quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Fakebook, Astor Wartchow

      O trocadilho é autoexplicativo. As redes sociais, Facebook especialmente, viraram um território selvagem e incontrolável. Não importa o assunto, o nível de discussão e postagem (e dos internautas), proliferam as mentiras, montagens, difamações, calúnias e injúrias.
      Não à toa muitas redes sociais ja adotam, ou pensam em adotar, filtros seletivos e impugnações de postagens. Importa não esquecer que muitos destes atos são crimes contra a honra alheia. Com certeza, não vai demorar, tais irresponsabilidades podem vir a se transformar num dilúvio de ações judiciais.
      No âmbito do jornalismo profissional as empresas de comunicação tem recorrido a agencias de verificação e criado equipes internas de auditagem das informações e notícias. Nas atuais circunstâncias negativas já não basta produzir notícias, senão que também é um dever desfazer boatos e esclarecer informações, notadamente aquelas oriundas da internet.
       Importa acrescentar que a postagem de evidentes mentiras ou fotomontagens atraem facilmente os incautos e desinformados, assim como os internautas de má-fé ou motivados por opções ideológicas.
      Mais: postagens e compartilhamentos de textos e fotos sensacionalistas e demagógicas geram “cliques” remuneratórios (via publicidade) a seus autores originais. Ou seja, a desinformação e a estupidez estão enriquecendo alguem.
      E aqui entre nós brasileiros, face o nível melancólico e despolitizante a que chegamos, tudo indica que durante o processo eleitoral vindouro haveremos de atingir o ápice da degração na internet.

       Serão tantas as notícias falsas, mentirosas, as difamações, calúnias e injúrias relativamente aos candidatos,  que não haverá advogados suficientes para atender a clientela e a demanda, assim como os próprios tribunais eleitorais irão se enredar num círculo vicioso sem solução objetiva e imediata. O que poderá significar no postergamento de decisões judiciais, resultados eleitorais e consequentes diplomações. Quem viver, verá!  

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