quinta-feira, 25 de abril de 2019

Artigo, Ricardo Hingel, Zero Hora - Conselhos plurais


Há alguns dias, escrevi aqui sobre a evolução das empresas e, para tanto, a necessidade de qualificarem seus modelos diretivos. Estruturas administrativas que deram certo no início e viabilizaram o crescimento das empresas demandarão estruturas mais complexas, na medida em que os negócios se ampliam.

No mercado financeiro costuma-se dizer que o desempenho passado não é garantia de performance futura.  Nas empresas, o mesmo ocorre, pois sucessos passados não são garantia de êxitos futuros. Para que uma empresa continue prosperando e crescendo, precisa qualificar seu modelo de gestão, pois a concorrência o fará e a sua empresa poderá ficar para trás.

Aquelas que atingem um determinado porte, que passam por mudanças geracionais ou de seus executivos, podem demandar estruturas administrativas mais completas, com a criação de seus conselhos de administração ou mesmo consultivos. A diferença entre estes dois está na responsabilização de seus membros; no de administração há responsabilidades definidas na condução dos negócios, sendo o órgão máximo da estrutura diretiva. Os consultivos não possuem esta responsabilidade e podem atuar, principalmente, como uma consultoria especializada aos gestores e acionistas.

Sua composição deve contar com ex-executivos de renomada experiência que, além de seus cabelos brancos, oferecem uma excelente colaboração para os negócios das empresas, acrescentando atalhos para decisões estratégicas, somatório de circunstâncias ou crises vividas.

Para melhor eficácia devem contar com um caráter de pluralidade. Trazendo o futebol como uma metáfora eficiente, não se faz um time com 11 goleiros ou 11 centroavantes. Não vai ganhar de ninguém.

O mesmo deve ser cuidado nos conselhos e é uma oportunidade. Buscar uma composição com especialidades complementares e atendendo a especificidades de cada empresa é fundamental. Especializações como finanças, economia, mercado, comercial, jurídica, mercado de capitais, tecnologia da informação e de pessoas que já tenham trabalhado em operações similares às da empresa, em conjunto, podem enriquecer seus rumos.

Reforçando, empresas de sucesso preocupam-se com sua perpetuidade. Como a própria palavra infere, a perpetuidade demanda uma visão de longo prazo, em que todos os meios necessários para atingir as metas devem ser contemplados. Bem escalados e plurais, os conselhos podem se constituir em consultorias de alto nível e auxiliar especialmente na fixação das diretrizes estratégicas das empresas, chave para a perpetuidade almejada.

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