terça-feira, 18 de outubro de 2016

Artigo, Marcelo Aiquel - Será um delírio do Tarso Genro ?

         Meus amigos. Recebi este texto ao final transcrito e custo a acreditar que seja realmente de autoria do doutor Tarso Genro.
         Ele, que além de ex-governador (do RS); ex-prefeito (de Porto Alegre); e ex-ministro de Estado (da Justiça; Educação; e Relações Institucionais), com certeza deve ter cursado um ou mais cursos de doutorado, pós-graduação, e mestrado, em razão da eloquência e conhecimento como aborda os mais variados temas nacionais, surge agora na figura de defensor da justiça, das leis, e do ex-presidente Lula da Silva, o “dono e chefe” do partido que o articulista pede a refundação imediata.
         E, também tenho severas dúvidas quanto à autoria do artigo (afinal, a internet aceita tudo), pois um doutor em direito da qualificação do Tarso Genro não cometeria a imprudência de criticar tão duramente um processo legal. Mesmo que este doutor tenha – num passado recente – pisoteado a Constituição para dar abrigo a um criminoso italiano, hoje hóspede da nação brasileira e gozando de regalias que os assassinos locais não obtiveram ainda, apesar das inúmeras tentativas dos comunistas travestidos de defensores dos direitos humanos.
         Igualmente, um doutor jamais trataria a um ex-dirigente da República como presidente, eis que sabidamente o sistema legal não admite a pluralidade de membros num mesmo cargo. E como temos um presidente no exercício legal (chancelado pelo próprio STF), qualquer ilação contrária seria uma ofensa ao judiciário, coisa que não creio possa ser declarada publicamente por alguém com o notável currículo do suposto autor do texto abaixo colado.
         Se bem que há algumas passagens do referido texto que apontam para o vocabulário usual do doutor Tarso Genro. Por exemplo: classes dominantes e escravocratas; presidenta (quando faz referência a Dilma Rousseff); estilo fascista de disputa política; centro programático e ideológico; pacto democrático e pluralista...
         Assim mesmo, eu hesito em reconhecer a autoria do texto, apenas me permitindo acrescentar ao seu final uma contestação em tom de questionamento:
         “quando o autor interpreta que os referenciais democráticos citados abalam os ideais da Carta de 88 e de uma nação compartilhada (seja lá o que signifique tal assertiva), pergunto se deveríamos substituir as pessoas nominadas por Luis Inácio Lula da Silva, Rosemary Póvoa de Noronha, Delcídio do Amaral, Paulo Okamotto, Delúbio Soares, Silvinho Pereira, entre outros notáveis representantes do PT?”

            Quem sabe se com tais nomes haveria a peremptória certeza da manutenção plena da democracia sonhada pelo autor, no Brasil...

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