quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Ataques do grupo terrorista em Porto Alegre

Alguns dos ataques reivindicados pelo grupo

• 22/04/2000 – Participação da depredação do relógio dos 500 anos em Porto Alegre.
• 24/03/2017 – Pichações em muro do colégio Israelita, em Porto Alegre.
• 11/07/2008 – Incêndio no consulado da Itália, no bairro Menino Deus em Porto Alegre.
• 21/03/2008 – Incêndio em três carros no bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre.
• Abril/2008 – Ataque com coquetel Molotov ao Mc Donalds da rua Silva Só em Porto Alegre.
• 06/10/2008 – Explosão de bomba caseira no parapeito de uma das janelas da Câmara Municipal de Porto Alegre durante período de eleições.
• 04/04/2010 – Pichação e tinta vermelha jogada na fachada da igreja do Rosário no Centro de Porto Alegre.
• Fevereiro/2011 – Incêndios em pelo menos dois carros de luxo, um deles no bairro Moinhos de Vento. Alvos escolhidos aleatoriamente, desde que fossem de alto valor. No entanto, foram protestos contra o atropelamento de ciclistas no bairro Cidade Baixa (fato ocorrido na mesma época).
• 21/11/2011 – Fogo em dois pneus na frente do consulado do Chile, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
• 15/11/2011 – Incêndio e vidraças quebradas do Banrisul na rua 24 de Outubro, bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre.
• 25/01/2012 – Incêndio no então diretório do PSDB, no bairro Cidade Baixa em Porto Alegre.
• Fevereiro de 2012 – Incêndio em veículo de luxo no bairro São Geraldo em protesto ao atropelamento do menino Gustavo da Silva Rosa, seis anos, na avenida Voluntários da Pátria, na Vila dos Papeleiros, em Porto Alegre.
• 24/04/2012 – Incêndio criminoso no banco Santander localizado na rua Ramiro Barcelos, em Porto Alegre.
• Junho/2012 – Ataque ao consulado peruano localizado no prédio do Edel Trade Centre, em Porto Alegre.




















Investigado por atentados em Porto Alegre, preso e condenado a 10 anos de cadeia por terrorismo no Chile em 2010, um chileno de 29 anos é um dos 32 investigados por atentados terroristas em Porto Alegre. Segundo a polícia, ele foi responsável por ensinar a fabricar bombas caseiras usadas na capital gaúcha.

O repórter Fábio Almeida, da RBS TV, chegou até a folha corrida do chileno por meio de uma pesquisa pelo nome do suspeito. A RBS TV não quis divulgar o nome do invesstigado. A RBS TV rastreou as acusações que pesam contra ele na Justiça chilena.

O estrangeiro chegou ao Rio Grande do Sul há dois anos. Ainda no Chile, foi acusado pelo Fiscalia Regional Metropolitana Sur, o Ministério Público no país, por delitos de caráter terrorista. O caso ficou conhecido no país como "Caso Bombas". Segundo as autoridades chilenas, o suspeito foi responsável por manipular e instalar artefatos explosivos e incendiários em várias instituições. Ele estaria envolvido com as ações desde 2006, como mostra o processo, que pode ser acessado no site do órgão. A prisão aconteceu em 14 de agosto de 2010. O chileno portava restos de materiais explosivos em uma ocupação anarquista chamada Centro Social Ocupado y Biblioteca Sacco y Vanzetti, conforme a acusação do Ministério Público.

O delegado Paulo Cesar Jardim, que lidera as investigações, considera o chileno responsável por levar a prática de usar explosivos nas ações em Porto Alegre. "Foi ele quem trouxe esse conhecimento e, acima de tudo, trouxe a filosofia de destruir alvos específicos, como carros de polícia, sedes de partidos políticos, órgão militares, consulados e até igrejas. Ele que ensinou isso para o resto do grupo", afirma Jardim.








Trecho de livro apreendido com grupo suspeito de ataques em Porto Alegre (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Entenda mais
Todos os atos do grupo gaúcho, que se define como anarquista, estavam registrados em livros, publicados por um biblioteca, chamada de "Biblioteca do Kaos", instalada em imóveis invadidos em Porto Alegre. Inicialmente, a biblioteca ficava em um prédio no bairro Cidade Baixa. Depois de despejados pela Justiça, se mudaram para um casarão, em uma escadaria no Centro da cidade. O local também havia sido invadido, e eles foram retirados pela Brigada Militar.
A polícia localizou esses livros, entre os quais um que se chamava "Cronologia Maldita". A investigação da Polícia durou um ano e foi a base para a https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/policia-faz-operacao-contra-grupo-suspeito-de-atacar-viaturas-da-policia-sedes-de-partidos-e-banco-no-rs.ghtml (segundo a mitologia grega, a personificação das trevas ou da escuridão), que cumpriu 10 mandados de busca e apreensão na última quarta-feira (25), na casa de jovens que se dizem anarquistas, além de ocupações e sedes dos grupos. A operação ocorreu em Porto Alegre e em Viamão.


Um comentário: