A decisão da Suprema Corte dos EUA, que limitou por 6 a 3 o uso da lei de emergência (IEEPA) para a imposição de tarifas, altera o tabuleiro do comércio internacional. A medida retira o "superpoder" do Executivo de taxar por decreto, devolvendo o protagonismo ao Congresso e prometendo um ambiente de maior previsibilidade.
Isto é o que mandou dizer ao editor o economista e professor de Administração Rodrigo Barreto, da FEI.
Eis o que o professor coloca como pontos centrais resultantes da decisão da Corte Suprema
• O fim da "era dos decretos" - por que a devolução do poder ao Congresso reduz o risco de tarifas inesperadas e como isso beneficia cadeias globais de produção?
• Impacto no Brasil - o canal de transmissão não é apenas comercial, mas financeiro. Como a discussão sobre o reembolso de tarifas nos EUA pode pressionar o debate fiscal americano, afetando os juros longos e, consequentemente, o apetite ao risco e o valor do dólar frente ao real?
• Guerra Tarifária 2.0 - por que é prematuro celebrar o fim das tensões? A tendência agora é a migração de tarifas generalizadas para medidas setoriais e pontuais, mantendo o ambiente sob vigilância;
• Eficiência Econômica - a visão da literatura econômica de que tarifas amplas funcionam como impostos indiretos que punem, ironicamente, o consumidor e as empresas do próprio país que as impõe.
Sobre a FEI:
Com mais de oito décadas de tradição, a FEI se destaca entre as instituições de Ensino Superior no Brasil nas áreas de Administração, Ciência da Computação, Ciência de Dados e Inteligência Artificial e Engenharia. Referência em gestão, inovação e tecnologia, a FEI já formou mais de 60 mil profissionais e tem como propósito proporcionar conhecimento aos seus alunos por todos os meios necessários, visando à construção de uma sociedade desenvolvida, humana, sustentável e justa, por meio do ensino, pesquisa e extensão. A FEI faz parte da Companhia de Jesus e oferece cursos de Administração, Ciência da Computação, Ciência de Dados e Inteligência Artificial e Engenharias – habilitações em Engenharia Civil; Engenharia de Automação e Controle; Engenharia de Produção; Engenharia Elétrica; Engenharia Mecânica e Engenharia Mecânica com ênfase Automobilística; Engenharia Química e a primeira graduação em Engenharia de Robôs do País, sendo o maior polo educacional de robótica inteligente da América Latina.
A FEI participou da formulação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Engenharia e Administração, propondo ao Ministério da Educação conceitos de interdisciplinaridade e empreendedorismo, que fazem com que os alunos tenham uma formação mais ampla e alinhada com as transformações tecnológicas.
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