O reajuste do diesel mostra graves limitações na estrutura do mercado de abastecimento no Brasil. Os sucessivos governos federais e até mesmo a Petrobras não empreenderam expansão do parque nacional de refino e nem fortaleceram a presença em toda a cadeia do setor, o que inclui distribuição e comercialização.
O valor do diesel vendido às distribuidoras foi reajustado em R$ 0,38 por litro desde ontem. Já ocorria desabastecimento. A participação da Petrobras no preço do diesel B será, em média, de R$ 3,10. O diesel A é o vendido nas refinarias, antes de ser misturado a biocombustíveis. Já o diesel B é o comercializado nos postos ao consumidor final, depois de as distribuidoras efetuarem a mistura obrigatória.
O Brasil importa diesel, embora seja autosuficiente na produção de petróleo
O gargalo na região do Estreito de Ormuz pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. Nesta sexta-feira, o contrato futuro do barril de petróleo Brent, preço de referência, está negociado perto de US$ 100 (equivalente a cerca de R$ 520). Há duas semanas, a cotação beirava US$ 70. Ou seja, em 15 dias subiu cerca de 40%. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200.
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