domingo, 15 de maio de 2022

Artigo, Marcus Vinicius Gravina - O teatro não anunciou o seu maior espetáculo

Advogado


Ele está sendo preparado. Dá apenas sinal dissimulado, igual ao canto da ave símbolo do Rio Grande do Sui, o Quero-quero.  

Ouvi ontem no JN da Globo (13/05), o discurso lido - portanto refletido - do ministro Fachin do STF com os astuciosos e repetidos ataques ao Presidente da República - nos moldes de alguns ministros daquela Corte, que se apresentam ao público como um jogral. 

Não passou despercebida a sua denúncia, com ares de sabedoria, de que estariam acontecendo inadmissíveis ataques à imprensa. Trocou a defesa da Constituição pela da imprensa.  É indisfarçável a antecipação do seu voto no Supremo, quando entrar em cena o pedido de prorrogação do prazo da concessão da Rede Globo de Televisão, se for judicializado. A armação está feita.  

Assistiremos um processo predestinado a se arrastar por muitos anos com aquela organização da mídia em plena atividade, contratando escribas mercenários.  Aguardará que um presidente venha lhe conceder anistia fiscal.  Outras anistias estão na lista de espera das eleições de outubro. São criminais e também com repercussões financeiras danosas à União, leia-se povo brasileiro.  O dinheiro roubado e recuperado pela Lava-Jato, será devolvido aos corruptos, corrigido e lavado frente ao fisco. Quem disse que o crime não compensa? 

Quando o ministro escreveu o seu discurso teve tempo para informar quais os órgãos de imprensa estão sendo atacados e dizer de onde partem os ataques. Não o fez.

Para os cidadãos de média leitura dos fatos isto não é preciso . Eles sabem, por ser de domínio público, que uma poderosa TV brasileira  terá a sua concessão extinta este ano por decurso de prazo e para que isto não aconteça haverá a necessidade da sua prorrogação ou renovação do contrato.

 Acontece, que o devido processo administrativo impõe ao Executivo Federal, que a concessionária esteja quites com suas obrigações ficais e outras menos comentadas.  Para a Lei Federal das Concessões é imprescindível apresentar ao Poder Concedente a prova de que pagou, integralmente, os impostos devidos ao erário para a obtenção da concessão de exploração de um serviço público.  Isto terá de ser examinado. 

Há um silêncio, ensurdecedor, sobre o futuro da Globo, que protege e estimula a descarga de animosidades dos pronunciamentos de determinados ministros do STF, em seus meios de divulgação, inimigos do Presidente, dentro e fora do país.   

Enquanto isto, as urnas eleitorais ganham incansáveis debates e o voto obrigatório, nada. 

Talvez, interesse manter o voto obrigatório como está até a tomada definitiva do poder, por um regime ditatorial de esquerda. Neste momento da sociedade brasileira é uma massa amorfa, caminho mais curto e sem uso de armas para amordaçar nossas liberdades fundamentais.  

Nas últimas três ou quatro décadas, penso que criamos uma sub-raça no Brasil e lhe entregamos uma arma: o voto. A consequência disto é sentida na composição majoritária do Congresso Nacional, de muitos corruptos, aliados do crime e covardes.  

Não satisfeitos, geramos outra figura: a pedofilia eleitoral. O direito do voto aos menores de 16 anos entregues a aliciadores.   Não é difícil perceber o que existe por trás destas manobras. 


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