segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Artigo, Fábio Jaques - Vamos auditar o IOR.

Sua Santidade, o Papa Francisco anunciou na tarde deste sábado (26), no encerramento do Sínodo da Amazônia, que vai criar um órgão no Vaticano dedicado exclusivamente à Amazônia que, segundo ele, “sofre todo tipo de injustiça”.
“Na Amazônia há todo tipo de injustiça, destruição de pessoas, exploração de pessoas, em todos os níveis e destruição da identidade cultural”, disse.
Depois das pajelanças realizadas nos jardins do Vaticano com a participação do próprio pontífice, e da procissão com a Pachamama no lugar da Virgem Maria, o Papa resolve eleger a Amazônia como a prioridade número um da Igreja (ou ex Igreja) Católica, ficando alguns assuntos “ultrapassados” como a salvação da alma ou a evangelização em plano secundário.
Como não sou seguidor deste Papa, que para muitos dentro da própria Igreja é a encarnação do Anticristo, pouco me importo com o que faça ou deixe de fazer.
Mas tenho uma sugestão ao governo brasileiro que está sendo tachado de injusto com os povos silvícolas, explorador e destruidor da sua identidade cultural.
Vamos assumir uma postura mais proativa na purificação da depravação, da lavagem de dinheiro e da fantástica acumulação da riqueza desta santa instituição. Estou falando do IOR, conhecido como Banco do Vaticano.
Que leu o livro de David Yallop, “Em nome de Deus”, ou assistiu ao filme “O poderoso chefão – parte III”, deve ter uma ideia do que é a podridão dentro do Vaticano e, principalmente, do Banco do Vaticano. É simplesmente estarrecedor. Vai de aplicações em falsos bônus do tesouro americano, em investimentos imobiliários em volumes equivalentes ao PIB brasileiro, em fábricas de preservativos entre muitas outras, até as suspeitas de assassinato papal como no caso do Albino Luciani, João Paulo I. É um mundo de suspeitas que envolve a famosa loja maçônica P2 do Licio Gelli e alguns dos maiores banqueiros internacionais.
Se a Amazônia pertence ao mundo, acho que muito mais a Igreja Católica.
O Brasil como o país com mais católicos do mundo (grande parte não praticante ou seguidora de várias religiões concomitantemente, o que já está oficialmente acontecendo na própria doutrina da Igreja Católica com a Teologia da Libertação e a Teologia Indigenista), tem o direito de exigir que a Igreja franqueie as portas do IOR – Instituto para as Obras da Religião, o Banco do Vaticano, para que possamos fazer auditorias nas suas contas, formadas em grande parte por contribuição de brasileiros.
O Vaticano não pode ficar se escondendo. Tem que abrir ao mundo as falcatruas perpetradas nos escaninhos desta santa instituição, assim como já começou a ser feito nas recônditas alcovas onde foram praticados, sob o olhar benevolente de suas autoridades maiores, incontáveis crimes de estupro e pedofilia.
Vamos lá. Vamos trocar a intromissão da Igreja na Amazônia pela investigação oficial pelo nosso governo das finanças do Banco do Vaticano.
Querem apostar quanto que o Papa recua e desiste de se meter nas nossas florestas?
O autor é diretor da FJacques - Gestão através de Ideias Atratoras, empresa coirmã da Selcon Consultores Associados – MS Francisco Lumertz (Professor Chicão), Porto Alegre, e autor do livro “Quando a empresa se torna Azul – O poder das grandes Ideias”.
http://www.fjacques.com.br -  fabio@fjacques.com.br

3 comentários:

  1. Para ser santidade ele tem que ir para o Altíssimo mas precisa ser canonizado antes, então,sem chances
    Pelas bobagens que anda dizendo

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  2. Quetemos que o papa deixe de ser manobrado pela esquerdalha!

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  3. Não percamos tempo com estes trastes decadentes.

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