terça-feira, 26 de junho de 2018

Polícia gaúcha desbarata quadrilha que roubava carros de luxo. 31 foram presos.


A Polícia Civil desencadeou, nesta terça-feira (26), ação para desarticular uma organização criminosa que atuava no roubo de veículos de luxo e lavagem de dinheiro no Rio Grande do Sul. O lucro com a atividade ilegal era de até R$ 800 mil por mês. A Operação Barão prendeu 31 pessoas, cumpriu 72 medidas de indisponibilidade de bens e 52 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Região Metropolitana.

As ações ocorreram em Porto Alegre, Canoas, Viamão, Alvorada, Gravataí, Guaíba, Arroio dos Ratos, São Jerônimo e Taquara. A investigação, a cargo da Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos (DRV) e da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (Dipac), ambas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), estendeu-se por 11 meses e identificou 61 integrantes da quadrilha.

De acordo com os delegados Adriano Nonnenmacher e Joel Wagner, a organização era composta por indivíduos de classe média e alta, detinha grande poderio econômico e funcionava como uma verdadeira empresa, com hierarquia, divisão de tarefas e competências pré-definidas.

A primeira faceta estava relacionada ao roubo de veículos de luxo, formando um conglomerado de auto peças clandestino. Os automóveis eram encaminhados para grandes pavilhões com estrutura e maquinário capaz de desmanchá-los. As peças eram comercializadas ilegalmente nestes locais, em lojas, CDVs (Centro de Desmanches Veiculares) ou pela internet. A venda ocorria também em outros 15 estados.

"Dentre os vários bens móveis e imóveis apreendidos e sequestrados, estão veículos blindados de luxo e imóveis utilizados pelos integrantes para fazer festas para a alta sociedade, totalizando R$ 11 milhões de reais", destacou o delegado Gustavo Bermudes.

Lavagem de dinheiro

Após obter os lucros, o grupo lavava o dinheiro e os bens adquiridos por meio de CDVs, revendas de veículos, oficinas, frotas de táxis e outros serviços de transporte de passageiros. A organização também fraudava seguradoras, locadoras de veículos, shoppings, hipermercados e até o Poder Judiciário.

Para o delegado Sander Cajal, diretor de investigações do Deic, os criminosos demonstravam ousadia e aparente descrédito na responsabilização criminal. "No decorrer das investigações, a Polícia Civil havia localizado sete pavilhões com diversas peças e veículos de delitos patrimoniais. Mesmo assim, houve continuidade dos delitos e incremento dos negócios, incluindo

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