terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Bruno Dornelles - A guerra fria voltou? Não, apenas estava adormecida.


As tensões da crise gerada pela permanência de mísseis soviéticos em território cubano, o mais próximo que estivemos de uma nova guerra mundial, ainda corre por nossa memória, principalmente depois de confrontados com a notícia de que a Rússia passou a efetuar exercícios militares e a mover aviões cargueiros, capazes de carregarem um míssil nuclear, para dentro do território venezuelano. Isso porque, após a crise dos mísseis de Cuba, nossos professores de história – em sua grande maioria, hipnotizados por uma ideologia marxista que ou simpatizavam ou simplesmente reproduziam – nos fizeram crer cegamente que ocorrera uma surpreendente reviravolta, na qual a Rússia subitamente deixou o vermelho, a foice e o martelo de lado. Assim, o comunismo tratava-se apenas de um elemento de seu passado e, em que pese a dominação cultural marxista continuasse a todo gás no mundo inteiro, a Rússia subitamente abriu mão do totalitarismo socialista para se sentar junto às nações do então mundo livre.

Enquanto isso acontecia, Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa eram absolutamente tomados por dentro pela ideologia comunista e pela subversão cultural. Não obstante, herdeiros da antiga KGB tomavam o trono e posições de destaque na Rússia – como Vladmir Putin, ex-chefe -, tudo para causar o jogo de encenações que continuaria a erguer a antiga Revolução Bolchevique como o acontecimento máximo russo, porém agora, também da restauração dos valores ocidentais que a própria União Soviética destruiu. Dessa forma, a Rússia atual se colocou contrária à tão negada corrente chamada globalista, elevando seu mestre intelectual e filho de membros da KGB, Aleksandr Dugin, a declarar guerra ao que chamava a seita do Clube Bilderberg e de George Soros.

Contudo, neste mar de comunistas e globalistas, estes não esperavam pelos novos players orgânicos que surgiriam nos últimos anos: Estados Unidos, Polônia, Hungria, Inglaterra e, surpreendentemente, o Brasil. Enquanto o eixo orgânico do mundo livre se prepara para resistir internamente contra socialistas e globalistas, a Rússia parece se aproveitar da prudência americana no continente e da existência de um aliado de Israel na presidência do Brasil, para, enfim, utilizar o idiota útil que sobrou do paciente terminal chamado Foro de São Paulo, Nicolas Maduro.

Eis a parte mais assustadora: o bloco chino-russo possui o maior arsenal militar já visto pela humanidade. Ao passo em que interesses cirúrgicos vão se revelando, as peças destes três players – isso sem considerar o próprio Islã como um quarto – passam a se mover. Assim, tudo indica que os desentendimentos futuros podem ser muito superiores a um fator que pôde atualmente se manter isolado, como no caso da Síria.

Fato é: o socialismo e o globalismo chegaram silenciosamente e arrebatando os cidadãos mais comuns, ao arrepio das casas familiares que ainda conservavam valores e o cristianismo, e passaram, após um tempo de mornidão, a elegerem seus próprios líderes e os colocarem no poder. Ao passo que a resistência dessas famílias pela própria liberdade econômica, cultural e religiosa aumenta nas localidades, a pressão mundial socialista e globalista também tendem a aumentar. Os tempos são propícios: muito mais do que um novo período de entrega da humanidade aos grandes players da esquerda, é o julgamento moral dos homens dos nossos tempos.


Bruno Dornelles
Advogado especializado em Direito Tributário e mestre em Direito Público

7 comentários:

  1. Cumprimentos, meu caro Doutor. Belo artigo. Me permito, com a devida venia, lembrar que esse Papa Francisco, que aí está, tem contribuído largamente para esse estado de coisas. Comunistão enrustido, escreve coisas lindas sobre a família, etc. Todavia, é nefasto, penso ,para o mundo atual. Perdeu credibilidade e está em franca decadência perante o mundo. Que saudade do JPAULO II.

    ResponderExcluir
  2. Exatamente Gelson !! Na mosca !! Papa comunista enrustido !!

    ResponderExcluir
  3. Bingo ao artigo e ao comentário do Sr. Gelson.

    ResponderExcluir
  4. Excelente artigo. Parabéns ao autor. Pior cego é aquele que não que enxergar.
    E quem não usa os olhos para ver, usará para chorar.

    ResponderExcluir
  5. Mas que Comunismo? - Mas que Socialismo? Se estamos caminhando para um Mercantilismo Mundial onde todos compram, consomem, produzem dentro de um Grande Mercado Hegemonico, que negocia armas, aviões e soja para pequenas Colonias Fundamentalistas esquizofrenicas que teimam em viver com as cabeças enterradas nas seitas tribais e dogmas religiosos de semi-deuses que foram iluminados por antigas reflexões de uma cultura já ha muito soterradas pelo tempo? Colonias estas que sobrevivem as custas de alguns milhões de barris de petróleo ou do sangue de suas miseráveis populações que foram robotizadas e escravizadas por uma crença de um Deus Tiranico e assassino que governa pelo medo e pelo terror?

    ResponderExcluir
  6. Parabéns Dr.Bruno , lucido e objetivo , o comunismo mente e se espalha sem alarde dominando corrompendo e como foi dito terão de usar os olhos para chorarem , e não pensem os seus seguidores que estão a salvo Stalin matou principalmente os aliados .

    ResponderExcluir
  7. Excelente texto Bruno, claro como a água. Há aqueles que acham que nosso maior problema é interno (somente nosso país), temos uma batalha internacional lutada todos os dias e muitos "Jornalistas" não conseguem enxerga com amplitude, mas juntos vamos conseguir. Seguimos estudando e elucidando os demais.
    Um grande abraço.

    ResponderExcluir