quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Executiva demitida sob suspeita move ação contra Vivo

Executiva demitida sob suspeita move ação contra Vivo

Ex-diretora de comunicação pede reintegração e sindicância para investigar supostos desvios


A ex-diretora de Imagem e Comunicação da Vivo, Cristina Duelos moveu ação trabalhista contra a empresa nesta quarta (14) para pedir reintegração ao cargo e a instalação de uma comissão de sindicância para apurar supostas irregularidades que teriam levado à sua demissão.

Segundo reportagem publicada pelo jornal "Valor Econômico", a Vivo demitiu Duelos em junho, após verificar irregularidades em contratos com agências de propaganda e outros fornecedores da área que ela dirigia.

Na mesma época, dois blogs acusaram Duelos de ter agido em conluio com as principais agências de publicidade da Vivo para desviar milhões de reais da empresa.

Questionada pela CVM (Comissão da Valores Mobiliários), a Vivo informou em julho que decidira manter os contratos com as agências África, DPZ&T e Young&Rubicam após uma auditoria examiná-los e concluir que não havia irregularidades.

A empresa negou-se a comentar a demissão de Duelos na época. Nesta quarta, afirmou por meio de sua assessoria que não foi comunicada da ação judicial e que, por isso, não iria se pronunciar.

Um dos blogs que escreveu sobre o assunto em julho chegou a afirmar que o marido de Duelos, o publicitário Ricardo Chester, que trabalhou na agência África e hoje está na AlmappBBDO, também estava envolvido. Duelos nega ter cometido irregularidades.

"Estão tentando causar minha morte funcional", disse a executiva à Folha. "Em nenhum momento, a empresa se posicionou claramente para explicar quais eram as irregularidades. Até agora, eu não sei o que aconteceu."

Duelos afirmou que sua saída da Vivo já estava acertada antes desse episódio. "Eu pleiteava uma promoção que, segundo meu chefe à época, não aconteceria porque a companhia estava em reestruturação", disse.


A executiva contratou um escritório de advocacia e pediu à Vivo durante dois meses um atestado de idoneidade, para voltar ao mercado de trabalho. Como não obteve sucesso, decidiu ir à Justiça.

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