A partir de amanhã, dia 1o de janeiro, os brasileiros viverão um ano que vai determinar o futuro do Brasil, porque caberá aos brasileiros decidir isto através do voto livre das urnas.
Em novembro, portanto dentro de 11 meses, serão eleitos o novo presidente, o vice, todos os governadores, deputados federais e estaduais, além de 2/3 do Senado.
Não é pouco.
Alguém pode protestar:
E vai adiantar uma eleição com o líder da oposição cassado e preso, sem contar os centenas e centenas de líderes e ativistas da oposição na cadeia, exilados, em julgamento, denunciados, indiciados e investigados ?
O poeta português Fernando Pessoa cunhou um poema que ensinou o seguinte:
- Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
A gente atravessa esta noite do velho ano para o ano novo com ambiente político muito nebuloso, vergastado por um regime autoritário, despudorado e anti-patriótico, mas que demonstra clara fadiga dos metais, bastando ver a saraivada de pesadas e recorrentes denúncias que mostram que o líder maior da repressão ditatorial, no caso o ministro Alexandre de Moraes, e seu companheiro de banada, Dias Toffoli, estão com a saúde moral fatalmente comprometida.
É como se vê neste momento.
O governo do PT, que vê seus aliados serem imolados em praça pública, faz de conta que a coisa não é com ele, mas sabe que não será poupado neste ano eleitoral, como já demonstram as vísceras putrefatas que vão sendo abertas na CPMI do INSS..
Eleição de novo sem voto impresso, mesmo por amostragem, e contagem pública de votos ?
Sim, será assim.
O que acende alguma esperança é que Moraes não estará mais no comando do TSE, como em 2022, mas, sim, dois nomes indicados por Bolsonaro:
- Kássio Nunes Marques e André Mendonça serão presidente e vice a partir de junho, quando a estranhíssima ministra Cármem Lúcia concluirá seu mandato.
O naipe é outro.
Além disto, o regime autoritário - o sistema - dá mostras claras de divisão e manobra desesperadamente para encontrar de novo um terceiro nome, alguém que até possa herdar os votos dos bolsonaristas, mas que não seja do clã da família, como é o caso do governdor Tarcísio de Moraes.O sistema feriu gravemente Bolsonaro, mas também não quer mais Lula da Silva, agora com 80 anos.
Este é o jogo do sistema, mas não é o jogo do povo brasileiro e nem de Bolsonaro, como se viu quando ele abalou os adversários e deu ordem unida à oposição majoritariamente bolsonarista ao indicar seu filho Flávio Bolsonaro como seu herdeiro político e seu candidato a presidente.
Não se trata de um poste, mas de um candidato extremamente competitivo, caso até novembro não seja possível emplacar a anistia, tirar Bolsonaro da cadeia, restabelecer-lhe os direitos políticos e elegê-lo presidente.
Isto fica provado nas mais recentes pesquisas de intenções de votos.
Estou aqui com a última delas, a do Instituto Paraná Pesquisas, que me foi enviada pelo diretor do instituto, Murilo Hidalgo.
Olhem só o resultado da pesquisa de intenções de votos para presidente da República:
Lula da Silva, caso vá mesmo para a disputa -
NJo segundo turno, a situação seria de empate técnico, com Lula com 44,1% contra 41% de Flávio Bolsonaro.
Contra Tarcísio, desde que apoiado por Bolsonaro, ou contra Michelle
Lula com 44,0% contra 42,5% de Tarcísio de Freitas; e Lula 44,8% contra 41,4% de Michelle Bolsonaro.
Quem viver, verá.
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