quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Chinchilla, a amiga de fé da esquerda latino-americana

- Glauco Fonseca.


O sorriso largo e generoso revela uma alegria um tanto preocupante. É que a líder da missão da Organização dos Estados Americanos, que esteve no Brasil para acompanhar o processo eleitoral, é amicíssima de líderes esquerdistas e proto-ditadores da América Latina. O menu é farto, como demonstram as fotos em que o a felicidade aparece estampada na face da ex-presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla.
Laura Chinchilla Miranda (São José, 28 de março de 1959) é uma política e cientista política da Costa Rica, tendo sido a 47ª presidente de seu país, entre maio de 2010 e maio de 2014. Foi, ainda, vice-presidente de Óscar Arias e Ministra da Justiça. Venceu as eleições presidenciais de 7 de fevereiro de 2010 e iniciou seu mandato como Chefe de Governo e Presidente da Costa Rica em 8 de maio de 2010 por um período de 4 anos. Atualmente, ela é a titular da Cátedra José Bonifácio, na Universidade de São Paulo, desde abril de 2018.
O partido de Chinchilla é membro da Internacional Socialista, cujo lema é a promoção da "política progressista para um mundo melhor". Em 28 de novembro de 2009, Chinchilla tornou-se num dos candidatos da Costa Rica, único partido a integrar, participar e apoiar a voz para uma marcha polêmica, chamado "Marcha pela Vida e Família. A participação de Laura Chinchilla Miranda, levantou preocupações entre os vários líderes de direitos humanos e civis da Costa Rica, que considerou o evento como favorecedor do fundamentalismo. Chinchilla afirmou que a marcha não era "contra qualquer grupo".
A Constituição define atualmente a República da Costa Rica como um país Católico Romano. Óscar Arias, como presidente, manifestou apoio à aprovação de legislação a separação igreja-estado. Chinchilla manifestou a sua preocupação sobre a possibilidade de que as mulheres da Costa Rica, pudessem comprar legalmente os chamados "contraceptivos de emergência", alegando que este tipo de contraceptivo seria, na verdade, um "abortivo". A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que, essa contracepção de emergência não pode ser um abortivo, pois não irá ter efeito se a mulher estiver grávida.
Ou seja, Laura Chinchilla, que atestou a lisura das eleições em diversos países como Venezuela, Bolívia e Nicarágua sem achar absolutamente nada, veio ao Brasil e estará de volta no dia 28 para o segundo turno...

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