terça-feira, 22 de março de 2016

Artigo, Marcelo Aiquel - Maria do Rosário e Chico Buarque

             Neste artigo abordo o comportamento bastante curioso de duas personalidades: uma gaúcha, deputada conhecida mais pelo seu temperamento histérico e contraditório; e um carioca, compositor, bastante famoso por canções que compunha outrora, de temperamento tranquilo, mas com comportamento igualmente contraditório.
                O que os liga, além do fanatismo cego pela ideologia comunista e fanatismo pelo PT?
                Como a educação inglesa nos ensinou (“ladies first”), cavalheirescamente começarei falando sobre a deputada.
                Criada nos pampas, onde não engana mais ninguém, a senhora Maria do Rosário foi guindada na última eleição nacional ao cargo de deputada federal representando o PT. Com uma fidelidade canina (ou seria mais apropriado dizer “cadelina”, para seguir o esdrúxulo dicionário utilizado pela presidente Dilma) ao partido dos trabalhadores, logo lhe arranjaram uma secretaria com status de ministério: Afinal, segundo disse o próprio chefe da quadrilha petista – de viva voz – ela tem GRELO DURO!
                Daí que se comprovou – novamente – a absoluta falta de coerência da deputada, reconhecida defensora das mulheres agredidas: quando a suposta agressão parte dos opositores, ela vira fera, entra em estado de histeria, e faz um papel de “barraqueira” que dá inveja a muitas mulheres sem qualquer compostura.
                Porém, se a grosseria vem de um “dos seus”, ela assume uma docilidade espantosa e corre para justificar o ato do preconceito praticado, seja contra ela ou qualquer outra mulher. Se transforma, então, na Maria do Rosário tolerante, cheia de “paz e amor”.
                Como exemplo, é só comparar as reações dela com relação às falas do Deputado Bolsonaro e do ex-presidente Lula. Enquanto um é adjetivado de “fascista e homofóbico”, o outro – o seu líder – nunca está errado... Mesmo quando diz que Pelotas, no RS, é a capital nacional dos “veados”!
                O mais incrível é a falta de seriedade com que esta senhora trata dos abusos contra a mulher. Geralmente, sem que a intervenção barulhenta dela necessite de qualquer tipo de provocação, a deputada parte para a briga na defesa das minorias agredidas. Mas, no caso da grosseria (mais uma entre tantas) dita pelo Lula – de que ela teria GRELO DURO – a deputada Maria do Rosário saiu-se com uma “pérola”, em entrevista ao vivo para o jornalista Antonio Carlos Macedo, da Rádio Gaúcha de Porto Alegre: além de justificar a ofensa recebida com um argumento risível e totalmente sem fundamento (legal e/ou moral), a deputada teve a desfaçatez de declarar que, como não houve um “pedido formal”, ela não tomaria nenhuma providência. Desde quando ela precisa de queixa para agir?
                Ora, MEU DEUS DO CÉU, quanta hipocrisia, quanta contradição...
                Logo ela, que não pede licença para se intrometer, mesmo – e principalmente – onde jamais foi chamada.

                Já o poeta Chico Buarque, é outro caso a parte.
                Depois de sentar na janela para ver A BANDA PASSAR, ele, o extrato mais do que perfeito da “esquerda caviar”, canta em prosa e verso o sonho de alcançar uma democracia livre, via o governo do PT.
                Mas, isto não o impediu – ele, ao contrário, se escudou na tão combatida (por ele mesmo!) CENSURA – de proibir um artista a utilizar as músicas que compôs, num show, apenas por emitir opinião contra o governo dos canalhas ladrões que ele tanto defende.
                Tudo bem. É um direito seu ceder os direitos autorais a quem quiser.
                Porém, a razão alegada sepultou o sagrado direito à livre opinião!
                É que na “democracia” do Chico (e dos petistas) a liberdade de opinião só existe se for favorável à ideologia por eles defendida.
                Entretanto, há razõe$$ e motivo$$ bem relevante$$ para explicar sua fidelidade ao governo e ao partido. Ele, a mãe de seus filhos, e um grupelho de artistas e intelectuais brasileiros – todos pertencentes a uma elite, conhecida como a “esquerda caviar” – que louvam o ideário do PT, são beneficiários de fartas verbas públicas, oriundas de condescendentes e seletivas aprovações de projetos culturais, por meio de leis de incentivo fiscal.
                Assim fica até fácil sentar na janela para ver a banda passar. Enquanto ela passa, o Chico divide seu tempo entre uma janela na zona sul carioca e outra em Paris. Comendo caviar e bebendo champagne francês.
                Dono de um discurso pronto, o Chico não age como prega.
                Afinal, o que importa mesmo é levar vantagem.
                E dane-se o Brasil e seu povo!

                Estes são somente dois singelos exemplos das contradições ambulantes que cercam a quadrilha bolivariana, Aquela mesma que é capaz de fazer qualquer coisa pelo seu projeto de poder.
                Pois, para a quadrilha e seus simpatizantes (remunerados ou não) mentir, roubar, e difamar, tem sempre uma justificativa...
                Rota, esfarrapada e pífia. Mas, uma justificativa. Sempre dita com muita hipocrisia!


                Marcelo Aiquel – advogado (22/03/2016)

3 comentários:

  1. Juntando o presente texto com o do Jornalista Reinaldo Azevedo, sobre o Caetano Veloso, fica resumido o caráter moral e o vigarismo intelectual da Maria do Rosario, Chico Buarque e Caetano Veloso.

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  2. Juntando o presente texto com o do Jornalista Reinaldo Azevedo, sobre o Caetano Veloso, fica resumido o caráter moral e o vigarismo intelectual da Maria do Rosario, Chico Buarque e Caetano Veloso.

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  3. Um pequeno esclarecimento:

    O termo "grelo duro" é usado para descrever "mulheres putas, submissas e masoquistas" que atendem aos pedidos de homens e lésbicas.

    Não tem nada a ver com coragem.

    JulioK

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