quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Saiba quem é o bisavô de Thompson Flores, o presidente do TRF-4

FLORES, Tomás
*militar; const. 1891; dep. fed. RS 1891-1893.
Tomás Thompson Flores nasceu em Porto Alegre no dia 10 de janeiro de 1852.
Assentou praça aos 14 anos para servir na Guerra do Paraguai (1864-1870), de onde voltou
com o posto de Alferes. Pela participação nesse conflito, ganhou medalhas conferidas pelos
governos do Brasil e da Argentina. Foi promovido a tenente em maio de 1878 e a capitão
em abril de 1883. Cursou a Escola Militar, concluindo o curso de Infantaria e Cavalaria em
1883.
Depois de proclamada a República (15/11/1889), chegou ao posto de major em janeiro de
1890 e a tenente-coronel em março do mesmo ano. Em setembro desse ano foi eleito
deputado federal constituinte pelo estado do Rio Grande do Sul na legenda do Partido
Republicano Rio-Grandense (PRR), então liderado por Júlio de Castilhos. Assumiu sua
cadeira em 15 de novembro de 1890, quando foi instalada a Assembleia Nacional
Constituinte (ANC) no Rio de Janeiro. Durante os trabalhos de elaboração da primeira
Constituição republicana do país, fez oposição ao presidente Deodoro da Fonseca (1889-
1891). Promulgada a nova Carta constitucional em 24 de fevereiro de 1891, em junho
seguinte assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados no Rio de Janeiro, agora Distrito
Federal, para cumprir o seu mandato ordinário, até o ano de 1893. Ainda em 1891 chegou
ao posto de coronel e, por decreto de julho desse ano, foi nomeado comandante do 6º
Distrito Militar.
Em novembro de 1891, com a chegada à presidência do marechal Floriano Peixoto
(1891-1894), o poder no estado do Rio Grande do Sul foi entregue a uma junta governativa
e, posteriormente, a José Antônio Correia da Câmara, o visconde de Pelotas (1892), que,
por sua vez, foi deposto em junho de 1892 por um movimento articulado por Júlio de
Castilhos. Esse movimento teve o apoio militar de Tomás Thompson Flores, ainda
deputado federal, e do marechal Falcão da Frota.
Após concluir seu mandato de deputado federal em dezembro de 1893, continuou sua
carreira militar e tornou-se comandante do 13º Batalhão de Infantaria. Integrado a essa
divisão, participou da Guerra de Canudos (1896-1897), rebelião popular de cunho
messiânico, liderada por Antônio Conselheiro, iniciada no sertão baiano em novembro de
1896. O governo enviou sucessivas expedições militares para debelar o movimento, até
esmagá-lo em outubro de 1897. Foi um dos líderes de uma dessas expedições e tornou-se
comandante interino da Brigada de Cláudio do Amaral Savaget, quando este foi ferido em
combate. Passou a liderar a 7ª Brigada e, segundo Euclides da Cunha, “era um lutador de
primeira ordem. Embora lhe faltassem atributos essenciais de comando e, principalmente, a
serenidade de ânimo, que permite a concepção fria das manobras dentro do afogueamento
de um combate, sobravam-lhe coragem a toda prova e um quase desprezo pelo antagonista,
por mais temeroso e forte, que o tornavam incomparável na ação”. Ainda segundo Euclides
da Cunha, Tomás Flores, em um dos combates, tomou a frente de sua brigada para
“pessoalmente ordenar a linha de fogo. Por um requinte dispensável, de bravura, não
arrancara dos punhos os galões que o tornavam alvo predileto dos jagunços. Ao reatar-se,
logo depois, a avançada, baqueou, ferido em pleno peito, morto.”

Faleceu, assim, em Canudos (BA) no dia 22 de junho de 1897.

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