Investigações da Polícia Federal (PF) e reportagens recentes (início de 2026) apontam que o Banco Master, sob o comando de Daniel Vorcaro, financiou uma rede de publicidade, marketing e influenciadores digitais para promover a imagem do banco, defender Vorcaro e atacar o Banco Central (BC).
Os pagamentos faziam parte de uma estratégia de defesa para tentar reverter a liquidação do banco, com contratos de influenciadores chegando a R$ 2 milhões por três meses de "publicidade" disfarçada de opinião.
Influenciadores e Perfis Suspeitos:
A Polícia Federal identificou pelo menos 40 perfis suspeitos de realizar ataques coordenados ao Banco Central e defesa do Banco Master.
Influenciadores de direita e do mundo da fofoca foram cooptados para gravar vídeos com roteiro pré-definido, levantando suspeitas sobre a legalidade da atuação do BC.
O influenciador Renato Breia (@renatobreia) é citado como um dos que relataram pedidos de publicação.
Murilo Duarte (@faveladoinvestidor) e Renata Barreto (@renata) também foram mencionados no contexto de relatos sobre as propostas.
O vereador Rony Gabriel (RS) afirmou ter sido procurado para defender o banco e questionar o Banco Central.
A jornalista Juliana Moreira Leite relatou ter sido procurada para divulgar matérias sobre o caso.
Agências e Publicações Envolvidas:
A agência MIT (Miranda Comunicação), ligada a Thiago Miranda (sócio do portal Léo Dias), foi identificada como o braço que realizava os pagamentos, com evidências de depósitos adiantados.
A estratégia envolvia disseminar a versão de defesa de Vorcaro em redes sociais e sites de fofoca, muitas vezes usando conteúdos de veículos da "imprensa tradicional" como fonte para legitimar a narrativa.
Celebridades em Campanhas Anteriores (Will Bank):
Antes da investigação, o banco (através do Will Bank, controlado pelo Master) utilizou influenciadores famosos em campanhas de marketing em 2022, como:
Simone Mendes (cantora)
Pabllo Vittar (cantora)
Rebeca Andrade (ginasta)
Whindersson Nunes (comediante)
Maisa Silva (atriz/influenciadora)
Thelma Assis (ex-BBB/médica)
Os influenciadores que receberam as propostas de alto valor citadas pela PF alegaram que os contratos exigiam sigilo absoluto (multas de até R$ 800 mil) e ocultavam o real objetivo da publicidade.