quarta-feira, 20 de março de 2019

Na briga dos Frias, a tensão entre dois legados


UOL tem R$ 4 bi, mas Folha ‘tem que se virar’
Natalia Viri e Mariana Barbosa
No centro da disputa entre os irmãos Frias na Folha existe uma poça de liquidez chamada UOL.
A companhia – cujo principal ativo é o PagSeguro – tem mais de R$ 4 bilhões em caixa, segundo fontes ouvidas pelo Brazil Journal.
O UOL embolsou US$ 1,12 bilhão no IPO da empresa de adquirência, em janeiro do ano passado. Menos de seis meses depois, levantou mais US$ 613 milhões com outra oferta de ações, cuja ‘timing’ surpreendeu o mercado. As duas operações trouxeram um caminhão de mais de R$ 5,5 bilhões de caixa para a companhia – e apenas uma parte foi distribuída aos acionistas.
O UOL é controlado pela Folhapar – a empresa de participações dos Frias – com 64,6% do capital. Luiz Frias tem dois terços da Folhapar e, como acionista majoritário, dá as cartas na companhia. (João Alves de Queiroz Filho, o ‘Júnior’, dono da Hypera, e seus amigos mexicanos são minoritários no UOL, com uma participação conjunta de 25%; um fundo de private equity do BTG tem outros 6,5%).
Enquanto Maria Cristina Frias – destituída ontem do cargo de diretora de redação – defende que o UOL distribua dividendos para financiar um aporte da Folha, o irmão mais novo Luiz Frias prefere segurar o caixa.
O motivo não está claro. Luiz é conhecido por ser uma esfinge – nem mesmo assessores financeiros que já participaram de operações da Folhapar e da PagSeguros tem muita clareza sobre seus planos. No mercado, especula-se que o empresário queira fazer uma aquisição no setor bancário.

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