quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Artigo, Fábio Jacques - O Brumário paulista.

O lema da Revolução Francesa, Liberdade, Igualdade e Fraternidade conseguiu provar ao mundo que a Igualdade pode realmente ser conquistada: Luís XVI e Maria Antonieta, rei da França e sua consorte tornaram-se, pelo menos em um determinado momento de suas existências, exatamente iguais aos revolucionários Danton e Robespierre: tiveram seus pescoços decepados na guilhotina.
Mas o ponto a que quero me ater é a uma imbecilidade, talvez a maior de todas, criada pela Revolução Francesa: o calendário republicano.
Para quem não conhece este calendário completamente idiota, começava por recontar os anos a partir do dia 22 de setembro, data da proclamação da República francesa o qual passou a ser primeiro dia do ano 1. O ano foi dividido em 12 meses de 30 dias formados por 3 semanas de 10 dias. Para não acabarem tornando as estações do ano móveis pela falta de cinco dias, criaram cinco ou seis dias (nos anos bissextos) de feriados entre 17 e 21 de setembro, ou seja, no fim do ano do calendário republicano.
Os meses foram renomeados pelo poeta Fabre d’Eglantine sob inspiração do jardineiro do Jardim das Plantas de Paris com novos termos ligados à natureza. (Me lembrei do filme “Muito além do Jardim” estrelado pelo inesquecível Peter Sellers. História igualmente Non Sense). O primeiro mês foi chamado de Vindemiário por ser a época das vindimas e o segundo Brumário por ser um mês caracterizado por muito nevoeiro. Quem tiver interesse no assunto pode procurar na internet os nomes dos demais meses do absurdo calendário republicano.
O dia foi dividido em 10 horas que se dividiam em 100 minutos os quais, por sua vez, se subdividiam em 100 segundos. Completamente tarados.
Esta grande ideia foi tão sem noção que Napoleão Bonaparte detonou-a em 31 de dezembro de 1805.
Assim como o propósito do calendário republicano era eliminar a influência cristã do calendário gregoriano, vejo agora, sem surpresa, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo querendo, com mais de dois séculos de atraso, tentar novamente retirar do calendário as referências a Cristo.
A nova paranoia advoga os direitos das minorias não cristãs de não serem forçadas a dizer que vivemos “depois de Cristo” e que os faraós egípcios governaram “antes de Cristo. Agora querem que o tempo seja dividido em “antes da era comum” e “era comum”. A maioria que se exploda.
AC e DC passam a ser AEC e EC. Completamente paranoicos.
No vídeo que pulula na internet, a professora Luize Coutinho deixa bem claro que AEC corresponde a AC e que EC corresponde a DC. Mas não se pode dizer AC ou DC para não constranger os não cristãos. (Espero que esta inteligente mestra não queira mudar o nome da banda australiana AC/DC para AEC/EC. Pelas suas explicações fico com medo de que ela não consiga distinguir entre correntes contínua e alternada e antes e depois de Cristo).
Os paulistas não cristãos devem estar se regozijando com esta atitude revisionista promovida por um arremedo de revolucionários jacobinos. Foram resgatados.
Enquanto isto o estado governado pelo João Dória mergulha cada vez mais nas trevas do obscurantismo intelectual, no nevoeiro insondável do politicamente correto, no seu brumário.
Cabe aqui lembrar o famoso bordão criado pelo Boris Casoy que se adequa com perfeição a esta investida pseudo intelectual e antirreligiosa da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo:
“ISTO É UMA VERGONHA”.

Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.

3 comentários:

  1. MUITO BOM,TEVE UM IMPERADOR ROMANO QUE INVENTOU ALGO ASSIM,DECRETOU A MUDANÇA DA EPOCA DAS PLANTAÇÕES E DAÍ QUASE TODOS MORRERAM DE FOME POIS PLANTAR FORA DE ÉPOCA...

    DORIA PERDE UMA OPORTUNIDADE ÚNICA DE SE PROJETAR NO CENARIO NACIONAL E MOSTRAR QUE SABE FAZER E LIDERAR.
    É NAS GRANDES CRISES QUE SURGEM GRANDES LIDERES,OU LIDERES SURPREENDENTES COMO BOLSONARO.
    DÓRIA MOSTROU QUE NÃO SABE FAZER MUITO MENOS LIDERAR,DIZEM SER UMA BONECA PERFUMADA,CARAS E BOCAS, VAZIO DE BOAS IDÉIAS E ASSESSORIA.

    FEZ UM RIDICULO RISIVEL.

    TIVESSE FEITO COMO "SOUTO JARDIM" DO EXCEPCIONAL FILME CITADO , PODERIA SER PRESIDENTE.AINDA BEM QUE DORIA NÃO VIU O FILME!KKKKKK

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  2. O GOVERNADOR PENSOU QUE DAVA PARA APAGAR BOLSONARO COM UM CONTROLE REMOTO,TAL COMO SOUTO, E VIU QUE NÃO DAVA!

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