Este artigo é do Observatório Brasil Soberano
Durante décadas, o PT contou com um tripé de sustentação eficiente: narrati vas sociais, institutos de pesquisa alinhados e uma imprensa condescendente. Mas esse muro caiu. Os levantamentos mais recentes da Quaest e do Datafolha agora revelam o que antes era varrido para debaixo do tapete: a rejeição de Lula superou a aprovação, atingindo a marca simbólica de 51%. Enquanto o governo patina na economia e na segurança, Flávio Bolsonaro sobe nas sondagens, já aparecendo numericamente à frente de Lula. O senti mento de mudança não é mais uma ameaça distante; é um fato estatístico que os editoriais da grande mídia já não conseguem omitir. O governo está enrola do e a opinião pública percebeu que a "aura de imbatível" do presidente ficou no passado. E nada disso é obra do acaso. A ascensão meteórica de Daniel Vorcaro e o crescimento do Banco Master são frutos de um modelo de negócio com DNA puramente petista. Para entender o Master, é preciso olhar para o Credcesta. Nascido nos bastidores da política baiana sob governos petistas, o Credcesta serviu como um laboratório de cap tura de renda, operando de forma agressiva sobre o salário de servidores pú blicos. Dois personagens da cúpula da estrela vermelha foram fundamentais: Jaques Wagner e Rui Costa. O primeiro era o elo com Augusto Lima, sócio de Vorcaro que comprou a Ebal por míseros R$ 15 milhões; o segundo garantiu por decreto a exclusividade na operação para o Banco Master. O negócio virou uma mina de ouro: o crédito consignado com taxas astronômi cas e garantia de recebimento na fonte. Não satisfeitos em asfixiar os servido res, a estrutura avançou sobre os aposentados e pensionistas do INSS, mergu lhando em um escândalo de contratos suspeitos e descontos indevidos. O que o PT chama de "inclusão financeira" nada mais é do que a entrega de bases vulneráveis do Estado nas mãos de um banqueiro que sabia muito bem como transitar nos corredores do poder. Hoje, Daniel Vorcaro é o arquivo vivo que tira o sono de Brasília. Mantido na cadeia, o banqueiro já começou a movimentar suas peças: trocou sua equipe de defesa por advogados especialistas em acordos de colaboração. O termo "delação premiada" ressoa como um trovão nos palácios. A preocupação é real porque Vorcaro não é apenas um banqueiro; ele é o elo entre o sistema financeiro e a engrenagem política que sustentou campanhas e alianças. As mensagens encontradas em seus celulares, que citam desde mi nistros do STF até encontros fora da agenda com Lula, mostram que ele tem provas de como a máquina funciona por dentro. O sistema não sabe o que fazer com Vorcaro porque soltá-lo seria um escânda lo moral, e mantê-lo preso é empurrá-lo para a delação. O PT assiste, impoten te e desesperado, ao colapso de suas narrativas. Entre o derretimento nas pesquisas e as revelações de escândalos em mais um mandato, Lula e o PT caminham em direção ao abismo. E aí pode estar a sal vação do Brasil
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