quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Artigo, Astor Wartchow - Senhor Facebook

Artigo, Astor Wartchow -  Senhor Facebook


      Salvo as manobras contábeis de praxe – caixa dois, recebimento de falsas doações com CPF’s emprestados e contabilização de serviços não realizados, entre outros artifícios, parece certo, entretanto, que será uma campanha eleitoral de baixa disponibilidade financeira para partidos e candidatos.
      Será fruto da legislação que proibiu o financiamento empresarial. Mas a grave crise economico-social e as investigações policiais e judiciais em série também contribuem para esta retração.
      Parênteses: sou a favor de doações de empresas. A atual proibição de doações prejudicou candidatos e empresas honestas e favoreceu (e continuará favorecendo) aqueles partidos e candidatos que já atuavam com artifícios e manobras ilegais, resultado de corrupção e licitações fraudadas.
      Continuando. Não bastasse a limitação financeira, a divulgação das candidaturas também sofrerá muito com as restrições impostas pela legislação eleitoral que proibiu uma série de históricos procedimentos como cartazes, outdoors, cavaletes, etc..
      Conseqüentemente, se é verdade que as cidades estarão mais limpas e com menor poluição visual, do ponto de vista ambiental, também é possível supor que o conjunto das limitações e restrições favorecerá os atuais detentores de formas de poder (governantes, parlamentares e sindicalistas, por exemplo) e demais candidatos tradicionais.
      A combinação destas hipóteses limitantes indica que candidatos e partidos deverão realizar um esforço supremo, quase impossível, na mobilização de simpatizantes e filiados para a realização do tradicional corpo-a-corpo com o eleitorado.
      Esforço supremo porque concomitante ao degradante momento político-partidário que reduziu a zero a credibilidade de partidos e políticos, como nunca dantes na história deste país, como diria aquele famoso ilusionista.  
      Então, se desafiadora e difícil a aproximação física com o eleitor, restará aos interessados a campanha eleitoral à distância, através do mundo digital, das redes sociais, especialmente com a ajuda do “senhor facebook”, o cabo eleitoral da hora.
      Mas que não se iludam. Diferente do rádio, do jornal e da televisão, a internet não é um meio de comunicação que opera só num sentido, do emissor ao receptor. A internet é a troca constante e personalizada, o fluxo de vai-e-vem entre as partes.
      Um erro básico dos candidatos é o panfleto eletrônico, ou um spam de mau gosto. Isso sem falar no assessor que finge que é o próprio candidato respondendo emails, postando ou “tuitando”. Ou divulgando informações político-partidárias e idéias pessoais que não guardam relação com a realidade.
      Afinal, hoje todos são “macacos velhos” na internet.
     
     
     





  








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