Dica do editor - Veja o que os especialistas dizem que realmente ajuda caso você pense demais

 Pensar demais (overthinking) é um hábito comum, mas não é permanente; especialistas da psicologia e psiquiatria indicam que ele pode ser revertido através de técnicas de reestruturação cognitiva, comportamental e autoconhecimento. O objetivo não é parar de pensar, mas sim interromper o ciclo de ruminação e preocupação inútil. 

Aqui estão as estratégias baseadas em evidências recomendadas por especialistas:

Técnicas de Ação Imediata (Mindfulness e Foco)

Pratique o "Aterramento": Para trazer a mente de volta ao presente, identifique 5 coisas que vê, 4 que pode tocar, 3 que ouve, 2 que cheira e 1 que sente o gosto.

Mindfulness (Atenção Plena): Observe seus pensamentos como "nuvens passando" ou um observador externo, sem julgá-los ou se apegar a eles.

A técnica do adiamento: Quando um pensamento repetitivo surgir, diga a si mesmo: "Vou pensar sobre isso às 18h" e agende um tempo de 10 a 15 minutos apenas para se preocupar, "represando" o pensamento para depois.

Distração ativa: Envolva-se em atividades que exijam foco, como quebra-cabeças, exercícios físicos intensos ou música, para interromper o ciclo. 

Estratégias Cognitivas (Mudança de Mentalidade)

Diferencie problema de ruminação: Pergunte-se: "Este pensamento me ajuda a encontrar uma solução ou estou apenas girando em círculos?".

Foque no que é controlável: Separe o que está no seu controle do que não está. Direcione sua energia para ações práticas, mesmo que pequenas, em vez de suposições catastróficas.

Escreva (Brain Dump): Colocar os pensamentos no papel ajuda a tirá-los da cabeça e a visualizar a situação com mais clareza e distanciamento. 

Abordagens Terapêuticas e de Longo Prazo

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): É a forma mais eficaz de identificar e mudar padrões de pensamentos disfuncionais.

Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT): Ajuda a aceitar sentimentos difíceis sem permitir que eles paralisem suas ações.

Redução de informações: Limite o tempo nas redes sociais e notícias, pois o excesso de informação alimenta o overthinking.

Autocompaixão: Trate-se com a mesma gentileza que trataria um amigo, evitando a autocrítica excessiva. 

Quando procurar ajuda profissional: Se os pensamentos obsessivos causarem insônia, ansiedade crônica, ou atrapalharem significativamente sua vida diária, especialistas recomendam procurar um psicólogo ou psiquiatra, pois pode ser necessário o uso de TCC ou medicamentos (como ISRS). 

Prefeito Sebastião Melo lança a Política Municipal Inegrada da Primeira Infância

 O prefeito Sebastião Melo lançou, ontem, a Política Municipal Integrada da Primeira Infância (PMIPI). Inédito na Capital, o documento estabelece diretrizes para que as ações voltadas à proteção e ao desenvolvimento de crianças de zero a seis anos sejam planejadas e executadas de forma articulada, especialmente nas áreas de saúde e educação, com integração também à assistência social, à cultura e à rede de proteção. O prefeito informou que Porto Alegre é a primeira capital brasileira a lançar a Política Municipal Integrada da Primeira Infância após a instituição da Política Nacional Integrada da Primeira Infância, em 2025. O plano prevê a criação do Comitê Municipal Intersetorial da Primeira Infância, de caráter permanente. O Plano Municipal pela Primeira Infância terá vigência de quatro anos e será articulado aos instrumentos oficiais de planejamento e gestão da administração municipal, assegurando alinhamento entre as diferentes políticas setoriais e fortalecendo a agenda da primeira infância em Porto Alegre.

Eis o que informam as jornalistas Sarah Hoffmeister e Lissandra Mendonça, PMPA, sobre o lançamento de ontem:

Histórico – O Marco Legal da Primeira Infância, sancionado em 2016, promoveu alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e determinou a criação de comitês intersetoriais e a elaboração de planos específicos em todas as esferas federativas. Até então, Porto Alegre não havia instituído o comitê nem formalizado seu plano municipal.

Diante dessa lacuna, foi criado, em 2025, o Grupo de Trabalho da PMIPI (GT-PMIPI), coordenado pela Smed, com a missão de elaborar a proposta da política integrada. A partir da instalação do grupo, foi realizado o mapeamento das ações setoriais e intersetoriais já existentes nas secretarias envolvidas, além da análise de normativas e documentos técnicos. O material foi discutido em quatro reuniões presenciais e resultou na versão preliminar da política, apresentada em audiência pública no dia 2 de dezembro. Na ocasião, foram recebidas diversas contribuições, tanto por meio de formulário eletrônico quanto verbalmente, ao longo da audiência, as quais foram incorporadas ao texto final.