as UTRs (Unidades Terminais Remotas) da Série Hadron Xtorm, solução da empresa para geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Modernos e robustos, os equipamentos da Série já demonstraram sua capacidade em aplicações como a automação das Usinas Hidrelétricas de Samuel e Nilo Peçanha; agora, terão o desafio de provar seu valor em empreendimentos além do território brasileiro. “Não existe produto com qualidade similar às nossas UTRs”, define Weiser. “A crise energética vivida pelo Brasil e por nossos vizinhos latinos demanda um alto e urgente investimento em soluções para geração de energia. Tenho a certeza de que os produtos da família Xtorm terão um importante papel nessa mudança de cenário na América Latina”, afirma.

Para chegar a este nível de entendimento sobre a importância de expandir para além das fronteiras nacionais, a Altus se preparou mapeando o mercado e as possíveis oportunidades que essa mudança proporcionaria. A experiência adquirida com a participação em feiras internacionais como SPS, na Alemanha, Scanautomatic, na Suécia, e OTC Houston, nos EUA, além das visitas realizadas a clientes de diversos segmentos na América do Sul e na Europa foram decisivas para que a empresa chegasse a este nível de maturidade. “Nos últimos meses de 2015, discutimos intensamente estratégias para crescer em um ambiente recessivo no Brasil, mas com inúmeras oportunidades no mundo. Estas discussões nos levaram ao entendimento de que a exportação passa a ser mais uma peça-chave para nosso futuro”, afirma Luiz Gerbase.

O novo conjunto de estratégias tem como objetivo acelerar o processo de internacionalização da Altus, difundindo a marca e posicionando a empresa como uma fornecedora global de produtos e serviços com excelência tecnológica. “Com 33 anos de experiência entregando soluções de grande valor agregado para importantes players da indústria mundial, a Altus está capacitada para concorrer com os principais fornecedores de tecnologia e inteligência de automação, tanto no Brasil quanto no resto do mundo”, finaliza Gerbase

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