quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Astor Wartchow - Globalização em discussão


A onda nacionalista político-eleitoral que percorre o mundo tem nas crescentes migrações seu estopim, sua motivação e pretexto mais forte. E nem tanto por xenofobia clássica. Migrações significam oferta abundante de mão de obra barata.

      Logo, em meio a crise do desemprego mundial (que atinge os jovens principalmente) aflora o sentimento conservador e nacionalista. Se a globalização e a mercantilização já eram uma ameaça corrente e concreta a empregabilidade local, agora os fatores se agregam. O fenômeno Trump e o processo Brexit são as pontas do iceberg nacionalista e “antiglobalização”.
      A situação mais complexa e dramática ocorre no velho mundo e coloca em risco a continuidade da União Européia.  Não esqueçamos que durante décadas a Europa estimulou a vinda de estrangeiros da América Latina e da África, direcionados e empregados em atividades menos atraentes - e higiênicas! - do mercado de trabalho.
      Depois, com a criação e a ampliação da Comunidade Européia, a oferta de mão-de-obra também era suprida pelos trabalhadores do leste europeu, países mais pobres. Mas, agora, com o crescente e generalizado desemprego renasce forte o sentimento nacionalista e a rejeição aos imigrantes.
      Do lado de cá, face os problemas político-econômico-financeiros enfrentados pela maioria dos países sul-americanos, também acontece um movimento migratório rumo ao Brasil e Colômbia, em especial. Efeito colateral do endurecimento das regras de imigração nos Estados Unidos e na Europa.
      A globalização reúne virtudes e defeitos. No plano econômico repete práticas comerciais e produtivas expansionistas, mas com agregação e universalização sofisticada do lucro, na forma e nos efeitos.
                No plano cultural a globalização gera e revela processos de homogeneização de atitudes e comportamentos, “atropelando” a diversidade e o pluralismo cultural dos povos.
                Mas o ponto mais perturbador é no plano político, onde resulta uma precarização e redução dos papéis clássicos de representação política institucional.
      Regra geral, a conseqüente e inevitável abertura e a liberalização econômica dos ditos países em desenvolvimento expôs dramaticamente suas distorções internas e sua fragilidade sócioeconômica.
      Há casos e casos. Questão de adaptação. Ainda hoje há grandes divergências entre os estudiosos da globalização. No entender dos pessimistas, o processo seria danoso para os países periféricos, endividados, deficitários e não competitivos, provocando a desnacionalização da economia,  venda de empresas, flexibilização e precarização das relações trabalhistas.
      A onda conservadora e nacionalista será capaz de criar os empregos necessários e minimizar a crise humanitária (desemprego e migrações)? Será que as soluções advirão país a país ou será necessário um esforço global e unitário?

2 comentários:

  1. O BRASIL DEVE SER SOBERANO E NÃO FICAR A MERCÊ DE MEGACAPITALISTAS E COMUNISTAS! A INDUSTRIA DE REFUGIADOS É ESTMULADA POR ONGS DE SOROS! A MÍDIA EM SUA QUASE TOTALIDADE ESÁ NAS MAOS DESSES SUJEITOS SIONISTAS!

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    1. O mundo nunca esteve nem vai esstar a merce de mega pobres,estes não dão empreggo nem geram riquezas.

      QUANNDO SINDICALISTAS COMUNISTAS POR BURRIICE POPULAR ASSOMAM AO PODER SEMPRE SEMPRE DA DESASTRE E ELES SAQUEIAM E ROUBAM E DESTTROEM OS PAISES .

      QUALQUER SEMELHANÇA COM TORNEIRO CONDENADO E PRESO NÃO É MERA COINCIDENCIA...

      AHHH...E NÃO SUPER ESTIME SOROS,MENOS,LEIA ACIMA, É UMA MUDANÇA NO MUUNDO JAMAIS VISTA,ROBÓTICA E INTELIGENCIA ARTIFICIAL DESEMPREGANDO TRABALHADORES DE TODOS OS NIVEIS

      SOLUÇAO QUE NINGUEM QUER OUVIR:

      1-DIMINUIR HORARIO DE TRABALHO NO MUNNDO TODO ATÉ QUE OS ROBOS FAÇAM TUDO OU QUASE,

      2-TAXAR TRABALHO DE ROBOS E MAQUINAS PARA VIABILIZAR A CIVILIZAÇÃO,

      OU APRENDER A USAR FUNDA,ARCO E FLECHA...

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