Artigo, especial - O despertar de uma Nação
Eu não acompanhei essa caminhada à distância. Eu caminhei. Eu senti. Eu vivi cada trecho dessa estrada.
Quando a caminhada rumo a Brasília começou, em Paracatu, ela parecia pequena aos olhos de quem observa de longe.
Mas quem estava ali, passo a passo, já percebia que algo diferente estava acontecendo. Não era apenas um deslocamento físico. Era um movimento de consciência. E, à medida que os quilômetros avançavam, o Brasil acordava junto.
Caminhei por acostamentos de rodovias. Sob sol forte, sob chuva insistente. Parei em postos de gasolina, em pontos simples, onde a vida real acontece. Dormi em lugares humildes, acolhido por pessoas igualmente simples — mas gigantes em dignidade. Pessoas que abriram suas casas, dividiram o pouco que tinham, ofereceram um prato de comida, um colchão no chão, um abraço sincero. Nada de palácios. Nada de tapetes. Apenas o Brasil de verdade.
E foi ali, longe dos gabinetes refrigerados, que eu vi algo que não se encontra nos relatórios oficiais: o brilho no olho das pessoas. Gente comum, trabalhadores, famílias inteiras, idosos, jovens, crianças, todos com a bandeira do Brasil nas mãos. Pessoas que não pediam favores, não pediam cargos, não pediam privilégios. Pediam esperança. Pediam justiça. Pediam que o país voltasse aos trilhos.
Por onde passávamos, o sentimento se repetia. Abraços apertados. Palavras de incentivo. Gente à beira da estrada dizendo: “não desistam”, “sigam em frente”, “o Brasil precisa disso”. Motoristas buzinando, caminhoneiros levantando o braço, pessoas saindo de casa apenas para acenar. Não era militância organizada.
Era sentimento espontâneo. Era o Brasil real dizendo que não aguenta mais.
Essa caminhada cresceu porque tocou numa ferida aberta. As pessoas sentem que o país está sendo conduzido por um caminho perigoso, marcado por corrupção, escândalos sucessivos e pela perda de referências morais. Sentem que as instituições se distanciaram do cidadão comum. Sentem que a justiça deixou de ser cega e passou a escolher lados. E sentem, sobretudo, que há brasileiros presos injustamente pelos atos de 8 de janeiro, sem individualização de condutas, sem provas concretas, sem humanidade.
No meio desse caminho, ouvi também o clamor por liberdade, por justiça equilibrada, por respeito às garantias constitucionais. Ouvi o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro possa estar próximo da sua família, com dignidade e cuidados adequados. Não como pauta política apenas, mas como princípio humano. O Estado não pode perder sua alma.
Mas essa caminhada não é sobre passado. Ela é sobre futuro. Ela representa o Brasil que acorda cedo, trabalha, produz, paga impostos e já não aceita ser tratado como figurante. O Brasil conservador nos costumes, firme nos valores, que quer segurança pública de verdade, enfrentamento sem concessões ao crime organizado que avança sobre o território nacional.
O Brasil que quer emprego, economia forte, responsabilidade fiscal, contas públicas equilibradas, moralidade administrativa e ética na política.
O mote dessa mobilização é simples e poderoso: Acorda, Brasil!
E acordar significa assumir que é preciso mudar. Que a direita precisa — e pode — oferecer um projeto de país. Um projeto que resgate a autoridade do Estado sem autoritarismo, a justiça sem vingança, a liberdade sem desordem e a política como instrumento de serviço, não de dominação.
Neste domingo (25), nossa caminhada chega ao seu destino físico. Mas o seu verdadeiro apogeu não está em Brasília. Está no coração de milhões de brasileiros que despertaram. Que perderam o medo. Que decidiram caminhar juntos.
Eu caminhei com eles. E posso afirmar, com convicção: o Brasil despertou.
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