sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Artigo, João Satt, Jornal do Comércio - Geração trilionária

Há alguns dias escrevi aqui no Jornal do Comércio a respeito do poder de consumo da geração prateada, que vem surpreendendo tanto pela sua gigantesca capacidade de consumo (R$ 1,8 trilhão em 2019), quanto por estar praticando um estilo de vida e hábitos de consumo que há décadas eram associados apenas aos jovens.
Estão mais soltos, menos preocupados com os ditos limites sociais, e completamente focados em viver o melhor que puderem, agora. O confinamento trouxe o convívio digital para o dia a dia das pessoas de mais de 55 anos e, com isso, ganhou tração todo o universo das conveniências digitais: deliveries em geral, lives, cursos, consumo online e principalmente interação social.
Essa geração traz algo novo, que só fomos descobrir após vários estudos realizados pela nossa área de pesquisa e inteligência estratégica (Sunbrand): adora conviver em comunidades e se permite viver experiências que não viveu em outras fases de suas vidas.

O conceito de comunidades ativas nasce das afinidades. Sabe aquela coisa de querer estar com quem gosta do mesmo que você? Isso parece óbvio, mas só quem tem renda estável e tempo disponível consegue fazer o que quer, quando quer. Tempo é o maior patrimônio da geração prateada, por isso essa adesão à conveniência digital.
Desejam utilizar o tempo para fazerem aquilo que gostam, seja lá o que for: conversar, praticar esportes, caminhar, aprender, participar, assumir causas, enfim, desejam pertencer a uma turma. Não se permitem dedicar a vida para apenas cuidar dos netos, ou ficar em filas de estacionamento, ou empurrando carrinhos de supermercados. Querem, a todo custo, se sentir úteis e contribuir para o mundo e as pessoas que os rodeiam com o conhecimento e histórias construídas ao longo da vida.
As empresas que ainda estão focadas no marketing um a um devem considerar a evolução para as comunidades digitais das pessoas de 55 , onde, numa pegada, você consegue capturar centenas, em alguns casos chegando a milhares de potenciais clientes.

Temos nos dedicado a compreender o que é relevante nesta etapa da vida, os valores, as dores e as necessidades e, principalmente, como construir acessos através de ambiente digital, relacionamentos e de que forma devemos empacotar e apresentar produtos e serviços. As marcas que souberem conversar com a geração prateada receberão recompensas impensadas até então. Na atual crise, a geração prateada foi a menos afetada financeiramente e é quem estará puxando o consumo de A-Z nos próximos 40 anos.
Estrategista e CEO do G5

2 comentários:

  1. também chamada de geração de ouro ,é aquela que criou um patrimônio moral,intelectual e econômico ,aqueles que respeitavam os pais as autoridades,sim tem que saber como abocanhar seu dinheiro

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  2. Uma característica da nova geração é o foco em experiencias não se preocupando com posses. Assim preferem alugar a investir em casa própria ou carros. A geração prateada que poupou e é proprietária de imóveis acha ótimo. Afinal se o jovem não quer ter carro e imóveis alguém tem que ser proprietário destas coisas ganhando dinheiro, certo rapazes?

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