segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Um Programa “Mais Médicos” tupiniquim

Um Programa “Mais Médicos” tupiniquim

Por Fábio Jacques

No dia 30 de novembro de 2017 pelo placar de 6 x 2 o STJ manteve as regras do programa “Mais Médicos” e autorizou a dispensa da revalidação do diploma do curso de medicina. O programa foi considerado constitucional.
Neste país de Alice, burla-se a verdade e joga-se a população menos favorecida nas mãos de pseudo profissionais da área médica ocultando a real intenção que é enviar dinheiro para o regime cubano mesmo que para isso seja necessário submeter os próprios “médicos cubanos” a um regime de escravidão. Os coitados são obrigados a trabalhar com um subsalário sem chance de se rebelar uma vez que suas famílias são mantidas como reféns em Cuba. Além de não poderem trazê-las para o Brasil, não podem se movimentar livremente, não podem mudar de emprego e nem mesmo manter relacionamentos sociais com os nativos do Brasil.
Ora, se não é preciso revalidar os diplomas, todo este problema de trabalho escravo pode ser resolvido com uma grande vantagem para nós. Vamos abrir as vagas para brasileiros que se consideram médicos e que podem trabalhar pelo dobro do valor pago aos cubanos. O país economizaria pelo menos 50% do custo atual e geraria milhares novos empregos.
Quantos enfermeiros, paramédicos, fisioterapeutas, profissionais de educação física, auxiliares de enfermagem, médicos espirituais e até mesmo curandeiros, videntes e charlatães não poderiam ser empregados como "médicos" para tratar ainda que seja com ervas medicinais nossa população carente? Como o diploma não é exigido dos cubanos, parece-me justo, de igual forma, não exigir dos voluntários brasileiros.
Pelo menos umas dez mil vagas seriam abertas o que ajudaria a reduzir, ainda que infimamente, a multidão milionária de desempregados brasileiros.
Não creio que os profissionais acima elencados viessem a fazer um trabalho inferior ao que é oferecido pelos cubanos. Todos trabalhariam muito mais dispostos e felizes, pois manteriam o direito de mudar de emprego e de conviver com suas famílias.
Segundo a propaganda ideológica, a medicina em Cuba é excelente. Fidel se tratava com médicos espanhóis. Políticos brasileiros que apregoam as maravilhas da medicina cubana se tratam com médicos do hospital Sírio Libanês e não com os maravilhosos cubanos. Chaves, o ingênuo índio venezuelano, acreditou nas maravilhas da medicina cubana e foi pro beleléu.
Se os excelentes médicos cubanos não conseguem passar no exame de revalidação de diploma do Brasil, alguma coisa de muito errada parece estar acontecendo. Todos deveriam passar “cum laude” nos exames propostos pelo ministério de educação de um país com nível de excelência em medicina “inferior” ao cubano.
No momento em que a suprema corte aprova o charlatanismo e o trabalho escravo em nome de uma ideologia, o país se transforma um mundo do “salve-se quem puder”. Por que não salvar os nossos próprios charlatães?

Fabio Jacques tem mais de 40 anos de experiência em gestão empresarial. Exerceu cargos de chefia e direção em empresas como ATH Albarus (hoje GKN do Brasil Ltda), Dana Albarus S.A., Calçados Bibi, Viação Hamburguesa e Unidasul, dentre outras.

Um comentário:

  1. É impressionante e o que diz o CFM ? Que tipo se discussão se processa no Conselho Federal de Medicina ? ou existe omissão completa ? Estamos indo para o fim da linha como os cubanos ? Que vergonha.O País merecia dias melhores.

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