quinta-feira, 8 de março de 2018

Menos armas é mais segurança?


    Menos armas é mais segurança?
     Mateus Bandeira
     
      As elites intelectuais e artísticas têm uma receita pronta para a diminuição da violência: mais investimento em educação, medidas para aumento da renda da população e restrição ao porte de armas. Esse é exatamente o caminho que o Brasil tem seguido. Mas será que surtiu os resultados esperados? As estatísticas evidenciam que não.
      Sancionado pelo presidente Lula, o Estatuto do Desarmamento passou a vigorar em 2003.Dois anos depois, fomos chamados às urnas para decidir se o comércio de armas deveria ser proibido. O recado foi claro: 64% das pessoas não queriam perder seu direito à autodefesa. No Rio Grande do Sul, esse foi o posicionamento de 86% dos cidadãos.
      Desde que o estatuto começou a valer, a renda média real do brasileiro cresceu 33%. A taxa de crianças nas escolas atingiu 97%, com o orçamento do Ministério da Educação sendo quadruplicado, de R$ 33 bilhões para R$ 136 bilhões. Enquanto isso, o número de homicídios subiu 20%, superando a casa das 60 mil mortes por ano – mesmo número de vítimas da bomba atômica que explodiu em Nagasaki, no Japão. Desses assassinatos, apenas 5% são solucionados.
      Outra mentira disseminada é a de que os países com menos armas são os mais seguros. Nações como Canadá, Suíça e nosso vizinho Uruguai combinam uma população civil amplamente armada e baixos índices de violência. Já a Venezuela, desarmada por Chávez e Maduro, tem como capital a cidade mais violenta do mundo.
      Precisamos reforçar o óbvio: armas são objetos inanimados, que não matam sem a ação humana. Aliás, a mesma lógica se aplica para os carros, que causam dezenas de milhares de mortes por ano. Seria razoável proibir sua utilização em razão disso?Graças à legislação federal, apenas os bandidos andam armados, enquanto as pessoas de bem estão indefesas e reféns da criminalidade.
      A realidade atesta que o Estado brasileiro não consegue garantir minimamente a nossa segurança. Portanto, se o país não tem condições de proteger seus cidadãos, por que os proibir de se defenderem dos criminosos? Precisamos, com urgência, abandonar a “fórmula mágica” do combate à violência. E, respeitando o que foi decidido no referendo, deve ser reconhecido o direito do cidadão de possuir armas.
      Ex-CEO da FALCONI e ex-presidente do Banrisul

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