quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Artigo, Clóvis Rossi, Folha de S. Paulo - Unesco cometes reiterado crime antissemita

A Unesco, o braço das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, cometeu o crime, reiterado nesta terça-feira (18), de reescrever a história e apagar os traços do judaísmo exatamente em seu mais sagrado ponto, o Monte do Templo/Muro das Lamentações.
Menos mal que a diplomacia brasileira, que respaldara o atentado na primeira votação —na terça-feira (13)—, corrigiu o tiro em seguida e passou a criticar a proposição, obviamente apresentada por países árabes/muçulmanos.
O Itamaraty alega que tentou, durante a discussão do tema, "suavizar os termos da proposta", mas, não o conseguindo, acabou votando a favor dela. É uma argumentação meio trôpega, mas, enfim, é melhor mudar de posição do que persistir no erro.
A resolução sobre a "Palestina Ocupada" (o que é um fato) critica as ações de Israel na Cidade Velha de Jerusalém, referindo-se ao Monte do Templo exclusivamente com a designação de "mesquita Al-Aqsa/Al-Haram Al-Sharif e suas imediações".
É como os árabes se referem ao que, em português, é "Nobre Santuário".
Ignora, como se queixa corretamente a mídia israelense, a existência lá mesmo de locais judaicos sagrados.
Por extensão, ignora a presença cristã na área, como lembra a blogueira Leah Soibel no "Times of Israel" desta terça (18): ela cita o pastor Mario Bramnick, presidente da Coligação de Lideranças Hispânicas de Israel, para quem "Jerusalém e o Monte do Templo estiveram originalmente sob controle judeu com influência cristã mais tarde. Jesus ensinou, rezou e praticou milagres em Jerusalém e no Monte do Templo durante os tempos do Segundo Templo [destruído pelos romanos no ano 70]".
É exatamente essa a argumentação do Itamaraty para mudar de posição: "O fato de que a decisão não faz referência expressa aos históricos laços do povo judeu a Jerusalém, particularmente ao Muro das Lamentações, o local mais sagrado do judaísmo, é um erro, o que torna o texto parcial e desequilibrado."
De fato, uma coisa é lamentar, como o faz a resolução aprovada na Unesco, "as contínuas operações na área da mesquita e no Al-Haram Al-Sharif por extremistas de direita israelenses e por forças uniformizadas", o que é real e merece críticas.
Da mesma forma, é legítimo criticar a ocupação por Israel de territórios que a legalidade internacional conferiu aos palestinos, atitude que até alguns judeus adotam.
Outra coisa, completamente diferente, é reescrever a história e tentar negar a "histórica conexão do judaísmo com o Monte do Templo, onde os dois templos existiram por mil anos e nos quais todos os judeus rezaram", como diz o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.
Aliás, a posição brasileira nessa matéria foi, tradicionalmente, a de defender a existência de dois Estados —um para os judeus, outro para os palestinos, nos termos definidos pelas Nações Unidas.
Não serão resoluções desequilibradas como essa da Unesco que mudarão a realidade da ocupação e suas tristes consequências.

Comento: Clóvis Rossi tem posições anti-israelennses conhecidas, mas não é antissemita. O Brasil apenas justificou sua posição, não a alterou. Consultei o site do Itamaraty e a não há nenhuma nota a respeito do assunto. Clóvis Rossi não cita a fonte da informação ela cita o pastor Mario Bramnick, presidente da Coligação de Lideranças Hispânicas de Israel, para quem "Jerusalém e o Monte do Templo estiveram originalmente sob controle judeu com influência cristã mais tarde. Jesus ensinou, rezou e praticou milagres em Jerusalém e no Monte do Templo durante os tempos do Segundo Templo [destruído pelos romanos no ano 70]".
É exatamente essa a argumentação do Itamaraty para mudar de posição: "O fato de que a decisão não faz referência expressa aos históricos laços do povo judeu a Jerusalém, particularmente ao Muro das Lamentações, o local mais sagrado do judaísmo, é um erro, o que torna o texto parcial e desequilibrado."
De fato, uma coisa é lamentar, como o faz a resolução aprovada na Unesco, "as contínuas operações na área da mesquita e no Al-Haram Al-Sharif por extremistas de direita israelenses e por forças uniformizadas", o que é real e merece críticas.
Da mesma forma, é legítimo criticar a ocupação por Israel de territórios que a legalidade internacional conferiu aos palestinos, atitude que até alguns judeus adotam.
Outra coisa, completamente diferente, é reescrever a história e tentar negar a "histórica conexão do judaísmo com o Monte do Templo, onde os dois templos existiram por mil anos e nos quais todos os judeus rezaram", como diz o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.
Aliás, a posição brasileira nessa matéria foi, tradicionalmente, a de defender a existência de dois Estados —um para os judeus, outro para os palestinos, nos termos definidos pelas Nações Unidas.
Não serão resoluções desequilibradas como essa da Unesco que mudarão a realidade da ocupação e suas tristes consequências.


Comento: Clóvis Rossi tem posições anti-israelennses conhecidas, mas não é antissemita. O Brasil apenas justificou sua posição, não a alterou. Consultei o site do Itamaraty e a não há nenhuma nota a respeito do assunto. Clóvis Rossi não cita a fonte da informação

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