domingo, 18 de agosto de 2019

O Sínodo da Amazônia vem aí para defender o congelamento da situação econômico-social da Amazônia


O Sínodo para a Amazônia que o Vaticano pretende realizar, de 6 a 27 de outubro, é o assunto que mais tira do sério os militares, denuncia neste domingo o site Alerta Total, em artigo assinado por Jorge Serrão.

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 O evento tem tudo para ser a grande crise diplomática do Governo Bolsonaro, no curto prazo. No Palácio do Planalto e no “Forte Apache” (sede do comando do Exército Brasileiro), a expectativa é que a Santa Sé cancele o encontro que tem como relator escalado o Arcebispo de São Paulo, Dom Cláudio Hummes. Vem aí a “canelada-anunciada”: Jair Messias Bolsonaro x Papa Francisco, com diplomatas e generais no ringue...

No site oficial do Instrumentum Laboris(http://www.sinodoamazonico.va), o Vaticano “vende” o evento como “um grande projeto eclesial, cívico e ecológico que visa superar confins e redefinir as linhas pastorais, adequando-as aos tempos atuais”. O texto acrescenta: “Nove países compartilham a Pan-amazônia: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa e nesta região, importante fonte de oxigênio para toda a Terra, concentra-se mais de um terço das florestas primárias do mundo. É uma das maiores reservas de biodiversidade do planeta, abrigando 20% da água doce não congelada”.

A publicação oficial do Vaticano apenas relata: Em 15 de outubro de 2017, o Papa Francisco convocou a Assembleia Sinodal para a Pan-amazônia indicando como finalidade principal “encontrar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, sobretudo dos indígenas, muitas vezes esquecidos e sem a perspectiva de um futuro sereno, também por causa da crise da floresta Amazônica, pulmão de importância fundamental para o nosso planeta”.

Entre os Generais brasileiros, circula um paper que resume a crítica geral ao Sínodo para Amazônia. O Alerta Total reproduz a mensagem:

Divide-se em três partes, que abordam as seguintes temáticas: “A voz da Amazônia entendida como escuta daquele território”, “Ecologia integral” e “Igreja com o rosto amazônico”.

Em seu conjunto, trata-se de um repositório de metáforas construído em torno da ideia-força sintetizada no conceito de “ordem integral”.

A “ordem integral” é uma ideia abstrata que pretende congelar a situação econômica e social existente, mas omite a verdadeira intenção política.

A manobra psicológica proposta pretende mobilizar as minorias indígenas e quilombolas dispersas no território e nas periferias dos grandes centros, com a finalidade de “sufocar” a cultura da maioria.

Os organizadores parecem ignorar a composição da massa populacional nativa, de cerca de 70% de mestiços, 25% de brancos e apenas 5% de minorias.

O apelo à “ecologia integral” relativiza os valores cristãos, submetendo-os à prevalência dos paradigmas culturais paleolíticos das etnias remanescentes.

Omite qualquer alusão ao esforço civilizatório imposto no passado pela própria Igreja, que resultou na superação dos paradigmas do tribalismo e da antropofagia, embora ainda persista em muitas tribos o costume do infanticídio dos bebês deficientes.

Em síntese, o discurso do “Instrumentum Laboris” subverte a ordem política, econômica e social dos estados pan-amazônicos, sem revelar o propósito político-institucional dos organizadores.  

O Alerta Total acrescenta: Definitivamente, por trás dos panos, a reunião – supostamente religiosa, católica -, na verdade é uma interferência indevida, uma agressão à soberania brasileira. No entanto, o bom senso de realidade nos obriga a admitir que o Brasil exerce, ainda muito mal, sua soberania sobre a Amazônia que nossos antepassados duramente conquistaram. Há muito que fazer para “conservar a Amazônia para os brasileiros” – como bem pregava o saudoso Almirante Roberto Gama e Silva, frisando sempre que empregava o correto verbo “conservar” e não o “onguístico” termo “preservar”.

No caso da Amazônia, Bolsonaro já endureceu o discurso contra os “sabotadores transnacionais”. No entanto, é preciso ir muito além do mero discurso nacionalista. O Brasil tem de avançar com o Programa Barão do Rio Branco – que tem potencial para impulsionar um mercado interno para integrar a Calha Norte do Amazonas, Amapá e Roraima, estendendo a BR-163 até a fronteira com o Suriname. Será construída a Ponte Barão do Rio Branco e implantado um sistema de transporte modal hidro-rodo-ferroviário estratégico na região.

Bolsonaro deve centrar seus discursos no Programa Barão do Rio Branco, e não perder tempo com as repetidas e previsíveis críticas canalhas dos falsos e bem remunerados ambientalistas – há muito especializados em produzir notícia negativa, mundo afora, contra a missão brasileira deconservar a Amazônia, explorando-a de maneira realmente sustentável e respeitando a rica diversidade ambiental.

Como repórter, já fiz algumas grandes reportagens na Amazônia. É inenarrável a vivência de quem passou quatro horas no meio da selva, em absoluto silêncio numa canoa, observando o magnífico cenário ao redor. Nestas aventuras, sempre me incomodou a vergonhosa constatação da perigosa, imperdoável e criminosa ausência do Estado brasileiro na maior parte da Amazônia. Ela é nossa? Claro que sim! Por isso, não podemos mais dar mole!

É essa passividade em relação à Amazônia que o Brasil tem de mudar. Na prática, na vida real, e não só no discurso ufanista, “nacionalista”...


3 comentários:

  1. A Amazônia deve passar para a supervisão das Forças Armadas com investimento e construção de infraestruturas capazes de possibilitar o desenvolvimento econômico e o aumento da densidade demográfica, ou seja,assumir definitivamente a Amazônia como parte integrante do território nacional.

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  2. SEM DUVIDA, A AMAZONIA , ENTREGUE AOS ESTRANGEIROS PELOS GOVERNOS SOCIALISTAS/COMUNISTAS DEVE SER RETOMADA PELO BRASIL ATRAVÉS DO NOSSO EXÉRCITO. TEM QUE SER TRIPLICADO O CONTINGENTE DO EXÉRCITO NESSA REGIÃO.

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  3. À igreja católica precisa mesmo é cuidar de suas doutrinas cujo objetivo é salvar as almas pra vida futura Ela que se limite as suas competências e não se imiscua em assuntos de soberania do nosso Brasil.

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