quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Artigo, Xico Grazziano, Poder360 - Lula é 1 traidor da nossa democracia


‘Proprietário real do sítio de Atibaia’

Outubro de 2015. O caseiro Maradona manda notícias via email: “Boa tarde morreu mais 1 pintinho essa noite e caiu 2 gambá (sic) nas armadilhas”. Lula leu e sorriu: pegamos os bichos fedidos.

Mal imaginava o ex-presidente que, pouco tempo depois, a Operação Lava Jato também o pegaria seguindo o fétido cheiro da malandragem.

Mensagens eletrônicas, objetos pessoais e fotografias, documentos e depoimentos provam à farta que Lula, proprietário real do sítio de Atibaia, ali fazia seu esconderijo.

Ao depor nesta quarta (14) para a juíza Gabriela Hardt, Lula dirá, como sempre, que não sabia de nada. Que lá no sítio de Atibaia ia de vez em quando convidado para tomar uns tragos, fumar 1 charuto, jogar conversa fora, essas besteiras.

Talvez nem se lembre daqueles pobres gambás.

Lula é a maior decepção da política brasileira, campeão mundial da desilusão de 1 povo sofrido.

Chefe da mais perigosa quadrilha que assaltou os cofres públicos da nação, ficará frente a frente com a Justiça e, com seu jeito peculiar, fará cara de perseguido, fingindo ser como os ingênuos pintinhos que criava no sítio de Atibaia.

Como pode ter Lula enganado a tantos e por tanto tempo? A dúvida me remeteu à releitura do livro “O que sei de Lula”, de autoria de José Nêumanne Pinto.

Lançado em 2011, logo após a eleição de Dilma Rousseff, a obra, recebida com certo temor por afrontar o poder central da República, passou a ser obrigatória. Seu autor, 1 visionário.

Baseado em fatos, por ele presenciados, Nêumanne desnuda a má índole de Lula, já notada, mas sempre dissimulada, desde as lutas operárias de São Bernardo do Campo.

Pelas palavras de Mário Chamie, ao evidenciar no prefácio a lucidez de o jornalista mostrar que “Lula, sobrepondo a tudo suas ambições pessoais, não vê limites éticos em manipular a boa-fé do povo que o cultua fervorosamente, na dócil embriaguez de sua ingenuidade e de sua inadvertida inocência”.

Lendo novamente agora sua escrita, estando Lula na cadeia, e prestes a sofrer sua segunda condenação, percebe-se claramente o certeiro vaticínio de Nêumanne:  Lula nunca prestou, sempre foi 1 ilusionista da esquerda, 1 rei da esperteza política, que tomava cachaça com os operários e depois jantava com os patrões.

Era o que Nêumanne tentava dizer, quase gritando.

Mas a opinião pública, influenciada pelos bajuladores do petismo, incluindo os empresários aproveitadores das falcatruas, sempre relevou quem ousasse dizer verdades sobre o operário malandro.

Lula, a encarnação do povo, era 1 “semideus”. Até cair nas mãos do impoluto Sérgio Moro.

Nós não sabemos o que foi feito dos 2 gambás presos na armadilha do caseiro Maradona.

Sobre a história de Lula, porém, já conhecemos quase tudo. O capítulo deste seu novo depoimento judicial apenas comprovará: Lula é 1 traidor da nossa democracia. Deverá mofar na prisão.

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