domingo, 27 de maio de 2018

Artigo, Marcelo Aiquel - E o fio do bigode voou


         Nasci, e fui criado, em uma época que a “confiança” era representada pela palavra; em que honrar um compromisso assumido, mesmo apenas de boca, valia mais do que qualquer coisa.
         Há muito tempo criou-se a figura do “fio do bigode”. Dizia-se que um Homem de verdade (aqueles com H maiúsculo) honrava até um fio do seu bigode; ou seja, que a palavra dada era sagrada. Assim, aprendi que a palavra era mais importante do que mil assinaturas.
         Hoje, escrevo ao constatar que promessa nenhuma tem valor.
         Reuniões, acordos, e assinaturas, pra que? Se depois nada vale!
         O país está assistindo, entre assustado e incrédulo, a um movimento dos caminhoneiros que começou bem, mas logo se desvirtuou. A ideia era boa; a causa, justa. O que houve de errado então?
         A inexistência do “fio de bigode”. Só isso? Só!
         Porque, os representantes foram convocados para discutir o assunto e concordaram com as condições ao assinarem o acordo. Caso contrário, bastava negar-se a validar os termos.
         Não estou aqui para debater as condições do contrato. Dizer se era bom ou não.
         O que realmente me interessa é a honra, ou a palavra, dos representantes.
         Sim, dos representantes!
          Pela simples razão de que os caminhoneiros – com absoluta certeza – não organizaram todo este enorme movimento nacional num encontro na bodega de beira de estrada. Foram seguramente comandados pelos chefes (patrões; sindicalistas, ou presidentes das Confederações de classe) e insuflados por oportunistas.
         E quem sinceramente não acredita nisto é – no mínimo – um ingênuo.
         Enfim, estamos diante de mais uma oportunidade onde um grande número de brasileiros mostrou que não somos um povo ético.
         Novamente o “fio do bigode” voou!


3 comentários:

  1. Nada disso.. o autor parece que nunca viu um pelego na vida..eles vivem de impostos sindicais mas nada representam na categporia profissional...o governo quis dar uma de esperto, mas negociou com quem não tinha mandato para tal.é como comprar um imovel de quem não é o dono...perde-se tudo...o autor como advogado que fique mais coerente com suas opiniões...

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  2. errou feio em mané! Não sou caminhoneiro e apoio eles assinatura e promessa de um politico corrupto que valia tem?

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  3. O autor esqueceu que quem assinou o acordo não representava os caminhoneiros. Mas tem razão quando fala que o fio do bigode acabou: ninguém confia no governo, tanto que os caminhoneiros estão esperando para que as coisas mudem de verdade. Não querem só promessas, como fez a Dilma na outra greve. Prometeu e não cumpriu. Os políticos estão com a moral abaixo do orifício que fica na parte inferior do rabo do cachorro.

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