quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Luis Carlos Heinze - Investir em infraestrutura é voltar a crescer


Não é de hoje que a situação econômica do Rio Grande do Sul não vai bem. As gestões tentam todos os caminhos para colocar a casa em ordem. Apostar em infraestrutura é voltar a gerar riquezas. De norte a sul, tentamos facilitar o transporte de produtos ligados ao setor primário e de bens de consumo. A produção passa pelas rodovias, aeroportos, ferrovias e hidrovias. Por isso, as questões que apoiam o empresariado, o produtor, o consumidor, comércio, indústria e turismo são tão importantes. Caminhos para a prosperidade do nosso Estado.
Desde o ano passado, encorajado pelo ex-deputado e ex-prefeito de Passo Fundo, Fernando Carrion, estou empenhado no projeto da construção de um porto hidroviário no Litoral Norte gaúcho. Foram inúmeras reuniões, envolvendo empresários, população, órgãos ambientais e a Marinha, grande parceira desse projeto.
A ideia remonta ao tempo do Império Brasileiro. À época, Dom Pedro II encomendou a engenheiros ingleses um estudo sobre a viabilidade. Impressionados com a profundidade do mar gaúcho, pesquisadores teriam orientado a construção de um terminal onde hoje fica Torres. Entretanto, a opção foi por Rio Grande.
O tempo passou e queremos mais. Outro ponto de parada para o turismo e trânsito de nossas riquezas. Com uma costa de 640 quilômetros, o Rio Grande do Sul só tem um porto. Santa Catarina possui uma economia menor do que a nossa e com 200 quilômetros a menos de costa tem seis terminais.
Desde 1955 não eram realizadas novas pesquisas em nosso litoral. Neste ano, a Marinha produziu estudos de maregrafia e batimetria, entre Torres e Tramandaí, para encontrar um local adequado à instalação. A cidade de Arroio do Sal foi a escolhida, pois possui extensões de praias adequadas em águas profundas, sem prejudicar o meio ambiente.
Segundo estimativas do movimento Mobilização por Caxias (MobiCaxias), parceiros na iniciativa, o terminal vai diminuir os custos com frete. Teremos dois portos, em regiões estratégicas. Em termos de logística, desafogaremos a circulação em Rio Grande, com um melhor funcionamento, focado no atendimento da Região Centro-Sul do Estado. Já as regiões Norte e Serra, por exemplo, poderão escoar suas produções pelo Litoral Norte. É o caminho para a geração de empregos, facilidade logística e, principalmente, para o desenvolvimento do Estado.

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