quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Saiba o que o Banco Central projeta para inflação, câmbio, PIB e juros básicos. E por que razão.


O Relatório de Inflação (RI), divulgado hoje pelo Banco Central, não trouxe sinalizações prospectivas muito diferentes das que foram apontadas na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira. 

Inflação - Considerando-se os quatro cenários de evolução da inflação apontados no documento, todos sugerem IPCA igual ou abaixo da meta para este ano, de 4,5%. Para 2019, cuja meta é de 4,25%, apenas os cenários com Selic e câmbio constantes e Selic do Focus e câmbio constantes sugerem inflação ligeiramente acima da meta, em 4,5% e 4,4%, respectivamente, para os dois cenários, contra meta de 4,25% para 2019. 

Câmbio - No que tange ao repasse cambial (pass-through) para os preços, a publicação trouxe um boxe apresentando estudos do próprio BC, segundo os quais para cada 1 p.p. de aumento na depreciação, o repasse se eleva de 0,11 p.p. a 0,19 p.p. Ao mesmo tempo, apontou-se que fatores como a ancoragem das expectativas, o estágio do ciclo econômico e a margem operacional das empresas contribuem para determinar o grau de repasse. A autoridade monetária retirou a  referência de que o balanço de riscos havia se tornado “assimétrico” com a piora dos riscos advindos do cenário internacional e seus impactos sobre os emergentes. 

PIB - A projeção de crescimento do PIB para 2018 foi revisada de 1,6% para 1,4%, o que foi justificado pela incorporação dos resultados do segundo trimestre e o arrefecimento na atividade econômica após a paralisação no setor de transporte de cargas. O documento reiterou que a conjuntura econômica “ainda prescreve política monetária estimulativa”, mas que esse “estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora”. 

Juros básicos - Como as expectativas de inflação permanecem bem ancoradas, e os efeitos secundários sobre os preços advindos de choques primários como a depreciação do real não têm se materializado integralmente, o mercado projeta que a taxa Selic permanecerá estável em 6,5% até o final de 2018

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