Entrevista, Luciano Zucco - Carga de impostos tem que ser menor para o diesel

A alta dos preços do petróleo já impactam os preços dos combustíveis. O que pode ser feito ?
Estive na Expodireto, representando a Câmara dos Deputados, e a queixa dos produores é de que os preços do diesel já impactam direto nos cus5os da produção. Uma alternativa imediata seria a redução temporária da carga tributária federal e estadual sobre os combustíveis, evitando que o impacto recaia integralmente sobre quem está produzindo.

Por que razão o problema é mais urgente no campo
No Rio Grande do Sul, o impacto chega justamente no período de colheita da soja, quando máquinas, caminhões e equipamentos dependem diretamente do diesel para manter a produção em funcionamento.

De que tamanho é a alta do diesel ?
Em Carazinho, por exemplo, o diesel S10 foi registrado a R$ 7,99 por litro. Eu souge pela minha equipe que nas propriedades uma colheitadeira consegue colher cerca de 30 hectares por dia. Para manter toda a operação funcionando — incluindo colheitadeira, caminhões e demais equipamentos — são necessários aproximadamente 500 litros de diesel por dia.

E ?
Com o combustível nesse patamar, o cálculo é direto: 500 litros a R$ 7,99 resultam em um gasto diário de R$ 3.995 apenas em diesel.Na prática, significa que quase R$ 4 mil por dia são consumidos apenas para manter as máquinas trabalhando durante a colheita. Considerando a área colhida, o custo chega a cerca de R$ 133,00 por hectare somente em combustível.

No RS, o agro acumula proglemas graves.
Sim. O produtor rural já enfrentou seca, enchente, endividamento e custos de produção cada vez mais altos. Agora, em plena colheita, vem mais essa pressão no preço do diesel. É preciso sensibilidade do poder público para aliviar a carga tributária neste momento e evitar que o impacto recaia novamente sobre quem sustenta a produção de alimentos.


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Alta do diesel pressiona fretes e preocupa transportadoras

Combustível representa até 45% do custo do transporte rodoviário de cargas. Fetransul pede previsibilidade na política energética para preservar competitividade

O aumento recente do preço do diesel no mercado brasileiro preocupa o setor de transporte de cargas e pode pressionar os custos logísticos nos próximos meses. A avaliação é da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), que alerta para os efeitos diretos do combustível na formação das tarifas de frete.

Principal insumo da atividade, o diesel responde por cerca de 40% a 45% do custo operacional do transporte rodoviário de cargas. Em um cenário de elevações sucessivas, parte desse aumento tende a ser repassada às tarifas praticadas no mercado, conforme as empresas avaliam os impactos sobre suas operações.

No Brasil, o transporte rodoviário concentra a maior parte da movimentação de mercadorias. No Rio Grande do Sul, o modal responde por cerca de 85% da matriz de transporte de cargas, sendo essencial para o abastecimento da população e para o funcionamento das cadeias produtivas.

O preço do diesel é influenciado por diferentes fatores. Entre eles estão o comportamento do mercado internacional de petróleo e derivados, a estrutura de distribuição e revenda no país e a política de biocombustíveis.

Previsibilidade energética

Diante desse cenário, a Fetransul avalia que o setor não tem condições de absorver sozinho aumentos sucessivos no combustível. A entidade destaca que cada transportadora precisará analisar individualmente os impactos nas operações para preservar a sustentabilidade das atividades e garantir a continuidade dos serviços logísticos.

A federação também defende maior previsibilidade na política energética e de combustíveis. Segundo a entidade, essa estabilidade é fundamental para que transportadoras e embarcadores consigam planejar suas operações e manter a competitividade da economia.

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Nota Oficial

Alta do diesel pressiona fretes e pode impactar custos logísticos, alerta Fetransul

A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (FETRANSUL) manifesta preocupação com os recentes aumentos no preço do diesel registrados no mercado.

O combustível representa entre 40% a 45% do custo operacional do transporte rodoviário de cargas, sendo o principal insumo da atividade. Em um cenário de sucessivas elevações, torna-se inevitável que parte desse aumento seja refletida nas tarifas de frete praticadas no mercado.

O transporte rodoviário é responsável pela maior parte da movimentação de cargas no Brasil e responde por cerca de 85% da matriz de transporte de cargas no Rio Grande do Sul, desempenhando papel essencial no abastecimento da população e no funcionamento das cadeias produtivas.

O preço do diesel no país é influenciado por diferentes fatores, como o comportamento do mercado internacional de petróleo e derivados, a estrutura de distribuição e revenda e também a política de biocombustíveis.

Diante desse cenário, a FETRANSUL reforça que o transportador não tem condições de absorver sozinho aumentos sucessivos do combustível, o que tende a pressionar as tarifas de frete, uma vez que cada empresa precisará avaliar individualmente os impactos em suas operações para preservar a sustentabilidade das atividades e garantir a continuidade dos serviços logísticos

A entidade também destaca a importância de previsibilidade na política energética e de combustíveis, condição fundamental para que empresas transportadoras e embarcadores possam planejar suas operações e manter a competitividade da economia.

FETRANSUL

Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul


Quem é Darren Beattie

 Aqui estão os pontos chave sobre quem é Darren Beattie (frequentemente referido nos resultados como Darren Beattie, e não "Battle"):

Cargo e Vínculo: Assessor de Donald Trump e recém-nomeado Conselheiro Sênior de Política para o Brasil (nomeado em fevereiro de 2026). Ele também atua como secretário assistente interino para assuntos culturais no Departamento de Estado.

Crítico do STF: Beattie classificou Alexandre de Moraes como o "principal arquiteto da censura e da perseguição contra Bolsonaro".

Visita a Bolsonaro: A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao STF (ministro Alexandre de Moraes) autorização para que Beattie visite o ex-presidente na prisão (Papuda) em meados de março de 2026.

Pauta da Visita: O objetivo da visita é discutir decisões judiciais brasileiras que resultaram no bloqueio de perfis em redes sociais e investigações sobre "fake news" e milícias digitais, alinhando-se com a retórica de perseguição política alegada pelos apoiadores de Bolsonaro.

Agenda no Brasil: Além de visitar Bolsonaro, Beattie planeja reuniões com membros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e parlamentares da oposição. 

A visita é vista como um movimento de articulação internacional da direita brasileira com o governo Trump.