sexta-feira, 27 de abril de 2018

Marcelo Aiquel - Os profetas e a democracia


        Leio que alguns defensores do Lula da Silva (o ex-presidente condenado pela Justiça), além de fanáticos viraram profetas; adivinhadores.
         Como eu não acredito que, nem a DilmANTA, nem o boquirroto do “puxa-saco mor” Gilberto Carvalho realmente saibam alguma coisa do que disse à PF o ex-ministro e ex-guru da Orcrim petista, Antonio Palocci, concluo que as declarações dos dois não passam de um “blefe”.
         Ou seja, como de costume, os dois ridículos e extravagantes petistas (ops, cometi uma redundância gramatical) se espelharam em si próprios para “imaginar” o que contou (ou contará) o próximo candidato a delatar.
         E, se não agiram com esta lógica, deram azo à máxima: quem tem “C” tem medo!
         Por conhecerem muito bem o Palocci, com certeza imaginaram que o petista preso deverá “entregar” mais ilícitos do grupo.
         Agora, além de criminosos, os membros da Orcrim, também se assumem como “adivinhadores”. Senão, como saberiam que as delações ainda não feitas seriam mentirosas?
         Só há uma única explicação: as consciências pesadas!
         E a “tal” da democracia?
         Bem, existe uma única democracia – a  verdadeira, e outra, que serve sob medida aos interesses da Orcrim.
         Dou um exemplo bem recente: ontem, aqui em Porto Alegre, o Tribunal de Justiça julgou um recurso, cuja decisão determinou a anulação de uma Lei – “inventada” pelo PSOL – que trocaria o nome de uma tradicional via da cidade.
         Ao invés de Avenida Castelo Branco se chamaria Avenida da Legalidade (em homenagem ao ex-governador Brizola) e Democracia (em homenagem à hipocrisia, uma vez que a Democracia do PSOL é bastante distinta de um regime democrático verdadeiro).
         Pois agora, o referido pleito foi derrotado, para tristeza dos adoradores do PSOL e outros esquerdistas. Como é o caso da parcialíssima jornalista gaúcha Rosane de Oliveira (da RBS) que, “saindo da toca”, escreveu no seu twitter pessoal que lamentava a decisão, “um retrocesso para quem tem apreço pela democracia”.
         A qual democracia se refere a jornalista? A de verdade, ou à que serve para a ideologia que defende?
         É simplesmente inacreditável que – em pleno século XXI – tenhamos que conviver com formadores de opinião deste tipo, que não sabe, sequer, ser democrática.

Um comentário: